24 de jul. de 2026

YES - Aurora - 2026

 A julgar pela arte de capa e pelo conteúdo visual do álbum, Aurora já se impõe como uma obra que pretende dialogar diretamente com a tradição clássica do YES, ao mesmo tempo em que busca projetar a banda para um novo horizonte criativo.

A icônica identidade visual de Roger Dean volta mais uma vez a ser protagonista, com paisagens fantásticas, formas orgânicas, cores etéreas e a aurora boreal dominando o cenário, criam uma atmosfera contemplativa e quase espiritual, remetendo imediatamente aos grandes clássicos da década de 1970.

Mais do que uma capa, trata-se de um convite para uma viagem musical.

Poucas bandas conseguem atravessar quase seis décadas de história mantendo viva a capacidade de despertar expectativa a cada novo lançamento.

Em Aurora, o 24º álbum de estúdio do YES, Steve Howe, Geoff Downes, Jon Davison, Billy Sherwood e Jay Schellen demonstram que ainda existe espaço para criar música progressiva relevante sem recorrer apenas à nostalgia.

Segundo o próprio Steve Howe, a proposta nunca foi reproduzir o passado, mas preservar o espírito do YES enquanto a música segue em frente.

Logo na faixa-título, a banda estabelece o clima do álbum, com uma introdução delicada evolui para uma construção grandiosa, enriquecida pela participação da Orquestra Sinfônica Nacional Tcheca, criando uma sonoridade cinematográfica que faz justiça ao nome Aurora.

O resultado é majestoso, lembrando que o YES continua dominando a arte de combinar peso, delicadeza e sofisticação em uma mesma composição.

Ao longo do disco percebe-se um equilíbrio interessante entre composições relativamente concisas e momentos tipicamente progressivos.

"Turnaround Situation" apresenta melodias envolventes e um refrão marcante, enquanto "Love Lies Dreaming" explora uma faceta mais lírica e contemplativa.

O ponto alto para os apreciadores do progressivo clássico certamente será a faixa "Countermovement", suíte dividida em movimentos que evidencia o refinamento instrumental do grupo e reafirma que o YES continua confortável em estruturas musicais complexas.


Steve Howe permanece sendo o grande arquiteto sonoro do álbum, e seu trabalho de guitarras continua elegante, econômico quando necessário e brilhante nos momentos de maior intensidade.

Geoff Downes colore as músicas com sintetizadores e texturas que evocam diferentes fases da banda, enquanto Billy Sherwood e Jay Schellen oferecem uma base sólida, precisa e dinâmica.

Jon Davison, por sua vez, entrega talvez uma de suas interpretações mais maduras desde que assumiu os vocais do grupo, cantando com personalidade própria, sem cair na armadilha de simplesmente imitar Jon Anderson.

Visualmente, a arte reforça toda essa proposta, pois a paisagem fantástica iluminada pela aurora boreal simboliza renascimento, esperança e continuidade, que são conceitos que dialogam perfeitamente com o momento vivido pela banda.

A presença das árvores, da água e das formações rochosas típicas do universo de Roger Dean transmite a sensação de que o ouvinte está retornando a um lugar familiar, mas agora sob uma nova luz, que são um dos principais méritos de Aurora, que foi evitar a armadilha do excesso.

Embora preserve a riqueza harmônica característica do YES, o álbum aposta em canções mais objetivas, sem renunciar à complexidade.

Essa combinação torna o álbum acessível para novos ouvintes e, ao mesmo tempo, suficientemente elaborado para satisfazer os fãs históricos da banda, assim como eu.

Naturalmente, como acontece com praticamente todos os lançamentos recentes do YES, haverá quem prefira a fase clássica dos anos 1970 e veja o álbum como mais contido e, realmente não poderia deixar de ser, por razões óbvias, ele é mais contido. 


Uma das razões, é a atual formação, que mesmo indo muito bem, executando cirurgicamente todas as peças, fazendo um trabalho digno dos maiores cirurgiões, ainda fica muito distante dos antigos membros, que notoriamente são/eram um ponto fora da curva da normalidade.

Pelo que andei pesquisando, parte da crítica destacou exatamente essa divisão de opiniões: alguns o consideram o trabalho mais consistente da atual formação, enquanto outros sentem falta de uma ousadia maior.

Ainda assim, há um consenso de que a qualidade da execução, dos arranjos e da produção permanece em alto nível.

Aurora não tenta competir com obras monumentais como FragileClose to the Edge, Relayer ou Going for the One, o que seria um suicídio.

Seu objetivo é outro: mostrar que o YES ainda possui inspiração suficiente para produzir música elegante, emocional e artisticamente relevante. 


É um álbum que olha para o passado com respeito, mas mantém os olhos voltados para o horizonte exatamente como sugere sua belíssima capa.

Mais do que um novo capítulo na extensa discografia do YES, Aurora representa uma celebração da longevidade criativa de uma das maiores instituições do rock progressivo mundial.

É um trabalho que confirma que, mesmo após tantos anos, a chama criativa da banda continua iluminando novos caminhos.

YES:
Steve Howe,
Geoff Downes,
Jon Davison,
Billy Sherwood,
Jay Schellen

Tracks:
01 Aurora (faixa épica de abertura)
02 Turnaround Situation
03 Love Lies Dreaming
04 Countermovement (peça central dividida em capítulos)
05 Ariadne
06 All Hands on Deck
07 Outside the Box
08 Emotional Intelligence
09 Jambustin' (faixa bônus)
10 Watching the River Roll (faixa bônus)

16 de jul. de 2026

YES - Roosevelt Stadium, Jersey City, NJ, 17 June 1976



Há discos ao vivo que servem apenas para documentar uma turnê. Outros, porém, têm o poder de congelar um instante em que uma banda parece maior do que ela mesma. Live at Roosevelt Stadium, Jersey City, NJ, 17 June 1976 pertence a essa segunda categoria. 

