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25 de jan. de 2018

IQ - Live In Aschaffenburg - 2002

A segunda geração do rock progressivo (leia-se anos oitenta), sem dúvidas no brindou com algumas surpresas e dentre elas, está o IQ, que é oriundo do The Lens (1976-1981), outra banda excelente banda e neste rastro, vieram a voz a guitarra e os teclados que formam o IQ.

Em geral produzem muito bons álbuns e para mim só a presença de Martin Orfford com seus teclados mágicos já valem o show, mas na verdade o IQ é muito mais que isso, pois possui forte personalidade e um DNA de dar inveja a muito marmanjo.

O conjunto da obra é sempre muito rico em qualquer situação e particularmente se saem muito bem quando estão no palco, pois os trabalhos de estúdio sempre levam mais em conta a técnica de cada um do que o uso exagerado da tecnologia que muitas vezes nos leva a algumas impossibilidades no ambiente de um palco sem agregar mais músicos.

Nesta gravação, “Live In Aschaffenburg”, feita em 2002, é flagrante a sinergia da banda, com Peter Nicholls afinadíssimo, Martin Orfford surfando pelos teclados uma onda gigante sem fim e Michael Holmes empunhando sua guitarra como um “guitar hero” duelando o tempo todo com a banda.

Como sempre na cozinha da banda, baixo e bateria dão o suporte necessário para sustentar os complexos e sofisticados arranjos e enredos musicais, uma característica marcante da banda, pois todas as suas músicas são carregadas por uma alta demanda cultural e psicológica muito fortes, ou seja, o IQ é sempre uma boa opção.


IQ
Paul Cook - Drums
Michael Holmes - Guitar and Keyboards
John Jowitt - Bass and backing vocals
Peter Nicholls - Lead vocal
Martin Orfford - Keyboards and backing vocals

Tracks:

CD 1
01. Intro [3:56]
02. Awake and Nervous [8:32]
03. The Thousand Days / The Magic Roundabout [9:18]
04. The  -Wrong Side Of Wierd [13:02]
05. State Of Mine / Leap Of Faith / Came Down [10:46]
06. Erosion [7:18]
07. The Seventh House [14:56]
CD 2
01. The Narrow Margin (middle section) [6:05]
02. Just Changing Hands [6:45]
03. Guiding Light [10:28]
04. The Last Human Gateway [22:08]
05. Subterranea [7:43]



24 de mar. de 2017

Postagem comemorativa da marca dos mais de 1.000.000 de acessos - IQ - "Subterranea The Concert" - 1999

Hoje atingimos a marca de mais de 1.000.000 de acessos, após sete anos de trabalho, o que hoje em dia não é nada tendo em vista a velocidade dos acontecimentos, mas se observarmos a especificidade da temática do blog, eu particularmente fico muito feliz.

Olhando para trás, lembro que aconteceu muita coisa boa e ruim, momentos muito engraçados, mas também muito tensos e com muito destempero de minha parte e de alguns visitantes, mas o que importa é que estamos todos vivos e bem.
Pela terceira vez, vou repetir um mesmo álbum, não só por gostar muito dele, mas principalmente por ele ser um campeão de acessos, o que reflete a importância musical que este álbum representa.

Para quem ainda não o conhece, não perca a chance de estar diante de uns dos álbuns mais carismáticos e fantásticos que eu em minha longa jornada de vida eu me deparei, mas vamos ao que realmente interessa ou seja, ao álbum, Subterranea The Concert, do IQ, banda da segunda geração do rock progressivo.

Aproveito o momento para agradecer a todos por termos atingido esta marca, pois ela não é minha, mas sim o resultado da audiência de todos vocês ao longo destes sete anos de convivência, portanto mais uma vez, muitíssimo obrigado!!!! 

Na última postagem eu havia dito o seguinte:



"Ultimamente o volume de informações que tem chegado até o blog, via os “Comentários”, é tão grande que eu confesso que estou ficando completamente perdido e um tanto pirado, pois como as opiniões são diversas e em alguns casos bem divergentes, mas ao mesmo tempo com muita consistência, isto tem me causado certa confusão mental, ou seja, há muita coisa ainda a ser refletida. 

