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6 de out. de 2024

YES – "The Ohio Runaround" – 1978


 Ano de lançamento: 1978

Genero: Rock Progressivo    


Em se tratando do YES, depois de mais de cinco décadas de produção, não é necessário dizer mais nada, pois tudo o que poderia ser dito a respeito da banda, já foi dito inúmeras vezes, elevada a enésima potência, portanto, só cabe alguns poucos comentários a respeito deste álbum.

Um puco antes do lançamento do álbum “Tormato”, em setembro de 1978, a banda já estava em turnê pelos EUA divulgando o novo álbum e, dos diversos locais em que passaram, justamente em Ohio o show foi gravado para a rádio FM Richfield Broadcast.

Estranhamente, alguns poucos cortes desta apresentação foram parar no álbum “Yes Shows” que foi lançado somente em 1980, ficando estas preciosas gravações engavetadas na mão de algum produtor, esquecidas, só aparecendo em definitivo há bem pouco tempo nas lojas especializadas.

Vale muito a pena, pois a gravação está integra e perfeita e, lógico, as músicas não perderam a sua grandiosidade, contando com a formação clássica da banda, que fez o seu melhor como de costume, portanto sem mais delongas, vamos a sua audição.

Line Up:

JonAnderson
Chris Squire
Steve howe
Rick Wakeman
Aln White

Track List:

CD 1:
01. Siberian Khatru (9:48)
02. Heart Of The Sunrise (10:01)
03. Future Times/Rejoice (6:57)
04. Circus Of Heaven (5:03)
05. Time And A Word (4:24)
06. Long Distance Runaround (1:55)
07. The Fish (5:21)
08. Perpetual Change (7:27)
09. The Gates Of Delirium (6:16)
10. Don't Kill The Whale (3:56)
11. Madrigal/The Clap (4:57)


CD 2:
01. Starship Trooper (10:11)
02. Keyboard Solo (4:37)
03. Awaken (16:20)
04. I've Seen All Good People (7:15)
05. Roundabout (8:25)
06. Madrigal (1:30)
07. On The Silent Wings Of Freedom (8:39)
08. And You And I (10:27)






8 de fev. de 2022

YES - “From a Page – Studio Tracks Plus” - “In the presente Live From Lyon” - 2021


A música “To The Moment”, do álbum “From a Page” tem um título muito sugestivo, pois por um momento de raro brilhantismo, o YES parece que ressurge das cinzas e nos brinda com uma única música que nos remete a uma era um tanto esquecida.

A música conseguiu reunir os ingredientes necessários para voltar a encantar o ouvinte e faz parte de uma série de gravações que aconteceram entre os anos de 2009 e 2010, tendo aos teclados Oliver Wakeman, Steve Howe, Chris Squire, Alan White e pasmem Benoit David.

O grupo estava reunido para as gravações de “Fly From Here” que acabou sendo lançado apenas em 2011, sem a presença de Oliver Wakeman que havia sido expulso da banda e substituído por Geoff Downes.

Como nos últimos tempos o YES, virou uma espécie de “Casa da Mãe Joana”, onde tudo é possível de acontecer, o álbum “In the presente Live From Lyon” gravado em 2009, foi relançado com o título de “From a Page – Studio Tracks Plus” - “In the presente Live From Lyon”, agora em 2021.

Confusões a parte e resumindo esse imbróglio todo, são quatro músicas que não foram aproveitadas em “Fly From Here” a época de sue lançamento e agora foram inseridas junto ao álbum ao vivo.

O destaque vai para “To the Moment” que tem seu enredo muito bem alinhavado por Oliver Wakeman, com Benoit David ainda afinadíssimo e como não poderia deixar de ser, os demais membros da banda fazendo o melhor como sempre.

O arranjo musical é altamente sofisticado, com variações altamente explosivas e contagiantes, mesmo em nos momentos mais tênues, entretanto a letra não é lá essas coisas, mas a música é sensacional, e para mim, já vale todo o álbum.

Oliver Wakeman, não nega as suas origens e muito menos o seu DNA e teve participação muito intensa na criação desta e das demais músicas do álbum de estúdio.

Com seu pai, aprendeu muito bem a lição de como ser um músico virtuoso, portanto criar variadas atmosferas musicais e ainda surfar em seus sintetizadores grandes ondas, tudo ao mesmo tempo, sem falhas ou deslizes, é atitude de um músico de respeito.

Apenas para encerrar, o conjunto da obra desse álbum, é bem palatável, e não pode faltar na coleção dos amantes da música do YES.

YES:
Oliver Wakeman, 
Steve Howe, 
Chris Squire, 
Alan White,
Benoit David.