Durante décadas, esse concerto circulou apenas como um dos bootlegs mais cultuados da história do rock progressivo. 

Agora, finalmente lançado de forma oficial, ele confirma tudo aquilo que os fãs diziam havia quase cinquenta anos: o Yes estava em um de seus momentos mais inspirados.

O show registra a lendária formação do Yes, com Jon Anderson, Steve Howe, Chris Squire, Patrick Moraz e Alan White, em plena "Solo Albums Tour". Depois do monumental Relayer (1974), cada integrante mergulhou em projetos individuais, e esse período de maturidade artística acabou refletindo diretamente nas apresentações ao vivo. Em vez de simplesmente reproduzir os clássicos, o grupo ampliava as músicas, incorporava novos arranjos e dava espaço para que cada músico exibisse sua personalidade.

Logo na abertura, "Apocalypse" e "Siberian Khatru" deixam claro que não se trata de uma performance comum. A precisão técnica impressiona, mas nunca soa mecânica. Chris Squire domina a base com seu baixo inconfundível, enquanto Steve Howe alterna agressividade e delicadeza com absoluta naturalidade. Alan White mantém toda a engrenagem funcionando com potência e elegância, e Patrick Moraz acrescenta uma textura jazzística que diferencia esta fase de qualquer outra da história do Yes.

O verdadeiro ponto alto chega com "Sound Chaser" e, principalmente, "The Gates of Delirium". A complexidade da suíte continua desafiadora quase cinquenta anos depois, mas a banda executa cada mudança de andamento com uma confiança impressionante. 

Há momentos em que parece haver improvisação; em outros, tudo soa matematicamente calculado. É justamente essa tensão entre liberdade e precisão que torna esta apresentação tão fascinante.

Os trechos dedicados aos trabalhos solo também funcionam muito melhor do que se poderia imaginar. Patrick Moraz apresenta uma amostra de The Story of I, Jon Anderson oferece um delicado fragmento de Olias of Sunhillow, enquanto Steve Howe emociona com a sempre elegante "Clap".

Com seu  vocal inconfundível, Jon Anderson mostra que é uma singularidade no mundo dorock, seja ele qual for.

Longe de quebrar o ritmo do espetáculo, esses momentos ajudam a compreender o enorme universo musical que cada integrante carregava naquele período.

Na segunda metade do concerto, "Ritual" transforma o estádio em uma verdadeira celebração coletiva. A composição, frequentemente considerada difícil para o público casual, ganha uma energia quase hipnótica diante da plateia. Em seguida, "Heart of the Sunrise" e "Roundabout" lembram por que o Yes se tornou uma das maiores bandas de palco dos anos 70: técnica impecável, mas sempre a serviço da emoção.

O encerramento com "I'm Down", clássico dos Beatles, é uma surpresa divertida. Depois de quase duas horas de música extremamente sofisticada, a banda simplesmente resolve se divertir. O resultado é espontâneo, descontraído e revela um lado do Yes que raramente aparecia em seus discos de estúdio.

Do ponto de vista sonoro, é importante lembrar que esta gravação nasceu de uma transmissão ao vivo da rádio WNEW-FM. Embora a remasterização oficial tenha recuperado o material com bastante cuidado, pequenas imperfeições permanecem. 

Em vez de prejudicar a experiência, elas reforçam a autenticidade do registro. O ouvinte sente que está realmente presente em Roosevelt Stadium, ouvindo uma das maiores bandas do planeta tocar sem qualquer rede de proteção.

Mais do que um simples lançamento de arquivo, Live at Roosevelt Stadium representa um documento histórico. Ele captura o Yes exatamente no ponto de equilíbrio entre a criatividade explosiva de Relayer e a maturidade técnica que definiria o restante da década. 

Para os admiradores do rock progressivo, trata-se de uma peça indispensável; para quem deseja
entender por que o Yes se tornou uma referência absoluta do gênero, talvez não exista porta de entrada mais convincente.

Poucos registros ao vivo conseguem transmitir tão bem a grandiosidade de uma banda em seu auge criativo. 

Este álbum não apenas faz justiça à fama do lendário bootleg, como também passa a ocupar, oficialmente, um lugar entre os melhores discos ao vivo da história do rock progressivo.


Band:
Jon Anderson, 
Steve Howe
Chris Squire
Patrick Moraz
Alan White

Tracks:
01 "Apocalypse" (Intro)
02 "Siberian Khatru"
03 "Sound Chaser"
04 "The Gates of Delirium"
05 "I've Seen All Good People"
06 "Long Distance Runaround"
07 Solo Spotlights: Excerpts from The Story of I and Olias of Sunhillow, alongside "Clap"
08 "Ritual"
09 "Heart of the Sunrise"
11 "Roundabout"
12 "I'm Down" (Beatles cover) 



31 de jan. de 2026

SOLARIS - "Solaris Archiv 3 - "Los Angeles 2026" -

 

Ano de lançamento: 2025

Genero: Rock Progressivo

Após um longo período de silêncio, o retorno se dá por meio de uma obra que, embora não inédita em termos de composição, revela-se fundamental para a compreensão histórica e estética da banda húngara Solaris

Solaris Archiv Vol. III: Los Angeles 2026 encerra a trilogia de lançamentos de arquivo do grupo e reafirma a relevância de sua produção no contexto do rock progressivo europeu dos anos 1980.

Diferentemente de um álbum de estúdio convencional, este lançamento apresenta-se como um bootleg oficial, reunindo demos de estúdio e registros ao vivo, alguns inéditos, outros já conhecidos por colecionadores. O material selecionado cobre um período significativo, de 1984 a 1990, que abrange desde os primeiros passos da banda até sua dissolução inicial, oferecendo ao ouvinte uma visão abrangente de sua evolução musical.