Tenho observado certo saudosismo em relação ao cenário musical atual (de minha parte também), onde todos de alguma forma têm expressado suas opiniões neste sentido, o que me causa certa preocupação, pois talvez eu e os demais amigos que têm frequentado o “boteco dos comentários”, estejamos sendo exigentes demais e um tanto preconceituosos em relação a tudo o que foi produzido após os anos setenta, que em meu conceito, é um ponto fora de uma curva de normalidade e que provavelmente jamais será igualado ou mesmo superado.

Nós não podemos nos tornar um bando de “velhinhos” chatos, decrépitos e reacionários, que só conseguem olhar para trás com medo do que possa estar pela frente, por temer que algo novo seja melhor ou tão bom quanto o que vivemos no passado, apesar de que eu ache isso bem difícil de acontecer, mas em fim, cada cabeça é uma sentença e tudo pode acontecer, portanto, há algum tempo eu tenho experimentado ouvir algumas bandas mais atuais para dar uma reeducada no gosto, mas isso é uma conversa para outro fórum. 

Eu mesmo sou um defensor que os anos oitenta para a música, foram os anos das trevas, da mediocridade musical e tudo mais, e analisando o que aconteceu nos anos 80 e 90 em relação a grandes nomes que surgiram como representantes da música daquelas décadas, realmente não há com o que ficar entusiasmado, porém, uma pequena chama do rock progressivo, permaneceu acesa em um universo Underground em paralelo a tudo que estava acontecendo no mundo da música. 

Lembro que, nomes muito interessantes e hoje em dia bem conhecidos, surgiram no meio do caos formado pelo Punk Rock, New Wave, o movimento Grunge e outras subvertentes musicais de menor destaque, e no caso poderia citar algumas bandas como o Marilion, Pendragon, IQ, Citezen Cain, Glass Hammer, Dream Theater, será??? , Mostly Autunm mais tardiamente e alguns outros nomes que se analisarmos friamente, sem o manto sagrado setentista, isolando-os de uma época inimaginável como foi a década de setenta, é possível ficar diante de trabalhos muito bons e alguns até excepcionais.

Um trabalho que eu considero excepcional é o “Subterranea - The Concert”, do IQ, que eu já havia postado há uns dois anos atrás e agora mais uma vez o trago a tona, por ser um belíssimo trabalho, que corajosamente sem medo de levar porradas, comparei-o com The Lamb Lies Down On Broadway, tamanha a sua grandiosidade e sofisticação para um tempo em que não se exigia mais que uns três acordes e tudo bem. 

Caracteristicamente, seu vocalista, Peter Nichols tem como ídolo, motivação e inspiração, Peter Gabriel, o que não é de se estranhar, pois os vocalistas do Marillion e do Citizen Cain também o tinham como referencia, mas porque será???

O IQ tem também conta com um cidadão chamado Martin Orford que simplesmente é um gênio compositor e um invejável e exímio tecladista, criando atmosferas espaciais muito bem elaboradas. 


Na resenha anterior, eu coloquei mais detalhes que podem orientar melhor o que é esta banda e principalmente o que significou o álbum, “Subterranea - The Concert”, para a segunda geração do rock progressivo, o “Neoprog” e por incrível que possa parecer, tem tudo a ver com o que estamos sentindo neste momento, principalmente o que está dito no último parágrafo."


RECOMENDADÍSSIMO!!!!

IQ:
Paul Cook / drums, percussion
Michael Holmes / guitars, keyboards
John Jowitt / bass, bass pedals
Peter Nicholls / vocals
Martin Orford / keyboards, backing vocals
Guest musician:
Tony Wright / saxophone


Tracks:
CD 1
01. Overture
02. Provider
03. Subterranea
04. Sleepless Incidental
05. Failsafe
06. Speak My Name
07. Tunnel Vision
08. Infernal Chorus
09. King of Fools
10. Sense in Sanity
11. State of Mine

CD 2
01. Laid Low
02. Breathtaker
03. Capricorn
04. The Other Side
05. Unsolid Ground
06. Somewhere in Time
07. High Waters
08. The Narrow Margin



LINK


9 de dez. de 2013

IQ - "Live in Barcelona" - 2000

IQ, essa é uma banda que me dá muito prazer em escutar suas músicas, independente de sua forte influência estar ligada ao Genesis e principalmente, por conta de Peter Gabriel, que não só influenciou o IQ, mas também por ser considerado como fonte de inspiração musical, acabou por influenciar o “Marillion” e o “Citizen Cain” integrantes da segunda geração do rock progressivo.

