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22 de jul. de 2011

PASSPORT - "Talk Back" - 1988

Entra década, sai década, mas Jazz continua incólume em sua trajetória, nada o abala, não há concorrência com outro estilo musical, muito menos concorre entre seus sub-estílos, além de não possuir nenhum predador natural e habitualmente funcionar sem a necessidade interferir com outras doutrinas musicais para sobreviver e sempre está agregando novos adeptos desde o início do século passado. 

O tanto o Jazz como Blues, têm suas origens definidas com a chegada dos povos africanos (escravos) que desembarcaram nas terras de “Tio Sam”, por volta do ano de 1810 e em maior escala nos Estados da Georgia e do Mississipi, porém sua aceitação pela sociedade escravagista dentro e fora dos EUA, só acontece realmente no início do século vinte. 

O curioso neste “embroglio” todo, é que se levar-mos em conta que são mais de cem anos de história e a rigor não houve grandes mudanças no estilo do Jazz ao longo deste período, havendo sim, alguns ajustes para adaptá-lo a algum momento que estava impondo novas sonoridades, funcionando como uma modernização espontânea para imortalizá-lo e consequentemente permitir a existencia de adoradores do Jazz desde seu período inicial até hoje, ou seja, é um movimento musical imortalizado. 

Toda esta ladainha, apenas para chegar ao álbum, “Talk Back” de Klaus Doldinger e seu Passport, que mais uma vez aparece com uma nova formação, mas isso de forma alguma é um problema, aliás, eu começo a acreditar que o povo Alemão tem alguma característica especial que resolva este tipo de problema, pois outro gênio da música chamado, Frank Bornemann, que é o mentor intelectual de sua banda, o Eloy, padece do mesmo mal, porém a qualidade musical, tanto das composições, bem como de sua execução são sempre da melhor qualidade. 

E não é problema mesmo, pois relativo às composições, Klaus Doldinger é envolto em uma aura de inspiração que é muito rara, pois eu apenas aprecio o Jazz de forma bem comedida e confesso que conheço muito pouco ou mesmo nada sobre o assunto, porém a música feita por ele, eu gosto muito, como se fosse o rock progressivo do Eloy, Yes, Genesis, Camel, Pink Floyd e tantos outros que eu tanto amo. 

Quando nos dirigimos à execução de qualquer álbum do Passport, não importando se é do início da carreira ou mais recente, o sentimento é sempre o mesmo,....“que puta banda”...., e honestamente a perplexidade aumenta mais ainda, quando se chega à ficha técnica do álbum, são nomes absolutamente desconhecidos que produzem um resultado altamente positivo, com performances admiráveis, pois Klaus Doldinger prima por fazer uma música que dá oportinidades a todos os músicos aparecerem, portanto, ele sempre está muito bem acompanhado. 

Bem, o álbum, “Talk Back” em nada  foge a regra, tendo em vista que suas músicas são muito agradáveis, algumas até adoráveis e no caso específico deste álbum, o único nome comum para mim, é o de Klaus Doldinger e o resultado final desta peça é muito bom e merece ser apreciado por todos.

  
ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!  

Musicians
Alphonse Mouzon / drums
Klaus Doldinger / keyboards, all saxophones
Brian Auger / keyboards
Guillermo Marchena / percussion
Victoria Miles / vocals
Jochen Schmidt / bass
Hermann Weindorf / keyboards
Todd Caneby / vocals
Julio Matta / percussion
Christin Sargeant / vocals
Roykey Whydh / guitar


Tracks:
01. Intro (1:05)
02. Dancing In The Wind (5:34)
03. Fire Walking (3:17)
04. City Blue (5:14)
05. Sahara (5:30)
06. Up Front (5:19)
07. Nico's Dream (6:05)
08. Todo Legal (4:44)
09. Talk Back (5:49)

LINK


"Todo Legal"

3 de jun. de 2011

PASSPORT - "Iguaçu" - 1977

Com um nome tão sugestivo, "Iguaçu", quando o escutei pela primeira vez, já podia imaginar o que ia escutar e realmente não me decepcionei, pois Klaus Doldinger com seu Passport estava naquele momento dando uma ajustada na sonoridade e nos conceitos fundamentais da banda. 

Muito provavelmente como em 1976 estava fazendo uma turnê pela America do Sul, incluindo o Brasil, ficou muito impressionado com o que era feito aqui na época e não teve dúvidas, agregou a sua bagagem, ritmos Brasileiros, que a rigor são contagiantes e não há como negar. 

Diferentemente dos álbuns anteriores, onde se houve um puro jazz-rock ou fusion, ou seja, lá o que for, corajosamente, Klaus Doldinger muda radicalmente o que vinha fazendo, por sinal com resultados excelentes, pois todos os seus álbuns anteriores a este são muito bons, consagrados tanto pela crítica(???), bem como por seus admiradores, ele muda sua fórmula mágica de compor e talvez tenha até sido um dos precursores de um samba-rock ou jazz-samba e transforma o álbum "Iguaçu" em uma peça rara de se escutar. 