O eixo conceitual do álbum é a suíte “Los Angeles 2026”, aqui apresentada em uma versão demo rara e bastante distinta das interpretações mais conhecidas. Essa gravação evidencia o caráter experimental do grupo e sua disposição em trabalhar estruturas longas, narrativas musicais complexas e atmosferas cinematográficas, elementos que se tornariam marcas definitivas do Solaris.

Os volumes anteriores da série Solaris Archiv — es elsõ idõk e Noab,  já haviam demonstrado a consistência e a qualidade do material de arquivo da banda. Este terceiro capítulo não apenas mantém esse padrão como o aprofunda, reforçando a ideia de que mesmo registros considerados periféricos carregam alto valor artístico.

Do ponto de vista instrumental, o álbum confirma o elevado nível técnico de seus integrantes. As flautas de Kollár Attila desempenham papel central na construção das texturas melódicas, dialogando com os teclados sofisticados de Erdész Róbert e a guitarra expressiva de Cziván István, cuja atuação confere unidade e identidade ao som do grupo. Trata-se de uma formação em que o virtuosismo jamais se sobrepõe à coesão musical, mas atua sempre em favor da composição.

Há também interesse histórico em faixas como “The Last One”, executada apenas uma vez ao vivo em 1986, durante um concerto de despedida. Esse registro adquire valor documental, sobretudo quando se considera que o Solaris retornaria à cena musical em 1990 com o aclamado álbum 1900, reafirmando sua maturidade artística.

Em termos estilísticos, o Solaris se insere com propriedade na tradição do rock progressivo clássico, podendo ser comparado, sem exagero, a nomes como Genesis, Gentle Giant e Jethro Tull. No entanto, a banda preserva uma identidade própria, marcada por forte influência da música erudita e por uma abordagem melódica singular.

Solaris Archiv Vol. III: Los Angeles 2026 não é apenas um complemento para admiradores já familiarizados com a obra do grupo, mas também uma porta de entrada qualificada para novos ouvintes interessados em compreender a profundidade e a sofisticação do Solaris. Mais do que um registro histórico, o álbum reafirma a centralidade da música como elemento principal, dispensando excessos interpretativos e deixando que a obra fale por si.

Boa audição!    

Solaris:

Cziglán István – guitarra
Erdész Róbert – teclados
Gömör László - bateria
Kollár Attila – flauta
Pócs Tamás - baixo

Guests:

Kuklis Gergely – violino
Nyári László – violino
Benkő Gyula – viola
Sturcz András – violoncelo 


Tracks:

01. Los Angeles 2026 (demo from the 80’s)
02. Heart of the Snake (string quartet arrangements)
03. Wholesome Optimism
04. Jozsi Goes to Mátészalka (original concert demo)
05. Purple Mummy (cassette tape recording in the rehearsal room)
06. The Task (improvised melody)
07. The Last One (electronic music for pantomime)


Links:







17 de nov. de 2024

SOLARIS - "Marsbéli krónikák III - I or A.I." - 2024

 


Ano de lançamento: 2024
Genero: Rock Progressivo

O Solaris chega ao seu terceiro capítulo das crônicas marcianas com o álbum intitulado, "Marsbéli krónikák III - Mi vagy M.I.", lançado no dia 12 de novembro de 2024 na Hungria, terra natal do grupo.

O que esperar deste álbum? Só coisas boas! Seu DNA característico está preservado, com belas melodias, surfadas na flauta de Attila Kollár e nas potentes guitarras de Csaba Bogdán nos momentos mais tensos, sempre acompanhados dos viajantes solos de sintetizadores de Róbert Erdész.

Completando a banda, ainda temos, Gábor Kisszabó e Attila Seres nos baixos, Tamás Pócs na guitarra e baixo, László Gömör e Ferenc Raus na Bateria e como apoio, András Sturcz no violoncelo, Edina Szirtes Mókus no violino, György Demeter; Ferenc Gerdesits e Zsuzsa Ulmann nos vocais de apoio.

O álbum se divide em três suites, “Zoo Galactica”; “Ballad of Deluge” e “Dream Valley” compiladas em dois cd’s, gravados com altíssima qualidade sonora, num total de 17 músicas, proporcionando 81 minutos de pura diversão.

Sem dúvidas, é um álbum que não pode faltar no acervo dos amantes da boa música e principalmente para os apreciadores do rock progressivo do Solaris.

Solaris:

Attila Kollár / flute, tambourine, recorder, vocal
Róbert Erdész / keyboards
Csaba Bogdán / guitars
Gábor Kisszabó / bass guitar
Attila Seres / bass guitar
Tamás Pócs (Tompox) / bass guitar
László Gömör / drums, darbuka
Ferenc Raus / drums
Guests:
András Sturcz / cello
Edina Szirtes Mókus / violin
György Demeter / vocal
Ferenc Gerdesits / vocal
Zsuzsa Ulmann / vocal

Tracks:

CD 1 (41:37)
1st Suite: Zoo Galatica (20:34):

01. Zoo Galactica (4:39)
02. Shadows Of The Creators (4:05)
03. Guardians (3:51)
04. I or A.I. (4:06)
05. Inflection Point (3:53)


2nd Suite: Ballad Of  Deluge (21:03):
06. Prologue (5:17)
07. Island Of Survivors (5:35)
08. The ARK (4:18)
09. Ballad Of Deluge (5:52)


CD 2 - 3rd Suite: Dream  Valley (39:43):
01. Welcome To The Collapse (1:52)
02. Nightmares (6:52)
03. Future Memories (7:12)
04. Golden Raven (2:18)
05. Dream Valley (8:44)
06. Paradox (7:47)
07. Monument (2:01)
08. The Last Poem (1:53)

6 de out. de 2024

YES – "The Ohio Runaround" – 1978


 Ano de lançamento: 1978

Genero: Rock Progressivo    


Em se tratando do YES, depois de mais de cinco décadas de produção, não é necessário dizer mais nada, pois tudo o que poderia ser dito a respeito da banda, já foi dito inúmeras vezes, elevada a enésima potência, portanto, só cabe alguns poucos comentários a respeito deste álbum.