Tracklist:
From a Page – Studio Tracks Plus
01. To The Moment (6:13)
02. Words On A Page (6:21)
03. From The Turn Of A Card (3:27)
04. The Gift Of Love (9:57)
In the presente Live From Lyon
05. Siberian Khatru (Live From Lyon) (10:40)
06. I've Seen All Good People (Live From Lyon) (7:17)
07. Tempus Fugit (Live From Lyon) (6:06)
08. Onward (Live From Lyon) (4:38)
09. Astral Traveller (Live From Lyon) (8:49)
10. Yours Is No Disgrace (Live From Lyon) (13:23)
11. And You And I (Live From Lyon) (11:28)
12. Corkscrew (Live From Lyon) (3:42)
13. Second Initial (Live From Lyon) (3:19)
14. Owner of a Lonely Heart (Live From Lyon) (6:06)
15. South Side of the Sky (Live From Lyon) (10:44)
16. Machine Messiah (Live From Lyon) (11:42)
17. Heart of the Sunrise (Live From Lyon) (11:43)
18. Roundabout (Live From Lyon) (9:35)
19. Starship Trooper (Live From Lyon) (13:08)

1 de abr. de 2018

YES - Fly From Here: Return Trip - 2018

Para comemorar os cinquenta anos de vida do YES, os membros remanescentes resolveram reeditar o álbum, “Fly From Here”, agora com Trevor Horn nos vocais em substituição a Benoit David, aproveitando para realizar uma sutil, mas perceptível remixada nas músicas, reforçando um ou outro instrumento, bem como equalizando os vocais de fundo e incrementando alguns sons inexistentes da primeira versão, coisa que pode ser percebida com um pouco de atenção.

Se havia ainda alguma dúvida que "Fly From Here" era a segunda temporada de "Drama", com este novo cenário, mais amplo e de certo modo mais sereno, todas as dúvidas são dirimidas tornando a experiência de voltar a ouvir este álbum, muitíssimo agradável.

A música “Hour Our Need”, retorna em uma versão estendida, e digamos assim, mais completa e requintada, não requentada, agregando valor estético a composição e como não poderia deixar de ser, uma música inédita foi inserida nesta reedição, “Don’t Take No for An Answer”, bem graciosa e um tanto “dramática”, mas isso faz parte da segunda temporada de "Drama".



Usando alguns dos poucos neurônios que ainda restam no meu velho cérebro, chego a brilhante conclusão que desde a primeira versão de “Fly From Here”, suas músicas foram feitas exclusivamente para a dupla Downes e Horn e não para um esforçadíssimo Benoit David se esgoelar até ficar sem sua voz, que era muito boa, mas não resistente o bastante para trazer o legado da voz de Jon Anderson, esse sim, insubstituível.

Na voz de Trevor Horn as músicas estão mais fluidas e cristalinas e Geoff Downes pode surfar em seus teclados em mar de almirante, sem ter que se preocupar com o estigma de ser o substituto de Rick Wakeman, Patrick Moraz e de Tony Banks que representam eras bem distintas, o que certamente é um problema na vida de qualquer um que tenha que ocupar esta posição.

Fato interessante é que a capa do álbum também sofreu sua mixagem, pois além do fundo e do entorno que muda um pouco, os pássaros da capa da primeira versão, foram substituídos por uma espécie de cabrito montanhês e confesso que fiquei sem entender essa mudança, pois os pássaros estavam mais em consonância com o título do álbum do que um cabrito, mas isso pouco importa, pois é coisa de quem não tem mais o que fazer. 
  



Resumindo este imbróglio todo, se a versão anterior já era muito boa, esta beira a perfeição, tanto por sua nova mixagem, bem como pela inserção de nova voz, fechando um ciclo muito rico na vida do Yes.

Portanto comemorar os cinquenta anos de trabalho quase ininterrupto com este álbum, foi certamente uma boa escolha, mesmo porque qualquer tentativa de reeditar algum dos álbuns dos anos setenta seria uma tragédia anunciada com a atual formação do Yes e com isso, chega-se também a conclusão que houve bom senso entre os músicos. Que bom!!!!

UMA FELIZ PÁSCOA À TODOS!!!!!


YES
Trevor Horn: Vocals
Steve Howe: Guitar
Chris Squire: Bass
Geoff Downes: Keyboards
Alan White: Drums

Tracks:
01. “Fly From Here – Overture”
02. “Fly From Here Pt 1 – We Can Fly”
03. “Fly From Here Pt 2 – Sad Night at the Airfield”
04. “Fly From Here Pt 3 – Madman at the Screens”
05. “Fly From Here Pt 4 – Bumpy Ride”
06. “Fly From Here Pt 5 – We Can Fly (Reprise)”
07. “The Man You Always Wanted Me to Be”
08. “Life on a Film Set”
09. “Hour of Need”
10. “Solitaire”
11. “Don’t Take No for An Answer”
12. “Into the Storm”

LINK


7 de mar. de 2018

YES - "Tales From Long Forgotten Yesterdays" -1974

Tem muito tempo que não pinta um álbum do “Yes” por aqui, mas garanto que esta demora vai valer a pena, pois fuçando aqui e ali na internet, acabei encontrando, uma raridade de show, pois tem o  álbum,“Tales From Topographic Oceans” na íntegra, gravado em fevereiro de 1974, no “Nassau Veterans Memorial Coliseum” em Nova York, USA. 