O interessante nesta história é que mesmo tendo saído do Genesis, por volta de 1976, Peter Gabriel realmente sedimentou muito bem a sua obra e a sua história, pois mesmo tendo partido para uma nova trajetória musical, digamos assim, um pouco mais amena, produzindo álbuns sensacionais e cada vez menos progressivos, continuou seduzindo o imaginário destas novas bandas.


Com uma estrutura musical muito marcante, onde todos os músicos são destaque, a cada álbum, o IQ foi se consolidando como banda de primeiro escalão dentro da nova ordem progressiva que se formou a partir do início dos anos oitenta, primeiramente representado pelo Marillion que de inicio confundiu-se um tanto com as bandas dos anos setenta e logo foi seguido de perto pelo Glass Hammer, Pallas, Pendragon, Citizen Cain e pelo próprio IQ e várias outras que foram surgindo com o tempo.

Penso que por conta destas bandas, foi possível dar um sopro de vida a mais, a bandas como ELP, Yes, Pink Floyd, PFM, Eloy e outras que de algum modo conseguiram manter-se ativas e que até hoje são adoradas pelos antigos e novos fãs que lotam estádios, arenas e teatros, sempre que há um show destes dinossauros do rock que não se cansam de tocar por anos a fio, musicas com trinta, quarenta anos, praticamente com o mesmo entusiasmo que tinham na década de setenta.

Voltando ao IQ, esta gravação feita em novembro de 2000, na Sala Bikini em Barcelona, Espanha, retrata muito bem a qualidade das músicas, o esmero ao executá-las e o intimo contato com o público presente ao show.

A similaridade do timbre da voz de Peter Nicholls com a de Peter Gabriel é indiscutível, entretanto não consigo ser tomado pelo impulso de imaginar que se trate de uma imitação, bem como o fato de Peter Nicholls se maquiar para seus shows, pois no fundo, ele não está lá apenas cantando uma música, mas também está representando um personagem, assim como Peter Gabriel fez no passado.

Outro atrativo para mim que o IQ oferece, é seu tecladista, Martin Orford, que além de exímio instrumentista, é um compositor de mão cheia, com vários álbuns solo editados, alguns dos quais publicados aqui no blog, basta dar uma conferida.

Em paralelo ao IQ, ele formou  também o “The Lens”, com alguns integrantes do próprio IQ, contando com o apoio de Mike Holmes, Paul Cook e Peter Nicholls, produzindo o álbum, “A Word In Your Eyes”, muito bom por sinal e que ao final da resenha deixo uma música em vídeo, chamada “Frost & Fire”, simplesmente fantástica.

Os destaques deste bootleg, “Live in Barcelona”, ficaram por conta das músicas, Outer limits, The darkest hour, State of mind/The magic roundabout, Failsafe, Giding light, Subterranea, Awake and nervous e The Wake que obviamente representam a minha opinião e fatalmente podem não concordar com a opinião de outrem, mas de qualquer forma fica o convite a todos para escutar este bootleg na íntegra que com certeza pode surpreender positivamente.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

IQ:
Peter Nicholls - vocal,
Mike Holmes - guitarra e teclado
Martin Orford - teclado e vocal de apoio
John Jowitt - baixo e vocal de apoio
Andy Edwards - bateria


Tracks:
CD 01
01. Intro
02. Outer limits
03. The darkest hour
04. Erosion
05. Wurensh
06. The seventh house
07. State of mind - The magic roundabout
08. Failsafe
CD 02
01. Giding light
02. Human nature
03. The enemy smacks
04. Subterranea
05. Awake and nervous
06. Came down
07. The wake


 

 THE LENS - MARTIN ORFORD - FROST & FIRE

23 de abr. de 2013

IQ - “Subterranea - The Concert” - 1999 (Re-post)

Ultimamente o volume de informações que tem chegado até o blog, via os “Comentários”, é tão grande que eu confesso que estou ficando completamente perdido e um tanto pirado, pois como as opiniões são diversas e em alguns casos bem divergentes, mas ao mesmo tempo com muita consistência, isto tem me causado certa confusão mental, ou seja, há muita coisa ainda a ser refletida. 