Um puco antes do lançamento do álbum “Tormato”, em setembro de 1978, a banda já estava em turnê pelos EUA divulgando o novo álbum e, dos diversos locais em que passaram, justamente em Ohio o show foi gravado para a rádio FM Richfield Broadcast.

Estranhamente, alguns poucos cortes desta apresentação foram parar no álbum “Yes Shows” que foi lançado somente em 1980, ficando estas preciosas gravações engavetadas na mão de algum produtor, esquecidas, só aparecendo em definitivo há bem pouco tempo nas lojas especializadas.

Vale muito a pena, pois a gravação está integra e perfeita e, lógico, as músicas não perderam a sua grandiosidade, contando com a formação clássica da banda, que fez o seu melhor como de costume, portanto sem mais delongas, vamos a sua audição.

Line Up:

JonAnderson
Chris Squire
Steve howe
Rick Wakeman
Aln White

Track List:

CD 1:
01. Siberian Khatru (9:48)
02. Heart Of The Sunrise (10:01)
03. Future Times/Rejoice (6:57)
04. Circus Of Heaven (5:03)
05. Time And A Word (4:24)
06. Long Distance Runaround (1:55)
07. The Fish (5:21)
08. Perpetual Change (7:27)
09. The Gates Of Delirium (6:16)
10. Don't Kill The Whale (3:56)
11. Madrigal/The Clap (4:57)


CD 2:
01. Starship Trooper (10:11)
02. Keyboard Solo (4:37)
03. Awaken (16:20)
04. I've Seen All Good People (7:15)
05. Roundabout (8:25)
06. Madrigal (1:30)
07. On The Silent Wings Of Freedom (8:39)
08. And You And I (10:27)






23 de ago. de 2024

BODAST - "Spectral Nether Street" - 1969


Ano de Lançamento: 1968
Genero: Rock Psicodélico

Esse álbum do BODAST, intitulado “Spectral Nether Street”, é uma gratíssima surpresa, pois revela uma versão primitiva de Steve Howe, bem antes de seu surgimento a frente das guitarras do YES.

Lógico, já empunhava sua guitarra de forma magistral, pois isso é um dom natural neste músico que até hoje está na ativa, mesmo tendo começado sua jornada nos idos do ano de 1964.

Na quarta faixa em formato instrumental e na quinta cantada, a música “Nether Street”, remete ao "Yes Álbum", mais precisamente na faixa "Starship Trooper" e mais cirurgicamente no trecho de “Würm”.

A princípio achei que o YES estava plagiando o BODAST, mas felizmente eu estava errado, e tanto aqui nesta versão raiz, como na versão progressiva, o resultado é sempre o mesmo, música de quem sabe o faz.

Isso revela dois momentos importantes da história da música entre o movimento psicodélico e o movimento progressivo, que repercutiria toda a sua grandeza a seguir, por quase uma década.

O álbum como um todo, é divertidíssimo, com músicas descompromissadas com o virtuosismo, de curta duração, mas com qualidade e esmero que pelo menos para mim, me fidelizaram a banda que confesso que não conhecia.

A curiosidade é que as músicas foram criadas em 1968, mas seu primeiro lançamento no mercado fonográfico aconteceu somente em 1981 (remixagem de Steve Howe), foi relançado em 1990 a partir de mixagens originais de 1968 e depois novamente relançado em 2000, com a adição de algumas faixas.

Vale o risco!

Spotfy

Link

Lineup:
Steve Howe (guitarra)
Dave Curtiss (baixo, vocais)
Bobby Clark (bateria).
Clive Skinner (vocal)
Bruce Thomas (baixo)

Tracks:
01 - Power Of Music
02 - The Spanish Song
03 - Come Over Stranger
04 - Nether Street (Instrumental Demo)
05 - Nether Street
06 - Mr Jones
07 - Tired Towers
08 - Do You Remember
09 - Beyond Winter
10 - Once In A Lifetime
11 - Black Leather Gloves
12 - I Want You
13 - 1000 Years
14 - Nothing To Cry For
15 - Beyond Winter
16 - Do You Remember






 

5 de ago. de 2024

KEYS - "The Grand Seduction" - 2024


 

Data de Lançamento: 19/07/2024

Gênero: Prog Metal; Pomp Rock

Este trabalho do "Keys", nos transporta de volta no tempo, buscando elementos conhecidos do final da década de setenta e dos anos oitenta. Não é raro encontrar referências musicais de bandas como Asia, Dream Theater, ELP, Rainbow e outras que marcaram esse período.

Apesar de ter escutado o álbum poucas vezes, é seguro dizer que é possível apreciá-lo do início ao fim sem dificuldades. Trata-se de um álbum vibrante, repleto de excelentes momentos de teclados e guitarras intensas e furiosas, que, juntamente com o baixo e a bateria, formam um conjunto instrumental muito bem equilibrado, duelando frente a frente com os excelentes vocais.

Pelo que pude apurar, este é o segundo lançamento da banda até então desconhecida para mim e uma verdadeira promessa de ser um dos melhores álbuns de 2024 no cenário mundial deste segmento do rock.