Entendo que tem muita gente que não gosta do “Tales......”, mas por outro lado reconheço que não é um álbum muito fácil de escutar, apesar de que no meu caso foi “amor à primeira vista” e eu não me canso de escutá-lo e quando surge uma gravação que pode trazer algo de novo, porque não compartilha-lo? 

Como se não bastasse, tem também a integra do álbum “Close to the Edge” e para fechar o concerto, a música “Roundabout”, e como não poderia deixar de ser, a música de abertura que parece que foi feita sob medida para a banda, a não menos legendária, “Firebird Suite” de Igor Stravinski, feita no inicio do século 20, por volta de 1910. 


Ela se emenda a "Siberian Khatru", ou melhor, "Siberian Khatru" é que se emenda a ela elevando o clímax do início concerto de rock na estratosfera, e quem já teve a oportunidade sentir isso pessoalmente, como eu tive, é indescritível a sensação e não se esquece nunca mais. 

Dai para frente, para quem é amante da banda, é só alegria, pois é uma explosão de virtuosismo coletivo, sem exceções, mostrando a quem quer que seja, o poder da música do "Yes" de forma avassaladora, talvez em seu momento mais criativo se levarmos em conta o que já haviam produzido até então, considerando seus últimos quatro trabalhos, “Tales From.....”, “Close to the Edge”, “Fragile” e “Yes Album”, se quer poderíamos imaginar que em um futuro próximo a este concerto , eles produziriam um álbum como o “Relayer”. Isso é que é o "Yes"

A gravação não é das melhores, mas está originariamente gravado em “Flac” o que já ajuda um pouco, mas o mais importante é seu conteúdo, sem duvidas um documento Histórico, portanto, só resta desejar a todos uma boa audição.

Lineup :
Jon Anderson    (Vocals)
Steve Howe       (Guitars)
Chris Squire      (Bass)
Rick Wakeman  (Keyboards)
Alan White        (Drums)


Tracks:Disc 1:
1.01 Firebird Suite (3.00)
1.02 Siberian Khatru (9.59)
1.03 And You And I (10.40)
1.04 Close To The Edge (19.58)
1.05 Album Introduction by Jon Anderson (0.42)
1.06 The Revealing Science Of God (part 1) (2.36)
1.07 The Revealing Science Of God (part 2) (17.33)

Disc 2:
2.01 Comments by Jon Anderson (0.44)
2.02 The Remembering (23.46)
2.03 The Ancient (part 1) (4.44)
2.04 The Ancient (part 2) (16.14)
2.05 Ritual (22.00)
2.06 Roundabout (8.19)



1 de nov. de 2016

ARW - "Live at Oakdale Theater " - 21-10-2016

É um Yes II??, não, não é, é o ARW, Anderson, Rabin e Wakeman, tocando alguns sucessos do legendário, primeiro e único Yes e como não poderia deixar de ser, a alma e a coluna dorsal da banda falaram muito mais alto aqui nesta versão do que o próprio Yes de hoje em dia, totalmente desfigurado e lento.

Não é uma desfeita, é uma realidade que assombra o Yes há muito tempo, talvez desde a época da entrada de Benoit David no Yes, um excelente vocalista que ao substituir Jon Anderson não aguentou o tranco e perdeu a voz, sendo substituído em seguida por Jon Davison, outro grande vocalista, mas sem o mesmo carisma do “Jon” original, pois infelizmente, Jon Anderson é insubstituível quando o negócio é cantar as músicas do Yes, levando-se em conta que  foram feitas especialmente para ele, com um timbre vocal inigualável e as músicas sentem a falta da presença dele e isto para mim é um fato.

Jon Anderson
Fora esses problemas, o Yes sofreu outra perda irreparável, com a passagem para um plano superior de Chris Squire, outro gênio da banda, uma figura carismática e querida por todos, talvez o maior baixista de todos os tempos que o rock já viu e provavelmente verá.

Chris Squire
Alan White, com problemas na coluna, é uma baixa temporária, foi submetido a uma cirurgia e está fora de combate por algum tempo, sendo substituído por Jay Schellen, que confesso que não o conheço, mas se foi convocado, no mínimo deve ser muito bom.