Tenho observado certo saudosismo em relação ao cenário musical atual (de minha parte também), onde todos de alguma forma têm expressado suas opiniões neste sentido, o que me causa certa preocupação, pois talvez eu e os demais amigos que têm frequentado o “boteco dos comentários”, estejamos sendo exigentes demais e um tanto preconceituosos em relação a tudo o que foi produzido após os anos setenta, que em meu conceito, é um ponto fora de uma curva de normalidade e que provavelmente jamais será igualado ou mesmo superado.


Nós não podemos nos tornar um bando de “velhinhos” chatos, decrépitos e reacionários, que só conseguem olhar para trás com medo do que possa estar pela frente, por temer que algo novo seja melhor ou tão bom quanto o que vivemos no passado, apesar de que eu ache isso bem difícil de acontecer, mas em fim, cada cabeça é uma sentença e tudo pode acontecer, portanto, há algum tempo eu tenho experimentado ouvir algumas bandas mais atuais para dar uma reeducada no gosto, mas isso é uma conversa para outro fórum. 

Eu mesmo sou um defensor que os anos oitenta para a música, foram os anos das trevas, da mediocridade musical e tudo mais, e analisando o que aconteceu nos anos 80 e 90 em relação a grandes nomes que surgiram como representantes da música daquelas décadas, realmente não há com o que ficar entusiasmado, porém, uma pequena chama do rock progressivo, permaneceu acesa em um universo Underground em paralelo a tudo que estava acontecendo no mundo da música. 

Lembro que, nomes muito interessantes e hoje em dia bem conhecidos, surgiram no meio do caos formado pelo Punk Rock, New Wave, o movimento Grunge e outras subvertentes musicais de menor destaque, e no caso poderia citar algumas bandas como o Marilion, Pendragon, IQ, Citezen Cain, Glass Hammer, Dream Theater, será??? , Mostly Autunm mais tardiamente e alguns outros nomes que se analisarmos friamente, sem o manto sagrado setentista, isolando-os de uma época inimaginável como foi a década de setenta, é possível ficar diante de trabalhos muito bons e alguns até excepcionais.

Um trabalho que eu considero excepcional é o “Subterranea - The Concert”, do IQ, que eu já havia postado há uns dois anos atrás e agora mais uma vez o trago a tona, por ser um belíssimo trabalho, que corajosamente sem medo de levar porradas, comparei-o com The Lamb Lies Down On Broadway, tamanha a sua grandiosidade e sofisticação para um tempo em que não se exigia mais que uns três acordes e tudo bem. 

Caracteristicamente, seu vocalista, Peter Nichols tem como ídolo, motivação e inspiração, Peter Gabriel, o que não é de se estranhar, pois os vocalistas do Marillion e do Citizen Cain também o tinham como referencia, mas porque será???

O IQ tem também conta com um cidadão chamado Martin Orford que simplesmente é um gênio compositor e um invejável e exímio tecladista, criando atmosferas espaciais muito bem elaboradas. 


Na resenha anterior, eu coloquei mais detalhes que podem orientar melhor o que é esta banda e principalmente o que significou o álbum, “Subterranea - The Concert”, para a segunda geração do rock progressivo, o “Neoprog” e por incrível que possa parecer, tem tudo a haver com o que estamos sentindo neste momento, principalmente o que está dito no último parágrafo.


RECOMENDADÍSSIMO!!!!

IQ:
Paul Cook / drums, percussion
Michael Holmes / guitars, keyboards
John Jowitt / bass, bass pedals
Peter Nicholls / vocals
Martin Orford / keyboards, backing vocals
Guest musician:
Tony Wright / saxophone


Tracks:
CD 1
01. Overture
02. Provider
03. Subterranea
04. Sleepless Incidental
05. Failsafe
06. Speak My Name
07. Tunnel Vision
08. Infernal Chorus
09. King of Fools
10. Sense in Sanity
11. State of Mine

CD 2
01. Laid Low
02. Breathtaker
03. Capricorn
04. The Other Side
05. Unsolid Ground
06. Somewhere in Time
07. High Waters
08. The Narrow Margin


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7 de mar. de 2012

IQ - "The Wake" - 1985

"The Wake" é o Terceiro álbum do IQ e foi lançado em 1985, surgindo no auge da desordem musical proporcionada na década de oitenta, que neste período já estava distante do "Punk Rock", vivia sua “New Wave” e levemente começa a flertar com "Grunge" de Seattle que tomaria peso somente no início dos anos noventa. 

