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30 de abr. de 2010

DIÁRIO DE PARIS - "5° dia"

É chegada a hora de dizer adeus a "Cidade Luz", durou pouco, mas foi intensa a nossa passagem por lá.

Foram dias de trabalho muito duro, mesclados pela vida noturna de Paris, tudo passou muito rápido.

Valeu o sacrifício das poucas horas de sono nestes últimos cinco dias, pois a compensação veio em forma de arte, de história e de gastronomia.

Tenho ainda em minha memória, as imagens dos locais que estive, da forma como os franceses em cima de seu orgulho nacionalista falam, do gosto da comida que tive o privilégio de comer, dos bons vinhos que tomei e até do calor do sol sobre o nosso corpo sob uma agradável temperatura.

Como é o dia da volta, já acordamos com aquela tensão que é normal em dias de viagens, mesmo por que, teríamos que atravessar Paris para chegarmos ao Aeroporto de Orly para fazermos o primeiro trecho da viagem até Lisboa e dai então voltarmos para a nossa São Paulo, que é a realidade das nossas vidas.



29 de abr. de 2010

DIÁRIO DE PARIS - "4º dia"

Hoje foi um dia totalmente atípico, pois tivemos a parte da manhã livre de obrigações de trabalho, sendo que só no meio da tarde teríamos compromissos de trabalho, o que nos possibilitou ir até a Torre Eiffel e em seguida ao Museu do Louvre.

Foi um tour cultural que fizemos, todo ele feito de Metrô e mesmo sem falar uma palavra em francês, com a simbologia empregada em seus mapas e placas é possível trafegar naquela gigante malha ferroviária sem problemas algum.

Na Torre Eiffel a impressão que se tem é que ela é muito maior do que realmente ela é. Quando estamos em abaixo dela e olhamos para cima, a visão é de uma grandeza sem igual. Só estando junto a ela para entender este sentimento.

Fomos até o ultimo nível da torre e de lá avistamos toda a Paris, uma obra de arte, demos um giro de 360° sobre a cidade, realmente linda, inesquecível, sem contar que como é um monumento que vemos com muita freqüência em filmes, dá a sensação que de algum modo nós já estivemos lá, um falso "déjà vu".

Mesmo com grandes filas que se formavam aos seus pés quando saíamos de lá, indo a Paris, sua visita é obrigatória, imperdível. Como chegamos muito cedo, entre a compra de ingressos e a nossa subida até o seu cume, foi coisa de poucos minutos.

Após a visita a torre, corremos para o Museu do Louvre, também de metrô e lá extasiados ficamos com tamanha grandeza e beleza do prédio que abriga o maior acervo do mundo de obras de arte e peças da antiguidade.

No pátio principal tem aquela pirâmide de vidro logo a sua frente que causa um impacto muito grande com o contraste formado entre o antigo e o moderno.

Verdade seja dita, é bonito de se ver , mas não é prático, pois o ambiente internamente fica como uma estufa, muito quente e lógico que somado aos milhares de pessoas que por lá transitam a sensação térmica não é nada agradável.


Fora isto que é apenas um mero detalhe, estar dentro do Louvre é como voltar no tempo, é um mergulho na história antiga da humanidade. Mesmo antes de enxergarmos as obras de arte, a arquitetura interna e externa do Museu é fora de série. Internamente suas paredes revestidas de mármores e granitos de vários tipos e cores impressionam e praticamente em todos os locais que passamos, o tetos tem afrescos lindíssimos ou totalmente trabalhados no estilo renascentista e sempre em ambientes com pé direito de pelo menos uns oito metros de altura ou mais, dando a monumentalidade do que é o Museu.

É humanamente impossível visitá-lo em um único dia, pois, a quantidade de informação que há é muito grande. 

É preciso certo tempo de observação de cada peça para que ela seja compreendida. Acredito que uns quatro ou cinco dias dedicados ao museu sejam suficientes.

Observei que existem quatro alas bem distintas e nós mal conseguimos visitar uma, correndo feito uns loucos.

Como o tempo era  exíguo, corremos para ver a Mona Lisa e a Venus de Milo. As demais peças que passamos em frente só demos uma rápida olhada. Tenho fé que algum dia poderei voltar lá e poder obsorver com mais calma toda a riqueza cultural  concentrada lá.