Alan White
Geoff Downes é um puta de um tecladista, e não há dúvidas quanto a isso, mas Rick Wakeman é um problemão na vida de qualquer um que for substituí-lo, seja por questões técnicas na escolha do equipamento e/ou principalmente pelo seu jeito peculiar de empunhar suas mãos ao teclado e fazer coisas difíceis de acreditar que um ser humano normal possa fazer, pois esses fenômenos só percebo quando ele está à frente dos teclados.

Rick Wakeman
Portanto, o Yes que hoje se apresenta, conta apenas com Steve Howe em sua formação, um verdadeiro Deus da guitarra, inimitável, entretanto, no infinito universo do Yes, um único Deus é muito pouco para manter de pé a estrutura de um Olimpo.

Steve Howe
Apesar de todo o esforço da banda, hoje quando escuto qualquer música com a atual formação, a impressão que tenho, com todo o respeito, é que estou escutando um cover do Yes e isso me provoca uma sensação de frustação muito grande, pois não consigo perceber o Yes em cena, o que uma lástima, pois o Yes é um ponto fora da curva, uma singularidade muito difícil de ser alcançada.

ARW
Eu estava morrendo de medo do que eu poderia escutar e sentir ao ouvir alguma música do ARW, mas para minha surpresa, aliás gratíssima surpresa, eu escutei e senti verdadeiramente o Yes, só que com outro nome, outros muito bons músicos (Lee Pomeroy e Lou Molino III), além de Anderson e Wakeman e supreendentemente, Trevor Rabin, muito melhor do que já tinha sido em sua passagem pelo Yes nos anos noventa.

ARW
Para mim não resta dúvidas que o cérebro e a coluna da banda, estão aqui e não no próprio Yes, infelizmente, pois a presença de tudo que envolve a magia da música do Yes está aqui, mesmo faltando a presença de Squire (in memoriam), Howe e White, que não só fazem parte dessa rara energia musical, mas são figuras incrivelmente necessárias ao visual da banda, que não vive só da música, mas também vive da presença destes incríveis músicos que quando juntos, são simplesmente inigualáveis.

A ruptura que existe hoje no Yes, só diminui, não acrescenta nada, divide forças musicais, onde na realidade todos sem exceção saem perdendo, pois perdem os músicos, nós os fãs perdemos, a história da música também perde, pois ficamos com uma imagem de fim de carreira muito deturpada e não condizente com tudo o que fizeram no passado.

Propositadamente não teci nenhum comentário a respeito do álbum em questão, em respeito a quem ainda vai escutá-lo, preferindo me ater a questões mais filosóficas do que conceituais e técnicas, bem como também, porque não há registro de nenhuma novidade musical, sendo todas as músicas de conhecimento público, portanto resta apenas o convite à audição deste bootleg.


ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

AWR
Jon Anderson - vocals, percussion, harp
Trevor Rabin - guitar, vocals
Rick Wakeman - keyboards
Lee Pomeroy - bass, vocals
Lou Molino III - drums, vocals

Tracks:
01. Cinema
02. Perpetual Change
03. Hold On
04. I've Seen All Good People
05. Lift Me Up
06. And You And I
07. Rhythm Of Love
08. Heart Of The Sunrise
09. Long Distance Runaround
10. The Meeting
11. Awaken
12. Owner Of A Lonely Heart
13. Roundaboud

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16 de fev. de 2015

V. A. - “The Many Faces of Yes..... A Journey Through The Inner World of Yes” - 2014

YES, eu não curto carnaval!!! Mas nada contra com quem curte, pois afinal de contas, a tribuna aqui é livre e cada um faz o que quer!!! E por falar em Yes, existe uma coleção musical intitulada, “Many Faces Of.....”, que já fez o favor de homenagear o Pink Floyd, Deep Purple, Ozzy Osborne, Led Zeppelin e agora, chegou a vez do Yes com o lançamento do álbum, “The Many Faces of Yes..... A Journey Through The Inner World Of Yes”.

Muito legal essa compilação, que é feita a partir extrações do álbum, “The BBC Sessions”, com os primórdios musicais da banda, com os projetos pessoais de seus músicos antes e/ou depois do YES (... só estranhei a falta de algum material de Jon Anderson...) e também com covers do "Pink Floyd", "Genesis" e pasmem, até do “Boston”, com seu principal hino, “More than a feeling”, no mínimo, um fato inusitado.


No primeiro CD, temos a integra do álbum, “The BBC Sessions”, com músicas dos álbuns de 1969 e 1970, respectivamente, “YES” e “Time And Word”, que naquela época, já indicavam o futuro promissor que a banda teria na década de setenta e por seu grande legado, permitiria que mais de quatro décadas após, ainda estivesse “NO AR”, mesmo com todos os problemas que muito bem conhecemos.