Sabidamente, o IQ é uma das bandas mais significativas do movimento Neoprog, a segunda geração do rock progressivo e juntamente com Pendragon, Marillion, Pallas, Citizen Cain, Glass Hammer e algumas outras, mantiveram acesa, a chama do espírito e da essência do movimento progressivo iniciado na década de setenta. 

Essas bandas tiveram uma importância muito grande, pois permitiram que os grandes nomes do passado continuassem vivos e ativos, sendo que alguns até hoje, pois serviram de ponte para as novas gerações que não viveram os anos setenta e viam nestes grupos, o motivo e a origem da criação de novas bandas, como por exemplo, o IQ

A influência musical do IQ está intimamente ligada ao Genesis da “Era Gabriel”, pois Peter Nicholls, fã incondicional de Peter Gabriel, assim como seu ídolo, teatralizou sua voz e de certo modo a maneira como se vestia e se apresentava, de modo a criar o clima setentista que envolvia as apresentações do Genesis

Mas o mais importante disto tudo, é que, o IQ tem personalidade própria, fazendo uma música muito vibrante e contagiante, com letras bem elaboradas e arranjos inteligentes e sofisticados que podem ser facilmente identificados neste álbum. 

Logo de cara a música, “Outer Limits”, mostra o que é o IQ e para que veio, pois já começa flamejante no primeiro acorde com a participação ativa de todos os músicos, principalmente de Martin Orford, o tecladista, que sempre dá um show a parte e já teve diversos trabalhos publicados aqui no blog, dentro e fora do IQ

As músicas em sequencia, “The Wake” e “The Magic Roundabout” seguem o mesmo padrão da anterior para em “Corners” dar uma respirada para a próxima música que é uma peça muito interessante, chamada, “Widow’s Peak”, alternando-se em movimentos acelerados e de calmaria, realmente lembrando o Genesis em seus melhores momentos. 

A música, “The Thousand Days” é generosa, pois abre espaço para todos os músicos atuarem de forma muita clara e presente e talvez seja a mais dançante de todas, por seu ritmo bem cadenciado, mesmo sendo uma música complexa. 

“Headlong” a última do álbum, fecha o álbum de forma brilhante, pois, a música é bem viajante e envolvente, com um estilo progressivo espacial muito interessante que evidencia muito os primórdios do rock progressivo. 

Esta edição vem com três faixas bônus, sendo que uma merece um destaque, “Dans Le Parc Du Chateau Noir” uma pequena suíte instrumental de uns sete minutos, onde a generosidade de sua partitura prevalece e permite que todos os instrumentistas mostrem seu trabalho. 

“The Awake” mostra a maturidade profissional da banda em relação à sua música, portanto sendo uma boa oportunidade para ir de encontro a uma música muito inteligente e marcante, mas acima de tudo feita para quem aprecia a qualidade na arte das sete notas.


ALTAMENTE RECOMENDADO!!!


IQ:
Paul Cook / drums and percussion
Tim Essau / music man, basses & bass pedals
Mike Holmes / guitars
Peter Nicholls / voice, tambourine
Martin Orford / keyboards

Tracks Listing
01. Outer Limits (8:15)
02. The Wake (3:12)
03. The Magic Roundabout (8:18)
04. Corners (6:20)
05. Widow's Peak (9:12)
06. The Thousand Days (5:12)
07. Headlong (7:25)
Bonus tracks:
08. Dans Le Parc Du Chateau Noir (7:37)
09. The Thousand Days (demo) (3:55)
10. The Magic Roundabout (demo) (6:27)


LINK

"Outer Limits"

"The Thousand Days"

"The Magic Roundabout - Live Version"

17 de jun. de 2011

IQ - “Tales From the Lush Attic” - 1983

Ultimamente tenho estado bem próximo das músicas que Peter Gabriel fez dentro e fora do Genesis e como é sabido de todos, ele tem alguns seguidores, músicos, que não escondem sua admiração pelo seu talento e trabalho e fazem dele um exemplo a ser seguido, mas não copiado. 

