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28 de out. de 2018

ABWH - "Live in Stockholm" - 1989

Hoje, dia 28 de outubro será o dia de votação em segundo turno para Presidente da República e para alguns Governos Estaduais aqui no Brasil em um momento muito conturbado, com o País literalmente rachado, a beira de um ataque de nervos coletivo e, isso é uma sensação muito ruim que assombra nossas vidas há muito tempo.

Não importa quem vai ganhar ou quem vai perder, pois de uma forma ou de outra, a vida de todos sem exceção vai voltar a sua rotina e ao seu curso normal, portanto desde já eu quero aproveitar e me colocar nessa situação e para tanto, nada melhor do que a música para colocar as coisas em ordem e aliviar essa sensação de uma panela de pressão, que a qualquer momento possa explodir em nossa cara.

Então, vamos ao que realmente interessa e no caso, vamos até o ABWH, ou seja, de Anderson, Bruford, Wakeman e Howe, desta vez se apresentando em Estocolmo em novembro de 1989 a quase trinta anos passados.

Obvio, muito legal, mesmo sem a presença de nosso inestimável e insubstituível Chris Squire, que agora toca em outras bandas astrais, mas que na época foi muito bem representado por outra fera do baixo, Tony Levin, uma lenda viva do Rock Progressivo.

Essas fugidas do Yes, são um tanto quanto loucas, mas talvez para nós amantes da música seja uma coisa muito positiva, pois agrega valor a música com novos músicos ou mesmo com o retorno de outros que saíram para carreira solo, como no caso de Bill Bruford que também é a cara do Yes

As músicas, todas muito conhecidas e que a cada apresentação vão ganhando uma maturidade maior acompanhadas de um novo detalhe musical que vai surgindo de forma espontânea e transformando o que já é muito bom naturalmente, em algo muito melhor.

Essa é uma das características marcantes que permeiam os músicos do Yes, quase um dom natural, que recicla sua própria criação sem macular sua origem, sem deturpar sua essência, renovando-a e impedindo que o tempo imponha sua força.

Mas isso é o que faz o Yes ser o que é, inteiro ou não em sua formação, é uma de suas funções criar em cima de algo já feito, fazer o antigo ficar com cara de novo, mesmo que quem o faça já mostre sinais da ação do tempo, o que é natural, afinal de contas começaram na segunda metade do século passado, são praticamente todos septuagenários, então é normal que uma música ou outra soe em um compasso mais lento.

Esse bootleg não tem esse problema, pois estavam em plena forma, com um vigor invejável, portanto o negócio é aproveitar sua música ao máximo, botar a cabeça em ordem, esquecer esse momento nefasto que estamos vivendo e seguir em frente com otimismo e fé em dias melhores, sempre muito bem acompanhados de boa música.

QUE DEUS NOS PROTEJA!!!!

ABHW
Jon Anderson
Bill Bruford
Steve Howe
Rick Wakeman
Tony Levin

Tracks:
Disc 1

01. Young Person's Guide To The Orchestra / Time And A Word / Owner Of A Lonely Heart / Teakbois [9:52]
02. The Clap [4:10]
03. Mood For A Day [4:52]
04. Madrigal / Gone But Not Forgotten / Catherine Parr / Merlin The Magician [5:42]
05. Long Distance Rounaround [7:59]
06. Birthright [6:34]
07. And You And I (cut) [6:33]
08. I've Seen All Good people [9:39]
09. Close To The Edge [20:06]

Disc 2:
01. Themes [6:52]
02. Bruford/Levin Duet [6:04]
03. Brother Of Mine [10:55]
04. The Meeting [5:41]
05. Heart Of The Sunrise [12:02]
06. Order Of The Universe [10:06]
07. Roundabout (cut) [7:53]
08. Starship Trooper / Soon / Nous sommes du solei [15:44]
09. Sweet Dreams [3:49]



LINK


                

12 de jul. de 2011

ANDERSON, BRUFORD, WAKEMAN & HOWE - “Summer Themes” - 1989

Há poucos dias atrás, varios blogs, inclusive este, postaram o último trabalho do Yes, “Fly from here” e pude observar lendo atentamente as resenhas, diversas opiniões, algumas favoráveis, outras nem tanto e eu mesmo a princípio resolvi não comentar nada, pois ainda não tinha escutado o suficiente para ter uma opinião isenta de preconceitos ou coisa que o valha para não cometer uma injustiça.