Tracks: 

01. The grand seduction 9:02
02. All i need  6:49
03. Shining sails  5:51
04. Switchblade  6:02
05. Vortex   4:06
06. Skin and bones  6:42
07. Turn to dust    4:42
08. Crazy town   7:43
09. Thought we had forever  6:04
10. The world is ours (curse the lies)   4:02

Keys:

Adde Larsson – drums
Alex Landenburg – drums
Emanuel Bagge – vocals and keyboards
Irwan Fabrien – keyboard and guitar
Jake E. – Vocals
Mark Mangold – Keyboards

Links:








8 de abr. de 2022

GENESIS - "O Fim de Uma Era" - 2022

 
Ao longo de alguns dias, tenho assistido uns poucos vídeos do último show de uma das bandas mais emblemáticas do Rock Progressivo dos anos setenta, o Genesis, em sua derradeira turnê, intitulada, “The Last Domino Tour?” e encerrada no dia 26/03/2022.

A rigor, um belíssimo espetáculo, com uma cenotécnica fantástica, músicos convidados de primeira categoria, uma arena lotada, trazendo o que restou da formação original do Genesis, com Mike Rutherford elegante como sempre, Tony Banks mandando ver de forma discretíssima e melancolicamente a figura de Phill Collins, destruída pela sequência de doenças que ele teve e mais uma série de cirurgias que se submeteu, que o colocaram sentado em uma cadeira giratóriapara poder cantar suas músicas.

Que pese a idade de todos, provavelmente na casa dos setenta anos, o que hoje em dia não significa um sinônimo de velhice, ver justamente o último show da banda tendo um de seus membros em precárias condições de saúde, é muito triste e melancólico, mas o show foi ótimo, faltando apenas uma canja de Peter Gabriel que estava na plateia prestigiando seus antigos companheiros de banda para fechar com chave de ouro uma trajetória marcante e expressiva para o mundo do rock.




Como não há ainda nenhum material disponível desse show para poder compartilhar, tomo a liberdade de repostar um álbum muito emblemático para mim, uma vez que eu estava assistindo “In loco”, nas duas noites de espetáculo, no Ginásio do  Maracanãzinho, Rio de Janeiro em maio de 1977.

Trata-se da “Genesis Brasil Tour” que passou pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre, uma realização do Projeto Aquarius, patrocinado pelas Organizações Globo.

O áudio foi extraído de uma emissão das rádios, Mundial AM e da saudosa ELDO POP FM, que era uma pauleira diária do melhor rock internacional e nacional que se tinha a época.

Nesta época, o Genesis não contava mais com participação de Peter Gabriel, mas ainda tinha uma pegada progressiva muito forte pois já haviam lançado dois álbuns muito bons, sendo o primeiro, “A Trick Of The Tail” e logo na sequência, “Wind and Wuthering”.

O ponto forte destas duas noites de apresentação, como não poderia deixar de ser, ficou a cargo da música “Super’s Ready”, executada de forma intocável, faltando apenas o vocal característico de Peter Gabriel, mas que no final das contas, acabou despercebido, pois o que se ouviu e se viu, foi bom demais, com um Phill Collins muitíssimo simpático, até tentando falar algumas palavras em português.

O show já começa muito bem a partir da introdução do show pois é tocada “Firebird Suite” de Igor Stravinsky, muito utilizada nos shows do Yes, sendo prenuncio do que ainda estava por vir, com uma voz anunciando o início do espetáculo.




Esse show trouxe algumas novidades em termos de pirotecnia, como um canhão lazer que ora pipocava no teto do Ginásio e em outros momentos abria-se em um cone de luz verde sobre Phill Collins e para nós, Brazucas, tudo era uma novidade extrema, não só pela aparição da banda em terras tupiniquins, mas por toda a bagagem tecnológica de ponta que havia disponível nos anos setenta, encantando a todos nós.

E é justamente essa imagem fantástica é que quero ter como a despedida dos palcos de uma das bandas mais importantes da história da música e do rock progressivo em todos os tempos.

Genesis Brasil Tour

Steve Hachett
Mike Rutherford
Tony Banks
Phill Collins
Chester Topson

Set-List

01. Intro
02. Squonk
03. One for the vine
04. Robbery, assault & battery
05. Inside and out
06. Firth of fifth
07. In that quiet earth
08. Afterglow
09. I know what i like
10. Supper's Ready
11. Dance on a Volcano
12. Los Endos
13. The lamb lies down on Broadway
14. The musical box (Excerpt)


LINK

“The Last Domino Tour?”

“The Last Domino Tour?”

Genesis Brasil Tour

12 de mar. de 2022

RIVERSIDE - "Out of Myself" - 2004


Quando pegamos um copo de um liquidificador e botamos dentro o Marillion, Porcupine Tree, Pink Floyd, Dream Theater e mais uma penca de bandas boas, o sumo extraído, chama-se RIVERSIDE.

A Polonia nos brinda com mais uma banda de rock neoprogressivo, simplesmente sensacional, com membros de excepcional personalidade e virtuosismo, que aparentemente tinha ficado para trás, lá nos anos 70/80/90, ou seja, uma gratíssima surpresa.

No primeiro trabalho, o RIVERSIDE já dá a cara a tapa e mostra do que é capaz com o álbum, “Out Of Myself” de dezembro de 2003, lançado de forma independente, sendo relançado por uma gravadora americana em 2004.

Escutando este álbum, a impressão que dá é que tem mais de uma banda tocando ao mesmo tempo, pois a pegada metal da bateria e da guitarra em contraponto com o baixo e os teclados, digamos, progressivos, se fundem numa explosão de criatividade difícil de se encontrar nas bandas dos anos dois mil em diante.

Cada qual faz sua parte de forma cirúrgica, seja nos momentos mais tempestuosos ou nos mais tênues e gentis e desta mistura de magia e criatividade seja qual for a música, a diversão está garantida.

Partindo desse princípio, independente do estilo musical quando este fenômeno acontece, no meu entendimento a principal característica que define se um trabalho é bom ou não fica atendido positivamente, pois o entretenimento está mais que garantido

Muitas vezes, o menos, é mais e no caso do RIVERSIDE, eles fizeram este álbum na medida certa, sem muita pirotecnia ou rodeios, mas na raça, com agressividade e ternura dosadas com muita sabedoria, em músicas absolutamente alucinógenas e viajantes.