Destaco a coragem do Yes em utilizar uma música emblemática, como, ”Every Little Thing” dos “Beatles”, imprimindo a sua marc e criando uma nova leitura, sem se preocupar com sua origem, que talvez tenha o mais forte e importante “pedigree musical” de todos os tempos da história da música contemporânea. 

Não satisfeitos fizeram o mesmo com a música, “No Opportunity Necessary, No Experience Needed”, composta originariamente por “Richie Havens”, um dos músicos mais influentes e atuantes da “Folk Music” que encantou o mundo com sua participação na abertura do “Festival de Woodstock”, estando em cena até abril de 2013 quando de seu falecimento.

As demais músicas são clássicos imortalizados que a própria história já se encarregou de dar o tratamento devido, portanto, apenas para destacar, vamos lembrar-nos de “Dear Father”, “Sweet Dreams”, “Astral Treveller” e “Then”

Chegando ao segundo CD, “Projets Before and After Yes”, temos uma miscelânea musical, composta por diversas influências que necessariamente não tem ligação direta com a música do Yes, o que torna esta parte do projeto muito interessante.

Bandas como o “The Buggles” de “Geoff Downes e Trevor Horn”, “Flash” que conta com a participação “Peter Banks”, “The Syn” com Chris Squire, contribuem com musicas mais tendentes ao Pop, mas com um tratamento sofisticado em suas composições.

Por outro lado, Rick Wakeman aparece com musicas do Yes e uma única música autoral, a legendária, “Catherine Howard”, mas faço questão de destacar em especial a música, “The Revealing Silence Of God”, do não menos legendário álbum, “Tales From Topographic Oceans”, o estopim de sua primeira saída da banda, que talvez em sua própria época não tenha sido compreendido por ele, mas que anos depois teve o seu devido reconhecimento, aqui registrado.

As músicas “América” e “Long Distance Runaround” também estão sob a batuta de Rick Wakeman, assim como o “Asia” se fez presente com as músicas, “Here Comes The Feeling” e “Sole Survivor”, verdadeiros clássicos da banda e leais representantes do rock progressivo dos anos oitenta.

Finalmente chegando ao terceiro CD, “Playin Their Favourite Songs”, temos como principal homenageado, o "Pink Floyd", com peças de “The Dark Side Of The Moon” e “The wall” extraídas de diversos álbuns tributo à banda, bem como uma faixa dedicada ao “Genesis”, com a música “Los Endos” (sensacional), com participação de “Patrick Moraz” e outra dedicada ao “Boston” com a música, “More than a feeling”, que contou com a participação de “Alan White” e “Tony Kaye”.

Resumindo, tem música suficiente para agradar a Gregos e Troianos, pois há uma grande diversidade musical nesta compilação, portanto, como de costume, fica o meu convite à audição deste álbum triplo que tem fortes convicções para divertir e entreter, em meio às comemorações carnavalescas.


ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!


Tracks:

CD1 - The BBC Sessions01. Then (4:19)
02. Sweet Dreams (3:27)
03. Looking Around (3:40)
04. No Opportunity Necessary, No Experience Needed (4:16)
05. Everydays (5:54)
06. Astral Traveller (5:47)
07. Every Little Thing (6:38 )
08. Sweetness (4:14)
09. Something's Coming (7:39)
10. Dear Father (5:34)
11. For Everyone (4:36)

CD2 - Projects Before and After Yes
01. Rick Wakeman — Catherine Howard (9:14)
02. Flash — Lifetime (10:07)
03. Syn — Flowerman (2:34)
04. Peter Banks — Last Eclipse (2:27)
05. Rick Wakeman — The Revealing Silence Of God (7:57)
06. Syn — 14 Hour Technicolour Dream (2:57)
07. Flash — Monday Morning Eyes (5:12)
08. Rick Wakeman — Long Distance Runaround (3:25)
09. Asia — Sole Survivor (6:16)
10. Rick Wakeman — America (10:00)
11. Asia — Here Comes The Feeling (5:26)
12. Buggles — Video Killed The Radio Star (3:21)

CD3 - Playin' Their Favourite Songs
01. Breathe (4:41)
02. Money (6:22)
03. Brain Damage (3:28 )
04. Comfortably Numb (6:52)
05. The Great Gig In The Sky (4:39)
06. In The Flesh? (3:04)
07. Los Endos (5:59)
08. Us And Them (7:34)
09. On The Run (3:16)
10. Goodbye Blue Sky (2:41)
11. Eclipse (1:49)
12. More Than A Feeling (4:39)


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5 de jan. de 2015

YES - "Like It Is - Yes at the Bristol Hippodrome" - 2014

Passada a ressaca das festas de Ano Novo, novos projetos vão surgindo, a mente fica aberta para novas experiências, portanto, vamos encarar logo na primeira resenha do ano, um leão, que só por sua raça merece respeito, mas principalmente por seu nome, “Yes” e por que ele tem uma nação de seguidores fanáticos (no bom sentido) da qual eu faço parte, então todo cuidado é pouco na hora dos comentários.