É importante separar muito bem as coisas para que não haja interpretações equivocadas a respeito desta resenha, portanto, é preciso destacar o álbum da banda e isola-lo para tentar entender seu conteúdo.

A respeito do trabalho como peça conceitual,  se nota que têm estilo próprio, pois está calcado em uma sonoridade muito próxima ao álbum “Drama” do início da década de oitenta, onde Benoit David saiu-se muito bem, principalmente por não ter tentado uma similaridade vocal para criar algum vínculo com Jon Anderson, o que por sí só é um fato altamente positivo e denota a personalidade do vocalista. 

Os arranjos em geral estão bem estruturados para o objetivo deste álbum, que acredito que a intenção tenha sido mostrar algo novo, mesmo tendo se baseado em um conceito do passado e a respeito disto, Geoff Downes cumpriu seu papel de forma sóbria, mas o suficiente para dar vida ao enredo proposto por Trevor Horn que sabidamente é o mentor intelectual desta peça musical.


Isolando a criatura de seu criador, o álbum “Fly from here” é um trabalho que merece todo nosso respeito e apreciação, pois têm qualidades especificas e não se pode negar que têm um berço com uma origem nobre, isto é um fato e eu não nego, mesmo achando que faltou coragem para realmente experimentarem algo verdadeiramente novo e neste caso atribuo a isto, a falta que Jon Anderson e Rick Wakeman fazem ao corpo do Yes.

Agora, quando isolamos o criador da sua criação em um estantâneo, simplesmente para mim não é o Yes que está no comando deste bólido, chamado de “Fly from here”, pois não tem um unico momento de algo que lembre o que um dia foi o Yes  e o que já foi capaz de fazer.


Não basta ter uma fantástica ilustração feita por Roger Dean para da vida a capa do álbum, aliás, uma das mais bonitas e bem elaboradas que a instituição Yes já teve a sua disposição, pois não é o suficiente para fazer com que os Deuses da Música dêem aquele impurrãozinho mágico que colocava a banda no Olimpo do rock progressivo.

Não há a uma luz brilhante e com energia suficiente saindo deste novo Yes para emanar em nossas (pelo menos na minha) almas um sentimento que nos faça enxergar o verdadeiro Yes, daquele legendário “logotipo” estiloso e sinuoso, que provocava emoções em nossas mentes e que iam muito além do simples fato que estarmos escutando uma música de nosso agrado, pois dava para viajar sem sair do lugar.

A princípio, eu estava relutante em fazer esta análise, que na verdade parece mais uma autopsia, mas foi a forma mais objetiva e honesta de chegar a conclusão a respeito de “Fly from here”, que mais uma vez, faço questão de frisar que é um bom trabalho, merecedor de todo nosso respeito e admiração, pois afinal de contas, é fruto do trabalho de vários músicos, técnicos e engenheiros que com certeza empenharam centenas de horas de dedicação para que o melhor fosse produzido.

Isto tudo para chegar até, Anderson, Bruford, Wakeman and Howe, ou simplesmente, ABWH, que em 1988, lançaram um novo álbum de nome homonimo a banda, permanecendo juntos até 1990 em uma turnê que encantava por onde passava.

Apesar do novo nome criado, era o Yes que estava lá, sem sombra de dúvidas, estava presente nas novas músicas, bem como nas antigas músicas que eram tocadas nos shows, pois a energia emanada pela banda sinalizava a presença quase que mediúnica do espírito que sempre permeou o Yes e quem já teve a oportunidade de assistir a um show da banda, sabe muito bem o que estou falando, pois é um sentimento contagiante.

Isto é tão sério que lendo o livro “Eu sou Ozzy”, existe uma passagem contada pelo próprio Ozzy Osbourne, quando da gravação de um novo álbum do Black Sabbath no mesmo casarão estúdio onde o Yes ensaiava e gravava, “Tales From Topographic Oceans”, que o clima que se formava em torno deles era diferente.

Este foi o período quando Ozzy conheceu Rick Wakeman que  naquele momento estava extremamente entediado com a gravação do novo trabalho, passou a admirá-lo muito por ser uma figura carismática e muito bem humorada, passando a ficar grandes amigos..