O destaque vai para a música título do álbum, “Out Of Myself” que vem com uma pegada muito forte, enredo e arranjos altamente sofisticados e complexos, num crescendo com um clímax fulminante, mas sem exageros e talvez o único pecado desta música, é que ela tem pouca duração, pois merecia muito mais.

A formação do RIVERSIDE para este álbum contou com a participação de Mariusz Duda nos vocais, baixo e guitarra acústica; Piotr Grudziński nas guitarras; Jacek Melnicki nos teclados; Piotr Kozieradzki, bateria e percussão e adicionalmente para a música “OK”, Krzysztof Melnicki no trombone, formando um grupo de feras.

Dá gosto escutar este álbum do começo ao fim sem dar aquela vontade de trocar de faixa, pois uma remete a próxima e assim por diante até quando nos damos conta que o álbum terminou e o tempo passou despercebido.

RIVERSIDE

Mariusz Duda – vocals, bass, acoustic guitar
Piotr Grudziński – lead and rhythm guitars
Jacek Melnicki – keyboards
Piotr Kozieradzki – drums, percussion
With Krzysztof Melnicki: Trombone on "OK"

Setlist:
01 - The Same River 12:01
02 - Out Of Myself 03:44
03 - I Believe 04:15
04 - Reality Dream 06:15 (instrumental)
05 - Loose Heart 04:51
06 - Reality Dream II 04:45 (instrumental)
07 - In Two Minds 04:39
08 - The Curtain Falls 07:59
09 - OK 04:47


20 de fev. de 2022

LIKE WENDY - "The Lost Songs 1996 - 2000" - 2020


O Like Wendy, foi formado a partir de uma brincadeira em um bar na Holanda, já depois de algumas doses de álcool, mas que a princípio nem deu muito certo e, depois seguiu um rumo imprevisível com peças absolutamente sensacionais.

Já tinha postado um álbum, “Tales From Monolith Bay”, logo no início das atividades do blog em dezembro de 2010, mas depois eu deixei de lado e não postei mais nada a respeito.

Entretanto essa semana dando uma fuçada no baú, vi que tinha onze álbuns da banda e, alguns ainda nem escutado, portanto parti para cima, e logo peguei dei de cara com o álbum, “The Lost Songs 1996 – 2000” e para minha surpresa, um álbum que é um refugo de músicas não lançadas e alguns "outtakes" dos álbuns anteriores, é supreendentemente maravilhoso.

O nível de sofisticação das músicas me deixou um tanto confuso, pois são músicas que jamais poderiam estar de fora de qualquer álbum lançado, um verdadeiro desperdício de criatividade relegado a uma coletânea tipo “b-sides”.

Levando em conta que praticamente tudo é feito por “Bert Heinen”, o fundador da banda, que depois de algum tempo, pelo menos uns sete anos, chama para dentro da banda, um baterista e tecladista chamado "Marien", para reforçar os arranjos.

Em geral, o resultado é supreendentemente muito bom, levando se em conta um trabalho solitário, mas com uma riqueza musical acima de qualquer coisa, um banho de criatividade e talento que as vezes alguns músicos são abençoados por esse dom divino.


Realmente tem algumas músicas que fogem da normalidade, pois são muito ricas em termos de arranjos e letras, dentre as quais, posso citar “My Fortress”, “Creation” e “Safe” que aparecem nesta mesma sequência, sem desmerecer as demais de forma alguma, pois são grandes peças.

Impressiona a qualidade musical, pois são músicas totalmente preenchidas de emoção, criatividade e sofisticação em seus arranjos, praticamente executadas por uma única pessoa, que sem muita dificuldade, passeia por cenários onde grandes estrelas já passaram, como o Genesis, Camel, Yes e pasmem, até o Pink Floyd, passando também por Pendragon e IQ, sem perder a sua identidade e definindo muito bem o seu DNA.

Obviamente com uma roupagem pós anos setenta, mas com muita consistência e personalidade e, muito talento, pois o homem é uma fera, principalmente nas guitarras e teclados, com um vocal muitíssimo apurado e afinado, ou seja, garante seu trabalho no braço e na boca sem maiores dificuldades.

O álbum como um todo, é uma diversão e entretenimento garantido, com direito a bis para algumas músicas, pois realmente merecem uma atenção mais profunda.

Like Wendy
Bert Heinen
Marien

Set-list
1-1 Running Scared 7:34
1-2 Sequencer And Guitar 1:00
1-3 End Of Daylight 5:58
1-4 Miracle 2:06
1-5 The Empress 6:38
1-6 My Fortress 6:13
1-7 Creation 12:00
2-1 Safe 5:14
2-2 Fog On The Way 5:58
2-3 Still Believe 2:13
2-4 21th Century 6:21
2-5 After The Storm 7:14
2-6 On These Bare Fields 10:30
2-7 Before My Time 3:42


Como não há vídeo disponível das músicas acima, segue a versão original  da música "The Storm Inside" do álbum de mesmo nome.

12 de fev. de 2022

PINK FLOYD - "The Heart Of The Moon" - 1972


Neste bootleg, “The Heart Of The Moon”, temos um PINK FLOYD, recém-saído da fase psicodélica, mergulhando no mais intenso rock progressivo que a Europa estava oferendo a todos, no início dos anos 70.

De começo de conversa, o que viria a ser o álbum The Dark The Side Of The Moon, aparece de forma ainda embrionária, mas já mostrava ao que vinha e o que viria a ser em um futuro muito próximo, tornando-se um álbum mais que fundamental para qualquer pessoa que goste de música e, principalmente os amantes do rock progressivo. 