Para hoje temos o álbum, “Like It Is - Yes at the Bristol Hippodrome”, lançado no final de 2014, com a íntegra dos álbuns, “Going For The One” e “Yes Album”, aliás, duas excelentes escolhas, mas confesso que fiquei intrigado com a ausência do álbum, "Close to Edge" que fazia parte desta turnê, bem como a apresentação de alguma música de seu mais recente álbum de estúdio, “Heaven & Earth”.

Não que eu quisesse escutar alguma música deste novo álbum, mas que é estranho é, pois em geral as bandas sempre experimentam alguma faixa para sentir a receptividade de um novo trabalho e também pela proximidade de seu lançamento que aconteceria pouquíssimos meses depois deste show, mas de todo modo, este novo álbum (ao vivo) tem alguns momentos interessantes que nos remetem ao passado brilhante que tão bem foi construído.

Entretanto tem uma coisa que me incomodou muito, pois ao que parece, algumas músicas se apresentaram em um compasso mais lento que o normal, então para quem acompanha a banda há muito tempo (no meu caso desde a década de setenta) e com essas músicas muito bem sedimentadas no meu consciente musical, soa um tanto estranho esta baixa velocidade.

A rigor as músicas apresentadas foram executadas de forma estritamente protocolar, sem brilhantismo, o que me leva há fazer algumas reflexões, pois se são facilmente perceptíveis algumas diferenças no modo de interpretar estas músicas, será que isto acontece por causa direta da nova formação, e ai leia-se a entrada de , Geoff Downes e Jon Davison ou se os músicos remanescentes da formação clássica, que já estão com idade avançada, perto da casa dos setenta anos (o que não é problema algum) e a destreza e a concentração já não são os mesmos ou se simplesmente estão de saco cheio de se apresentar e por conta disto estão mais lentos mesmo???? Ou mesmo as duas afirmações em conjunto????  Ou nenhuma das afirmações anteriores e seja qualquer outro fenômeno que ainda não tenhamos percebido????  Que coisa complicada!!!

Isto tudo me leva a outra reflexão, um pouco mais séria e profunda sobre o tema, “Quando é o momento certo para parar?”, pois realmente é um momento muito difícil e complexo de ser analisado e depurado para uma posterior tomada de decisão, que não só mexe com os envolvidos diretos por conta de questões pessoais, filosóficas e comerciais, mas no caso de uma banda de rock, envolve também o emocional dos ardorosos fãs, que no caso do Yes, não são poucos e só em pensar nesta possibilidade, confesso que dá certa depressão.

Acredito que estas reflexões são válidas e pertinentes, pois após mais de quatro décadas de serviços prestados em nome da música, os sinais de cansaço da banda são perceptíveis, o que é muito natural e com certeza os fãs da banda desejam um final digno e a altura da grandeza que o Yes atingiu ao longo de sua brilhante trajetória, portanto só nos resta esperar que com sabedoria os músicos encontrem o melhor momento para encerrar suas atividades.

Cabe ressaltar que nos últimos tempos, talvez esta seja a melhor formação que o Yes teve, pois a evolução técnica de Geoff Downes é surpreendente  e o seu esforço para ocupar a posição de Rick Wakeman é evidente e ao jovem vocalista, Jon Davison, coube a não menos difícil tarefa de ocupar a posição de Jon Anderson e dentro de seus limites, está fazendo um trabalho muito digno e consistente.

Os demais músicos dispensam qualquer tipo de comentários por razões obvias e se estão um pouco mais lentos ou não, isso pouco importa, pois já fazem parte da história do rock, portanto fica o convite para a audição do álbum, “Like It Is - Yes at the Bristol Hippodrome”.

RECOMENDADO!!!!

Musicians
Steve Howe / Electric Guitar, Acoustic & Steel Guitars, Backing Vocals
Chris Squire / Bass Guitar, Backing Vocals
Alan White / Drums, Percussion
Geoff Downes / Keyboards, Computer Programming
Jon Davison / Lead & Backing Vocals, Acoustic Guitar


Tracks:
CD 1:

01. Going for the One
02. Turn of the Century
03. Parallels
04. Wonderous Stories
05. Awaken
CD 2:
01. Yours Is No Disgrace
02. Clap
03. Starship Trooper
04. I've Seen All Good People
05. A Venture
06. Perpetual Change




26 de jun. de 2014

YES - "Heaven & Earth" - 2014


Só mesmo o YES para tirar exílio e me fazer voltar a escrever, uma vez que acaba de lançar mais um álbum de estúdio, intitulado “Heaven & Earth”, com a capa desenhada pelo mago do design, Roger Dean, que já está disponível em alguns blogs e agora o faço por aqui, com certo receio, pois ela será elaborada apenas com a primeira impressão de uma única audição, que na verdade, é a que realmente fica.