Especificamente no caso da Monalisa, como não é possível usar flash dentro do museu e a distancia que o quadro se encontra é relativamente grande em função do seu pequeno tamanho, a foto não ficou legal.
Amanhã será o dia de nossa volta, espero ter algo interessante a contar.

28 de abr. de 2010

DIÁRIO DE PARIS - "3º dia"

O cenário do terceiro dia em Paris foi bem mais alentador que os demais. Tivemos bastante trabalho, mas nada que exigisse um esforço muito grande igual aos outros dias.

O almoço foi na sala de reuniões a base de pizza, uma verdadeira éca. Frances não sabe fazer pizza e muito menos Fanta Laranja (um verdadeiro pavor).

Ao final da tarde, por volta das 17h, voltamos ao hotel e eu pude cochilar (dormi de verdade, chegando até a sonhar), tamanho era o esgotamento físico e mental que estes dias iniciais produziram.

Houve uma reunião por volta das 21h e ao final dela por volta das 23hs fomos jantar em um bistrô chamado "George V" na não menos legendária Champs Elysses.

Bom vinho, um foie gras de primeira, queijos camembert, brie e roquefort com um pãozinho Frances legitimo fizeram os trabalhos de abertura do jantar.
 
Em seguida parti para uma macarronada com salsa de tomates e muito queijo parmesão para fechar a noite em grande estilo e poder voltar ao hotel com o sentimento de missão cumprida.

Munido de uma câmera fotográfica descente, pude retratar o Arco do Triunfo de maneira mais digna a qual ele tanto merece.




Nada mais Frances que Charles Aznavour -" La Boheme"
  

27 de abr. de 2010

DIÁRIO DE PARIS - "2º dia"

Apesar de apenas 4 horas de sono entre o sábado e a segunda-feira (26/4), o 2º dia em terras napoleônicas, mostrou-se menos ingrato e ao final de um longo e tenso dia de trabalho, encerrado por volta das 22h, fomos até a Avenida Champs-Elysees, que realmente é linda e só é possível sentir sua verdadeira grandeza estando nela.

Suas largas calçadas abrigam o que há de mais sofisticado em termos de moda, automobilismo, eletrônicos, gastronomia e cultura de todo o mundo. É o orgulho da França.

O monumento do Arco do Triunfo é belíssimo, faz jus ao nome, ele é monumental e mostra a riqueza que a França oferece.

Fizemos todo o passeio de metrô, que apesar de antigo, mostrou-se extremamente eficiente, rápido e pontualíssimo.

As estações são imensas, muito fáceis para se perder lá dentro, pois, um verdadeiro labirinto de passagens internas para outras linhas em  conjunto com dezenas de saídas à superfície levando a todos os lugares, confundir-se lá é muito fácil.

Finalmente fomos jantar em uma área boêmia do centro de Paris junto à Catedral de Notre-Dame em um simples e simpático bistrô,  onde degustamos um bom vinho francês acompanhado por um belo prato a base de carne. O nome do restaurante eu não consigo lembrar nem sob tortura, tal era o cansaço naquele momento.

Como diriam os franceses e Ibrahim Sued (o repórter): "à demain! que eu vou de leve".

25 de abr. de 2010

DIÁRIO DE PARIS - "1° dia"

Para descrever o primeiro dia em Paris, só com um palavrão (cada um que imagine o seu). Fora os camarões ao molho de queijo Ementhal e o vinho tinto tomado à beira do Rio Sena, as coisas estão bem complicadas por aqui.

Não durmo desde as 07h30min da manha de sábado (24/4) e são exatamente 23h55min de domingo, horário de Paris (chique pra cacete) e a tendência é que realmente não dê para dormir, pois ainda temos uma demanda de trabalho muito grande a atender para amanhã até as 09h00min. Já to naquela de chamar urubu de meu louro.

Na foto acima quem encontrar a "Torre Eiffel" pode levar pra casa. Espero ter melhores notícias e fotos mais legais amanhã.

Como diriam os franceses e Ibrahim Sued (o repórter) "à demain! que eu vou de leve".

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