Estamos em outro século e o álbum continua atual, atraindo jovens, encantado diversas gerações que não se cansam de escutá-lo, com a mesma vibração a época de suas primeiras audições.

A concepção de “TDSOTM” é simplesmente hipnótica, não dá para fugir de seus encantos, como se fosse os “cantos das sereias”, ou seja, não tem como escapar ao seu poder de atração e fidelidade.

Apesar de todos os conflitos internos que a banda passou desde a era Sid Barrett até a saída de Roger Waters, sempre houve uma sinergia muito grande entre os músicos, principalmente quando os egos de cada um estavam de lado e o objetivo principal estava no foco de todos, o resultado já sabemos bem qual era.



Sem dúvidas, o Pink Floyd é um ponto fora da curva da normalidade musical, tanto que até hoje, David Gilmour de forma individual ou junto a banda, assim como Roger Waters, arrastam multidões em seus shows performáticos, atraindo gente de tudo quanto é tipo e idade.

O fato de estarem com suas idades avançadas, algo em torno dos setenta anos, não influi absolutamente em nada em relação as suas carreiras, pois mesmo com todo esse tempo, suas performances continuam perfeitas, talvez mais serenas, mas sempre perfeitas e para quem fica diante deles, só Deus sabe!


Voltando ao bootleg, além da integra parcial de “TDSOTM” (faltou The Great Gig In Sky), outras perolas foram inseridas para completar o show gravado em 28 de abril de 1972, no Auditorium Theater em Chigago, Illinois, USA, como “One Of The Days”, “Echoes", "Carefull With That Axe, Eugene” e “Set The Controls For The Heart Of The Sun”, fechando o set list.

PINK FLOYD
David Gimour;
Nick Mason;
Roger Waters;
Rick Wrigth

SET LIST
CD1
01. Speak To Me
02. Breathe
03. The Traveler's Sequence
04. Time
05. Breathe (reprise)
06. The Mortality Sequence
07. Money
08. Us & Them
09. Dave's Scat Section
10. Brain Damage
11. Eclipse

CD2
01. One of these Days
02. Careful what Axe, Eugene
03. Echoes
04. Set The Controls for the Heart of the Sun

LINK


8 de fev. de 2022

YES - “From a Page – Studio Tracks Plus” - “In the presente Live From Lyon” - 2021


A música “To The Moment”, do álbum “From a Page” tem um título muito sugestivo, pois por um momento de raro brilhantismo, o YES parece que ressurge das cinzas e nos brinda com uma única música que nos remete a uma era um tanto esquecida.

A música conseguiu reunir os ingredientes necessários para voltar a encantar o ouvinte e faz parte de uma série de gravações que aconteceram entre os anos de 2009 e 2010, tendo aos teclados Oliver Wakeman, Steve Howe, Chris Squire, Alan White e pasmem Benoit David.

O grupo estava reunido para as gravações de “Fly From Here” que acabou sendo lançado apenas em 2011, sem a presença de Oliver Wakeman que havia sido expulso da banda e substituído por Geoff Downes.

Como nos últimos tempos o YES, virou uma espécie de “Casa da Mãe Joana”, onde tudo é possível de acontecer, o álbum “In the presente Live From Lyon” gravado em 2009, foi relançado com o título de “From a Page – Studio Tracks Plus” - “In the presente Live From Lyon”, agora em 2021.

Confusões a parte e resumindo esse imbróglio todo, são quatro músicas que não foram aproveitadas em “Fly From Here” a época de sue lançamento e agora foram inseridas junto ao álbum ao vivo.

O destaque vai para “To the Moment” que tem seu enredo muito bem alinhavado por Oliver Wakeman, com Benoit David ainda afinadíssimo e como não poderia deixar de ser, os demais membros da banda fazendo o melhor como sempre.

O arranjo musical é altamente sofisticado, com variações altamente explosivas e contagiantes, mesmo em nos momentos mais tênues, entretanto a letra não é lá essas coisas, mas a música é sensacional, e para mim, já vale todo o álbum.

Oliver Wakeman, não nega as suas origens e muito menos o seu DNA e teve participação muito intensa na criação desta e das demais músicas do álbum de estúdio.

Com seu pai, aprendeu muito bem a lição de como ser um músico virtuoso, portanto criar variadas atmosferas musicais e ainda surfar em seus sintetizadores grandes ondas, tudo ao mesmo tempo, sem falhas ou deslizes, é atitude de um músico de respeito.

Apenas para encerrar, o conjunto da obra desse álbum, é bem palatável, e não pode faltar na coleção dos amantes da música do YES.

YES:
Oliver Wakeman, 
Steve Howe, 
Chris Squire, 
Alan White,
Benoit David.

Tracklist:
From a Page – Studio Tracks Plus
01. To The Moment (6:13)
02. Words On A Page (6:21)
03. From The Turn Of A Card (3:27)
04. The Gift Of Love (9:57)
In the presente Live From Lyon
05. Siberian Khatru (Live From Lyon) (10:40)
06. I've Seen All Good People (Live From Lyon) (7:17)
07. Tempus Fugit (Live From Lyon) (6:06)
08. Onward (Live From Lyon) (4:38)
09. Astral Traveller (Live From Lyon) (8:49)
10. Yours Is No Disgrace (Live From Lyon) (13:23)
11. And You And I (Live From Lyon) (11:28)
12. Corkscrew (Live From Lyon) (3:42)
13. Second Initial (Live From Lyon) (3:19)
14. Owner of a Lonely Heart (Live From Lyon) (6:06)
15. South Side of the Sky (Live From Lyon) (10:44)
16. Machine Messiah (Live From Lyon) (11:42)
17. Heart of the Sunrise (Live From Lyon) (11:43)
18. Roundabout (Live From Lyon) (9:35)
19. Starship Trooper (Live From Lyon) (13:08)

29 de set. de 2020

VELUDO - A história de uma Banda - 2020

 CAPÍTULO VII - "O Luar, a Pessoa e o Lugar" 




Chegando ao sétimo e derradeiro capítulo da saga da Banda VELUDO com a música “O Luar, a Pessoa e o Lugar”, de autoria de Nelsinho Laranjeiras e Miguel Pedra (In-Memorian), parte integrante do álbum “Penetrando Por Todo o Caminho sem Fraquejar” de 2016, fechamos um ciclo muito interessante de uma banda que ainda tem muito a para ser explorada. 