Interessante, pois desde a entrada de Jon Davison em substituição a Benoit David, eu devo ter escutado uma ou duas músicas do YES com o novo vocalista, até mesmo por preconceito, mas principalmente pela palidez que uma legenda tão importante como YES estava se encontrando ao final da turnê de divulgação de “Fly From Here” que não foi um mau álbum.

Jon Davison
“Heaven & Earth”, surpreendeu ao remeter a uma situação que para mim a principio era irreversível, eu explico, pois seus músicos veteranos, Chris, Howe e White, apresentavam visíveis sinais de cansaço, melhor dizendo, falta de saco mesmo para tocar suas músicas novas e até mesmo as antigas, executando-as de forma burocrática e protocolar, o que me deixava muito incomodado em ver a decadência da banda.

Desta vez, algo inesperado aconteceu, mas não esperem que tenha sido algum milagre e que “Heaven & Earth” seja um revival de um “Fragile” ou coisa parecida, pois não é mesmo, mas é possível sentir certa alegria, leia-se "TESÂO", por parte dos músicos com este trabalho que de certo modo tira a banda do marasmo reinante que há muito tempo os assolava.

Jon Davison tem a seu favor o fato de ter talento e uma personalidade forte o suficiente para fugir dos falsetes vocais, afim de, igualar a sua voz a de Jon Anderson, o que seria uma estupidez sem tamanho, pois tendo como exemplo o que aconteceu com Benoit David que ousou além de suas possibilidades e detonou suas cordas vocais.

Geoff Downes
Geoff Downes têm um estilo musical completamente diferente de seus antecessores, inclusive preferindo o que há de mais moderno e sofisticado em termos de equipamentos e programação, entretanto, neste trabalho ele se mostrou bem mais sinérgico em relação ao grupo e ao espírito da banda, fazendo uma boa integração entre o vocal de Jon Davison e às cordas de Steve Howe, arriscando até alguns solos interessantes, como por exemplo, o que há na música, “Step Beyond”.

Em geral o álbum mostra consistência em sua proposta temática em todas as suas oito músicas, que aparentemente estão entrelaçadas contando uma história que ainda não tive tempo de traduzir para ter realmente certeza do que estou dizendo, lembrando que este álbum só foi escutado uma única vez até este momento.

Classificá-lo musicalmente agora não seria conveniente e um tanto imprudente de minha parte, mas acredito que ele possa estar inserido em uma nova linhagem progressiva do século 21, menos densa e até por conta disto, mais humana, portanto, esta missão é solitária e intransferível, cabendo a cada um que escutá-lo tirar suas próprias conclusões. 

De todo modo um novo álbum do YES é sempre uma boa notícia, um alento em tempos musicais tão sombrios, mesmo ele tendo a supressão da presença de Jon Anderson e Rick Wakeman que são duas entidades humanas que fazem parte de uma esfera musical superior que vai além de uma simples explicação, então, fica o convite a todos a experimentarem o mais novo trabalho do YES.

APRECIÁVEL!!!!

YES:
Steve Howe / Electric Guitar, Acoustic & Steel Guitars, Backing Vocals
Chris Squire / Bass Guitar, Backing Vocals
Alan White / Drums, Percussion
Geoff Downes / Keyboards, Computer Programming
Jon Davison / Lead & Backing Vocals, Acoustic Guitar on tracks 1, 4 & 6



TRACKS:
01 – Believe Again (Davison/Howe)
02 – The Game (Squire/Davison/Johnson)
03 – Step Beyond (Howe/Davison)
04 – To Ascend (Davison/White)
05 – In A World Of Our Own (Davison/Squire)
06 – Light Of The Ages (Davison)
07 – It Was All We Knew (Howe)
08 – Subway Walls (Davison/Downes)




30 de mai. de 2014

YES - "Captured Live!" - 1984

Eu passei um bom tempo torcendo o nariz para o álbum, “90125” do YES, quando de seu lançamento em 1983, mas hoje em dia quando o escuto, sou obrigado a concordar que eles estavam com a razão naquela época.

O álbum “Drama” anterior ao álbum “90125”, apesar de ser um bom trabalho, a rigor foi um desastre mercadológico em todos os sentidos por conta da ausência de Jon Anderson e Rick Wakeman que haviam sido substituídos por duas figurinhas, bem anos oitenta, no caso, Trevor Horn e Geoff Downes, aliás, excelentes músicos.