Um bem conhecido e mencionado aqui diversas vezes, é o do ex-vocalista do Marillion, Fish, porém, o foco desta resenha será outro grande vocalista, Peter Nicholls, do IQ, banda que tenho uma grande estima e consideração pelo trabalho desenvolvido. 

Eu já havia postado o álbum conceitual da banda, “Subterranea”, nas versões de estúdio e de palco e hoje apresento o segundo álbum produzido, “Tales From the Lush Attic”, lançado em 1983, fazendo parte da nova geração progressiva, juntamente com o Pendragon, Glass Hammer, Marillion e tantos outros que em meu conceito de forma indireta, contribuiram para que as bandas dos anos setenta não fossem extintas. 

Para ser bem honesto, considero o IQ uma máquina de fazer excelentes músicas, pois desde o primeiro trabalho, “Seven Stories Into Eight” a banda deu provas do que seria capaz fazer e ai, vale uma resalva, pois o grupo conta com uma presença no mínimo, muito especial, a de Martin Orford, que se para muitos não é um exímio tecladista, como compositor, inegavelmente, está muito acima da média podendo estar lado a lado com o os grandes figurões do rock progressivo do passado e do presente, com vários álbuns solo lançados além dos produzidos junto ao IQ, com alguns até já postados aqui no blog e pelo número de acessos que verifiquei, a aceitação foi extremamente positiva. 

E no caso deste álbum, “Tales From the Lush Attic”, tanto Martin Orford como Mike Holmes, bem como Peter Nicholls, destacam-se pela atuação impecável que tiveram e objetivamente concentrando as atenções para o vocalista, o que se nota, é uma voz levemente rouca quando necessário, podendo atingir timbres muito altos, denotando uma versatilidade vocal muito grande, assim como o de seu ídolo, Peter Gabriel

Estas características não me parecem ser intencionais, pois esta similaridade vocal encaixa-se perfeitamente no contexto das músicas propostas pela banda e inicialmente quando estavam em turnê era comum ver Peter Nicholls levemente maquiado para dar vida aos seus personagens musicais, para dar uma forma mais teatral ao enredo da música, sendo este mais um indício de sua admiração pela figura que Peter Gabriel representou e que ainda hoje representa no mundo do rock. 

A música de abertura deste álbum, “The Last Human Gateway”, é uma suite de quase vinte minutos, é um convite a permanecer escutando todo o restante do álbum, que considero ser o melhor de todos produzidos pela banda, pois para mim representou uma volta à sonoridade do rock progressivo dos anos setenta, sem estar sendo nostálgico, apenas surpreendido, com a audácia de um grupo de jovens músicos que não se deixaram seduzir pela facilidade dos três acordes básicos, muito utilizados, pela tendência musical predominante da época. 

Finalizando, só resta recomendar este álbum, pelo que ele representa, por todos os seus músicos, mas principalmente pela coragem em lançá-lo em um formato nada adequado aos padrões da década da mediocridade musical.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Musicians:
Paul Cook - drums
Tim Essau - bass
Mike Holmes - guitar
Peter Nicholls - voice
Martin Orford - keyboards

Tracks:
1. The Last Human Gateway (19:57)
2. Through The Corridors (2:35)
3. Awake And Nervous (7:45)
4. My Baby Treats Me Right ´Cos I´m A Hard Lovin´ Man All Night Long (1:45)
5. The Enemy Smacks (13:49)
Total time Classic one Shoe Lp: (45:51)
Bonus track:
6. Just Changing Hands (5:12)


"The Last Human Gateway - Pt.1"

"The Last Human Gateway - Pt.2"

"Awake And Nervous"

18 de abr. de 2011

IQ - "Subterranea - The Concert" - 1999





Este é o segundo álbum do IQ que posto e coincidentemente é a gravação de uma das apresentações da turnê de divulgação do álbum, “Subterranea”, este então, chamado de "Subterranea - The Concert ", justamente o álbum mais conceitual da banda. 