Essa suíte, assim como outras desse mesmo álbum, flerta com vários temas do cotidiano de nossas vidas e, mesmo com sua longevidade, pois afinal de contas começou a ser composta em 1972, nem isso foi capaz torná-la “out of date”, ou seja, é mais uma gema que o VELUDO nos presenteia. 

Os arranjos sinfônicos se mesclam em um determinado momento com um quase um baião eletrônico muito divertido, que mostra a versatilidade do grupo ao dar a vida a uma música sofisticada, mas muito agradável de escutar pelo seu lirismo e poesia, que estão muito bem dosados em relação a cada momento da letra da música. 


Aproveitando este último capítulo, acredito que tudo o que foi contado pelo próprio VELUDO e  em boa parte das vezes pelo próprio Nelsinho Laranjeiras, é apenas um fragmento de tudo o que passaram e fizeram e, isso me deixou com um gostinho de “quero mais”, tem muita história boa há ser revelada. 

Portanto com uma riqueza tão grande de histórias e fatos ainda não revelados, um livro ia cair como uma pluma no colo de seus fãs, obviamente acompanhado de um CD com músicas inéditas que certamente existem e estão guardadas em alguma abençoada fita cassete ou algo que o valha, bem como novas músicas para nosso deleite. Fica a dica para a banda!!! 

No mais, temos que torcer para esta maldita Pandemia ir embora, levando-se em conta que tem concerto do VELUDO no dia 24 de novembro de 2020 no Teatro RIVAL-Refit, no Rio de Janeiro, pois eu já garanti o meu lugar, portanto corra e garanta o seu também! 

Compre seu ingresso agora clicando aqui https://bileto.sympla.com.br/event/65120



Ficha técnica da música: 

Direção musical, arranjo, baixo, guitarra e vocal: Nelsinho Laranjeiras; 
Voz solo: Miguel Pedra; 
Vocal e arranjos vocais: Flavia Cavaca; 
Teclados, órgão e arranjos de cordas: Antonio Giffoni; 
Guitarra e violão: Diogo de Castro; 
Bateria: Serginho Conforti 

Histórico da Composição: 

Nelsinho Laranjeiras e Miguel Pedra se tornaram parceiros no mesmo dia em que se conheceram. Miguel tinha acabado de chegar do Rio Grande do Sul. Viera pela estrada pegando carona na boleia de caminhões (1972). 

Trazia um velho violão, uma mochila e um caderno surrado com várias letras. O encontro casual com Nelsinho foi num parque. Começaram a conversar e as Ideias, gosto musical e objetivo foram se encaixando. 

Ali mesmo, Miguel cantou algumas das suas músicas. Nelsinho ficou surpreendido com o timbre e a facilidade que ele tinha para criar melodias bonitas com poucos acordes, e o convidou para ir até a sua casa. 

Lá chegando, abriram o velho caderno e se concentraram em uma letra gigantesca. Seria um desafio começar por ali. Mas Nelsinho estava disposto a encará-lo. Iria mostrar ao seu novo amigo, sua competência e talento como compositor. Miguel contou que fizera aquela letra durante a viagem. 

Nelsinho com um violão (que faltavam duas cordas) começou a elaborar a melodia e a harmonia do que seria a suíte: “O Luar, a Pessoa e o Lugar” Quatro anos depois, ao assumir a liderança do Veludo, Nelsinho traria esse grande cantor e parceiro para ser o vocalista principal da banda. 

Porém, ao entrar para o grupo, Miguel teve que aprender o repertório que já estava pronto, e essa música, acabou ficando para mais tarde. Quando finalmente conseguiram começar os ensaios para introduzi-la no novo repertório, o Veludo acabou (78). A dupla jamais se esqueceu desta obra. 

Trinta anos se passaram e nunca mais se falaram. Miguel tinha desaparecido, até que um dia a internet os aproximou novamente. Rememorando velhas composições, lembraram da suíte “O Luar, a Pessoa e o Lugar”, uma obra que julgavam relevante em suas vidas. Nelsinho lhe fez uma nova proposta: reviver o Veludo, já que havia um projeto para gravação de um CD com base no material inédito da banda. 

Miguel aceitou o desafio. Veio do Amazonas para o Rio de Janeiro com o objetivo de fazer esse sonho se tornar realidade. Ele chegou e trazia algumas novidades. Viveu entre os índios, subiu o Alto Xingu em uma viagem de 3 dias de barco e embrenhou-se pelos igarapés do rio Negro em uma aventura mística e selvagem. 

Miguel Pedra morreu 8 meses após terminar as gravações. Não viu o trabalho pronto. Não nesta vida. Quanto a Nelsinho, continuou com a produção do disco de forma obstinada para cumprir o último desejo do seu velho amigo e parceiro. 

BANDA VELUDO




LINKS DA BANDA

Tidal: https://tidal.com/browse/artist/5416022

Spotfy: https://open.spotify.com/artist/4OYkC0MLwDNh5JvUCCezvY

Instagran: @bandaveludo (Aqui é possível adquirir o CD!)

Facebook: Banda Veludo

Contato para Shows: nelsonlarajeiras@hotmail.com  

RENAISSANCE DISCOS
Rua Conde de Bonfim, 615 - loja 109 - Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
Whatsapp: 21- 99776-6973 - Claudio Fonzi

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