As referências ao Brasil, não estão estampadas apenas no título do álbum ou no nome de algumas das músicas, mas principalmente no elenco de músicos percursionistas que fizeram parte deste trabalho, deixando gravado o som da nossa terra nestas músicas que encantaram a Europa, os EUA e o Japão. 

O que diferencia os grandes compositores dos demais é a ousadia em experimentar novas sonoridades, propiciando novos cenários musicais e neste quesito, o mestre Alemão dá aula de pós-graduação e quem o acompanha idem e por falar nisto, a formação da banda, com exceção de Curt Cress e Wolfgang Schmid, foi toda reformulada, porém a sinergia entre os músicos é a mesma, a qualidade individual de cada membro é indiscutível e o resultado final é sempre o mesmo, ou seja, álbuns para se escutar por toda a vida, aliás, uma marca registrada do Passport em cada álbum que produz. 

O mais interessante é que estamos nos referindo a um álbum, feito no século passado, a quase trinta e cinco anos e enquanto escrevo estas poucas linhas, tendo como fundo musical o próprio álbum, a impressão que ele deixa, é como se fosse um lançamento atual, um álbum novo, lançado em 2011, o que me leva a crer que é um daqueles trabalhos atemporais, pois quanto mais velhos, mais próximos do nosso tempo vão ficando, mas isso só é possível quando estamos à frente de uma música de vanguarda, sem preconceitos, despojadas de interesses que não os musicais.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!  

Tracks:
01. Bahia do sol
02. Aguamarinha
03. Bird of paradise
04. Sambukada
05. Iguaçu
06. Praia Leme
07. Heavy weight
08. Guna Guna

Musicians:
Curt Cress / drums, berimbau
Klaus Doldinger / soprano & tenor saxes, organ, Moog, flute
Elmer Louis / percussion
Roy Louis / electric guitar
Wolfgang Schmid / bass
Guest Musicians:
Mats Björklund / guitar
Wilson Das Neves / atapaques, pandeiro
Roberto Bastos Pinheiro / surdo
Noel Manuel Pinto / cuica
Clélio Ribeiro / berimbau
Marcello Salazar / percussion
Pedro Santos / percussion, whistles


"Bahia do sol"

"Praia Leme"

16 de set. de 2010

PASSPORT - "Move" - 1998

É com muito prazer que posto mais um espetacular álbum do Passport, intitulado "Move", tendo sido gravado em 1988,  mais uma superprodução de Klaus Doldinger para nos entreter e nos maravilhar com seu talento, carisma e inspiração que neste álbum transborda em cada faixa.

O que se nota é que independente da formação da banda, o altíssimo nível musical se mantém constante dando a impressão que basta entrar para o Passport, que o músico se transforma em um super astro musical, pois tenho mais de vinte álbuns e não consigo lembrar de um que tenha deixado a desejar ou seja fraco musicalmente.

"Move" é uma delícia de álbum para se escutar e é difícil alguém não gostar, pois é extremamente variado, existindo uma alternância de ritmos a cada faixa, impossibilitando qualquer possibilidade de monotonia e mais o interessante neste álbum é a presença de um Hammond C3 dando uma ginga muito especial às músicas em que é solicitado.

Como há muito não o escutava, antes de começar a escrever a resenha eu o escutei novamente, pois a memória não ajuda mais e a impressão que tive é que era uma espécie de música ambiente de algum lugar sofisticado, chique, um aeroporto ou coisa parecida e foi quando me dei conta que na capa tinha um avião indo diretamente de encontro com o que havia sentido, mas sem estar colocando este trabalho como algo trivial.

Se não estiver enganado, este é o quinto álbum do Passport que posto e para falar a verdade, chego a conclusão que  Klaus Doldinger não é mais uma surpresa para mim, pois como ele é uma unanimidade musical, um gênio da música, eu não consigo achar um defeito em sua música, então conforme vou postando seus trabalhos escuto atentamente suas músicas para ver se algo anormal acontece, mas como ele sempre está na vanguarda da modernidade com tudo perfeitamente encaixado em seus devidos lugares com uma perfeição Suíça, fica muito dífícil encontrar alguma falha ou inconssistência em seu trabalho.

Falei um monte de abobrinhas acima e nada a respeito do álbum "Move" que como não poderia deixar de ser é fabuloso, super recomendado e em meu conceito um dos melhores álbuns já produzidos por Klaus Doldinger que está muito bem amparado pelos extraordinários músicos que completaram a banda, ou seja, é só escutar e se deliciar com mais uma pérola do Jazz-rock alemão.

Músicos:
Klaus Doldinger /saxophones & flute
Biboul Darouiche / percussion
Robert Di Gioia / keyboards
Wolfgang Haffner / drums
Peter O'Mara / guitar
Patrick Scales / bass
Ernst Ströer / percussion

Track-list:
01. Tranceport (5:00)
02. Mr. Handy Man (5:49)
03. Inside Out (6:31)
04. Lunatic Dancing (5:04)
05. Isar Valley Crocodile (5:23)
06. Move (8:15)
07. Lucky Loser (5:25)
08. Wanderlust (4:23)
09. Echoes Of Yesterday (5:57)
10. One Size Fits All (5:03)
11. For The Ones I Love (5:02)
12. Had To Have (6:07)

LINK.