Só para recordar, eu havia dito o seguinte na primeira postagem que fiz sobre a banda em julho de 2010: "O IQ nasce em 1982 na Inglaterra carregando uma herança fantástica chamada Martin Orford, que com Mike Holmes formavam o "The Lens" extinto em 1981 e juntamente com Peter Nicholls com uma presença de palco e timbre de voz muito similar a de Peter Gabriel, produziram uma atmosfera bem próxima a do Genesis no início da carreira, sem estar fazendo imitação ou coisa parecida. 

Dois outros álbuns, "Tales from the Lush Attic" de 1983 e "The Wake" de 1985 chamam muito a atenção pela forma como foram feitas as músicas e pelo modo que foram executas, realmente lembrando as grandes bandas de rock progressivo do início dos anos setenta.

Em relação ao primeiro álbum, lembro que em uma ocasião em que estava na Galeria do Rock (SP), ao entrar em uma loja, a música que tocava chamava-se "The Last Human Gateway" contida no primeiro álbum que citei, bem, não deu outra, foi amor a primeira vista e eu na minha santa ignorância nem imaginava de quem poderia ser aquela maravilha. 

Para encurtar o imbróglio, o lojista não estava autorizado  a  vender o CD,  pois ele era único, bem como o do álbum "The Wake" e a solução foi gravá-los em fita cassete, coisa que levou uns quinze dias para acontecer, pois eu era o último de uma longa fila de esperta e é claro, quando foi possível eu adquiri os dois álbuns, pois não poderiam faltar a minha coleção, bem como o álbum "Subterranea" que é imperdível". 


Especificamente falando do álbum, "Subterranea - The Concert", se em estúdio o que se escuta é muito bom, ao vivo, o bicho pega, pois Peter Nicholls tem como fonte de inspiração seu xará Peter Gabriel e o que é mais interessante é que ele não esconde esta admiração pelo ídolo, mas nem por isso deixa de ter sua própria identidade e um exemplo melhor de como se portar no palco ele não poderia ter escolhido. 

Fora isto, a banda funciona muito bem, existindo uma sinergia entre todos e banda tem um trunfo muito importante, chamado Martin Orford, que em meu entendimento é um gênio como compositor e tem um domínio sobre os teclados que o colocam junto aos grandes nomes do rock. 


Os demais membros são fundamentais para a banda, pois Paul Cook, Mike Holmes e John Jowitt, são músicos de primeiro time, que com muita segurança e tranqüilidade executam difíceis partituras que não levam em consideração a época em que foram criadas, parecendo um retorno aos mágicos anos setenta, onde o que contava era a complexidade estrutural das músicas e o IQ que podemos considerar uma banda jovem, da geração Neoprog, faz um rock progressivo como poucos, daquele tipo que arrepia, dá prazer em escutar.

Eu posso estar até cometendo um sacrilégio e levar até algumas porradas, mas afinal de contas, nós estamos aqui para isso mesmo, senão, em vez de escrever, eu ficaria apenas lendo e criticando, portanto, sem medo de apanhar muito, traço um paralelo entre de "The Lamb Lies Down On Broadway" e o "Subterranea", pois são dois trabalhos conceituais de alto nível musical. 


O primeiro foi criado em uma época apropriada para seu nascimento, onde o que se esperava era exatamente o que foi feito pelo Genesis, com todos os requintes de crueldade e teatralidade que só o rock progressivo consegue realizar e o segundo, totalmente fora de seu tempo, nascido mais de vinte anos depois, mas com a consistência e criatividade musical tão proeminente quanto a do primeiro.

A isto tudo, soma-se  uma dose de coragem muito grande da banda, pois ao final dos anos noventa, até o punk rock já estava extinto e eu nem lembro exatamente o que ditava a moda a esta época, com certeza não era o Neoprog, porém, tiveram a coragem de se expor e lançar um álbum duplo em momento em que uns três acordes seria mais que suficientes para se fazer sucesso. 

Obviamente este paralelo guarda as devidas proporções, tanto de época, quanto de pessoas, que em meu entendimento são muito diferentes, mas que no fundo tem um objetivo em comum, que é o de encantar pessoas, de entreter, de tirar o ouvinte da realidade, mesmo que por poucos segundos e esse sentimento permeia o IQ neste e em outros trabalhos, basta apenas abrir os ouvidos e deixar o som entrar sem medos ou preconceitos.