Para tentar ilustrar toda esta verborragia provocada pelo álbum “Fly from here” acredito que, o bootleg, “Summer Themes”, gravado em agosto de 1989 no “The Summit Theater”, Huston, Texas, USA, seja um bom exemplo para tentar explicar este sentimento provocado pela atual banda e seu novo trabalho. 

Musicians:
Jon Anderson - Lead Vocals, Guitars & Keyboards
Bill Bruford - Drums & Percussion
Rick Wakeman - Keyboards
Steve Howe - Lead Guitars & Vocals
Special Guests:
Tony Levin - Bass Guitars, Stick & Vocals
Milton McDonald - Guitars
Julian Colbeck - Keyboards


Tracks:
CD1
01. Time And A Word (fades in) 02:30
02. Owner Of A Lonely Heart 01:57
03. Teakbois 02:40
04. Clap 04:35
05. Mood For A Day 04:54
06. Rick Wakeman Solo 05:39
07. Long Distance Runaround (including Drum Solo) 07:21
08. Birthright 07:29
09. And You And I 10:53
10. I've Seen All Good People 09:27
11. Close To The Edge 20:44
CD2
01.Themes 06:29
02.Brother Of Mine 11:50
03.The Meeting 05:47
04.Heart Of The Sunrise 11:53
05.Order Of The Universe 08:52
06.Roundabout 08:37
07.Starship Trooper 15:06

LINK CD1
LINK CD2


"Rick Wakeman Solo"

"Brother Of Mine"

"Order Of The Universe"

"Starship Trooper"

6 de jun. de 2010

ANDERSON, BRUFORD, WAKEMAN & HOWE - "ABWH" - 1987

Depois do insucesso de "Big Generator" associado a brigas constantes e um desgaste sem tamanho para seus membros, Jon Anderson sai da banda e mais uma vez o Yes está desfeito.

Como a vontade de produzir está muito associada ao talento e a inspiração, baixada a poeira, Jon Anderson procura Rick Wakeman e Bill Bruford para começarem um novo trabalho e Steve Howe que ficou sabendo desta intenção, de imediato agregou-se ao grupo, daí surgindo o ABW & H, que sem dúvida alguma era o Yes com outro nome e como Chris Squire estava de fora, realmente não seria possível utilizar a marca YES.

Foi mais uma tentativa de resgatar a linha que o grupo sempre teve, produzindo um material não adequado às rádios, com faixas de longa duração e sem se preocupar em criar baladas comerciais, pois afinal de contas para eles neste momento da vida o que menos importava era ganhar dinheiro, a fama já estava conseguida, pois já estavam na estrada há quase vinte anos, então o que sobra é o puro prazer em compor e produzir músicas de qualidade.

E isto é fato, pois até Roger Dean, criador da maioria das capas dos álbuns foi convocado para um novo trabalho junto ao grupo, produzindo uma das mais fantásticas ilustrações que já havia feito até então, para mostrar mesmo que de um forma velada o Yes estava mais vivo do que nunca.

ABWH, se levarmos em conta que é o Yes, torna-se o décimo terceiro álbum de estudio da banda e sem dúvida alguma não é o que há de melhor da música do Yes, mas em relação ao que estava sendo produzido anteriormente, este álbum tinha um significado muito grande, pois a qualidade deste material era incontestável e tudo levava a crer que um dos ícones do rock progressivo ia manter-se de pé com muita dignidade, sem ter que apelar para álbuns caça-níqueis que no fundo acabam virando aqueles equívocos musicais, muitas vezes sem volta.

Este álbum está repleto de boas músicas e destaco Themes, Brother of Mine, Birthright, The meeting, Teakbois e Order of the Universe como as mais significativas.

No meu conceito, este álbum veio para mostrar que independentemente do tempo, seus integrantes continuavam em muito boa forma no que diz respeito a compor e a tocar, pois em seguida começaram uma turnê que gerou um dos melhores álbuns ao vivo que já produziram chamado "The evening Yes of music plus" que brevemente postarei aqui no blog.

Set-list:
01 - Themes
02 - Fist Of Fire
03 - Brother Of Mine
04 - Birthright
05 - The Meeting
06 - Quartet
07 - Teakbois
08 - Order Of The Universe
09 - Let's Pretend

Link.

"Brother Of Mine"
"Birthright"

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