"One Six Fits All"

5 de jul. de 2010

KLAUS DOLDINGER - "Das Boot" - 1981

Já havia ficado surpreso quando descobri que a trilha de "Never Ending Story" era uma pareceria de Klaus Doldinger e Giorgio Moroder, mas esta trilha, "Das Boot", para um filme de guerra, feita em 1981 que no Brasil teve como título "Inferno no Mar" é mais do que surpreendente, ela é reveladora, pois um lado bem Techno de Klaus Doldinger é exposto.

Quando escutei esta trilha pela primeira pela primeira vez, eu achei o som em alguns momentos muito parecido com o som que o Tangerine Dream já produziu (pode?) e diga-se de passagem, que eu gosto muito, mas sabendo-se que era o louco do Klaus Doldinger que havia feito estas músicas, chegou a dar confusão mental, pois mesmo sem estar valendo-se de muita parnafenália eletrônica ele conseguiu simular uma música com características bem Techno.

Como costumo dizer, escutar trilha sonora de filme é algo um pouco complicado, pois muitas vezes a música é feita para uma cena específica, do tipo incidental, perdendo seu sentido quando apenas escutada e como não assisti a este filme, algumas músicas realmente ficaram um pouco fora do contexto, mas considero que em função do autor da obra e até pelo fato das músicas estarem em um formato bem diferente do que normalmente estamos acostumado a ouvir de Klaus Doldinger, pelo menos uma escutadinha é merecida.

De Klaus Doldinger pode-se esperar de tudo, e para nós, só nos resta nos curvar mais uma vez a sua genialidade e seu talento nato para a música.

Track-list:
01. Anfang
02. Titel
03. Appell
04. U 96
05. Auslaufen
06. Erinnerung
07. Konvoi
08. Angriff
09. Inferno
10. Heimkehr
11. Bedrohung
12. Erinnerung
13. Gibraltar
14. Warten
15. Absinken
16. Auf Grund
17. Eingeschlossen
18. Rettung
19. Rückzug
20. Ende
21. Muss I Denn
22. Mon Gars
23. Schwarze Augen
24. Das Boot (Single Version)

Link.
"Das Boot"

1 de jul. de 2010

KLAUS DOLDINGER & GIORGIO MORODER - "The NeverEnding Story" - 1992

Na postagem anterior eu fiz um breve comentário a respeito desta trilha sonora, e o que aconteceu é que minha esposa queria escutar a música tema, "Neverending Story”, que por sinal é a única que não é de autoria de Klaus Doldinger & Giorgio Moroder e é de um cantor chamado Limahl que não o conhecia até quando consegui este álbum.

Quando dei de cara com a capa do álbum, levei até um susto, pois não podia imaginar esta outra faceta de Klaus Doldinger de estar produzindo uma trilha sonora e justamente com Giorgio Moroder que já havia produzido varias trilhas sob encomenda, foi uma puta coincidência e o interessante é que eu assisti ao filme a época de seu lançamento e nem me dei conta de quem era a música.

Escutar trilha sonora de filme eu acho muito complicado, pois dependendo do tipo de musica, a dissociação da imagem do filme com a música na maioria das vezes é um desastre, pois a musica fica sem sentido, perdida, tornado-se monótona, mas especificamente neste caso o resultado ficou bem interessante (pelo menos para mim), pois salvo uma ou duas músicas menos cadenciadas, as demais são bem movimentadas e como temos um álbum com quinze faixas, então podemos considerar que o trabalho tem seu valor, mas eu espero não estar sendo tendencioso em fazer este comentário apenas pela participação de Klaus Doldinger a quem eu admiro muito pelo seu trabalho junto ao Passport.

Considero que pela parceria com Giorgio Moroder e pela coragem em estar produzindo um material que foge bem do seu estilo de música, "The NeverEnding Story" merece pelo menos uma audição em respeito e consideração a toda obra de Klaus Doldinger, um gênio da música.

Bem, para minha supresa, procurando algum vídeo para complementar esta postagem, acabei encontrando outra trilha sonora produzida por Klaus Doldinger, desta vez  para o filme "Das Boot", um filme de guerra. Quando for possível eu posto esta trilha sonora que desconhecia totalmente.


Track-List:

01. Neverending Story
02. Swamps of Sadness
03. Ivory Tower
04. Ruined Landscape
05. Sleepy Dragon
06. Bastian's happy Flight
07. Fantasia
08. Atreyu's Quest
09. Theme of Sadness
10. Atreyu meets Falkor
11. Mirrorgate - Southern Oracle
12. Gmork
13. Moonchild
14. The Auryn
15. Happy Flight

Link.

"Never ending story"
"Bastian's happy Flight"

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