ALTAMENTE RECOMENDADO!!!

Musicians:
Paul Cook / drums, percussion
Michael Holmes / guitars, keyboards
John Jowitt / bass, bass pedals
Peter Nicholls / vocals
Martin Orford / keyboards, backing vocals
Guest musician:
Tony Wright / saxophone


Tracks:

CD 1

1. Overture
2. Provider
3. Subterranea
4. Sleepless Incidental
5. Failsafe
6. Speak My Name
7. Tunnel Vision
8. Infernal Chorus
9. King of Fools
10. Sense in Sanity
11. State of Mine

CD 2
1. Laid Low
2. Breathtaker
3. Capricorn
4. The Other Side
5. Unsolid Ground
6. Somewhere in Time
7. High Waters
8. The Narrow Margin


"Overture"

"Sleepless Incidental"

21 de jul. de 2010

IQ - "Subterranea" - 1997

Ainda não havia postado nada sobre o IQ e resolvi começar logo pelo álbum mais complicado, intitulado "Subterranea", editado em 1977, por ser o mais conceitual e eclético de todos já editados pela banda.

O IQ nasce em 1982 na Inglaterra carregando uma herança fantástica chamada Martin Orford, que com Mike Holmes formavam o "The Lens" extinto em 1981 e juntamente com Peter Nicholls com uma presença de palco e timbre de voz muito similar a de Peter Gabriel, produziram uma atmosfera bem próxima a do Genesis no início da carreira, sem estar fazendo imitação ou coisa parecida.

Dois outros álbuns, "Tales from the Lush Attic" de 1983 e "The Wake" de 1985 chamam muito a atenção pela forma como foram as músicas e pelo modo que foram executas, realmente lembrando as grandes bandas de rock progressivo do início dos anos setenta e em relação ao primeiro álbum, lembro que em uma ocasião em que estava na Galeria do Rock (SP), ao entrar em uma loja, a música que tocava chamava-se "The Last Human Gateway" contida no primeiro álbum que citei, bem, não deu outra, foi amor a primeira vista e eu na minha santa ignorância nem imaginava de quem poderia ser aquela maravilha.

Para encurtar o imbróglio, o lojista não estava autorizado a vender o CD, pois ele era único, bem como o do álbum "The Wake" e a solução foi gravá-los em fita cassete, coisa que levou uns quinze dias para acontecer, pois eu era o último de uma longa fila de esperta e é claro, quando foi possível eu adquiri os dois álbuns, pois não poderiam falta a minha coleção, bem como o álbum "Subterranea" que é imperdível.

O álbum "Subterranea" é uma demonstração de talento e criatividade, mas principalmente de coragem, pois foi produzido em uma época totalmente avessa a essas extravagâncias musicais, contidas em um álbum duplo, com conteúdo complexo, baseado em temática avançada, com execuções sinfônicas e tudo mais, ou seja, com tudo conspirando contra este tipo música, mas quando a criatividade supera as expectativas, irresistivelmente somos levados a experimentar e ficar encantados com essas joias raras que por vezes somos brindados. 

Este trabalho, gerou uma turnê, "Subterranea Concert", sendo posteriormente gravado em DVD e CD, devido ao grande sucesso de criticas e vendas do álbum de estúdio, bem como pela performance da banda apresentando-se diante de um grande público que seguiu bem de perto esta turnê.

Músicos

Peter Nicholls / lead and back vocals
Martin Orford / keyboards, flute, back vocals
Mike Holmes / guitars
John Jowitt / bass, backing vocals
Paul Cook / drums


Track-list:

CD1
1. Overture
2. Provider
3. Subterranea
4. Sleepless incidental
5. Failsafe
6. Speak my name
7. Tunnel vision
8. Infernal chorus
9. King of fools
10. The sense in sanity
11. State of mine

CD2
1. Laid low
2. Breathtaker
3. Capricorn
4. The other side
5. Unsolid ground
6. Somewhere in time
7. High waters
8. The narrow margin

Link.

"Overture"
"Subterranea"

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