O fato é que isso contribuiu fortemente para um hiato de uns três anos até a banda se reunir e chegar a “90125”, uma vez que o álbum anterior foi muito mal interpretado pela crítica e por grande parte de seus fãs, tendo o seu valor reconhecido muito tempo depois, inclusive por mim.

Queiram ou não, o álbum “90125”, fez a banda ressurgir das cinzas totalmente renovada em seu "core" musical , mas o principal é que ela estava de volta à cena, contando com o retorno de Jon Anderson nos vocais e com um reforço extra, com a presença de Travor Rabin, um conceituado guitarrista que ainda por cima cantava muito bem, em substituição a Steve Howe que só retornaria a banda somente no final de 1989 para o inicio das gravações do álbum "Union" que só foi lançado em abril de 1991. 

A renovação foi tanta, que teve até música (leia-se: Owner of a Lonely Heart) estourando nas rádios FM’s  em todo o planeta, bem como atingindo índices de popularidade nunca alcançados nas paradas de sucesso dos EUA, vendendo mais de três milhões de cópias, com direito a apariçôes na MTV, premiação no Grammy para a música "Cinema" e tudo mais.

Portanto, a conclusão que se chega é que eles estavam certos para aquele momento, independente do desejo e da vontade dos fãs mais Xiitas que na verdade gostariam de ver no máximo umas quatro ou cinco músicas com maior duração e com bastante exibicionismo instrumental, ao contrário das nove músicas de menor duração, mais simples de se escutar e com uma batida bem mais pop para atender as necessidades da nova ordem musical que imperava nos anos oitenta.

Quando eu escutei o álbum pela primeira vez, fiquei muito puto, pois como me situava mais próximo da ala clássico-conservadora da banda, aquelas “musiquetas” dançantes nem por decreto conseguiam preencher o vazio musical de meu cérebro, que aos 22 anos de idade era um vazio só, entretanto, com o passar do tempo e raiva diminuindo, algumas músicas começaram a ganhar espaço, como “Changes”, ”Hearts”, a instrumental “Cinema” e “Hold on”, que realmente são muito boas músicas.

Enquanto o novo álbum de estúdio do YES que está no forno, mais uma vez sem a presença de Jon Anderson e Rick Wakeman, provavelmente intitulado “Heaven and Earth” como sugere a imagem ao lado, com lançamento previsto para as próximas semanas, vamos nos contentando com o álbum, “Captured Live!”.

Este álbum é uma audição quase que na íntegra de “90125”, faltando apenas a música “Hearts” e que ainda nos brinda com alguns grandes sucessos do passado progressivo da banda, como as músicas “Soon”; “Yours Is No Disgrace” e “Starship Trooper”.

Esta gravação data de 24 de junho de 1984, feita no “Westfalenhalle Arena”, em Dortmund na Alemanha, sendo que posteriormente transformou-se em um álbum em "vinil" e que foi transmitido via rádio FM em 27 de agosto do mesmo ano para o público americano, pela rádio "RKO", ou seja, mais um feito a ser creditado na conta de “90125”.

Não cabe nenhum comentário a respeito dos músicos ou mesmo das músicas, pois são de conhecimento público, cabendo apenas recomendar a audição deste álbum que é o registro marcante de uma época. 


ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Yes:
Jon Anderson – vocals
Tony Kaye – keyboards
Trevor Rabin – guitars, vocals, additional keyboards
Chris Squire – bass, vocals
Alan White – drums, percussion, backing vocals

Tracks:
01. Intro
02. Cinema
03. Leave It
04. Yours Is No Disgrace
05. Owner of a Lonely Heart
06. It Can Happen
07. Hold On
08. Changes
09. Soon
10. City of Love
11. Bass Solo
12. Starship Trooper

LINK

1 de set. de 2013

YES - "Cruise To The Edge" - 2013

A resenha anterior a esta, também com o Yes, era o motivo que eu precisava para fazer um link do passado com o tenebroso presente que ronda uma das bandas mais queridas do universo progressivo, basta escutar o bootleg que foi postado e diversos questionamentos vão surgir naturalmente.

A impressão que dá, é que todo artista ou banda que passa a realizar seus shows em navios está chegando perto do fim, vide Roberto Carlos, Roupa Nova e Cia.... aqui no Brasil e agora, pasmem, chegou a vez do Yes, com o seu, “CRUISE OF THE EDGE”, que numa tradução bem tosca e mal intencionada, poderia ficar assim: “Cruzeiro para o abismo”, entretanto, considero mais apropriado e produtivo, tentar encontrar algumas respostas nesta iniciativa.

Não só o Yes, mas outras bandas e nomes importantes da música, como Carl Palmer, Tangerine Dream, Saga, Ambrosia, Nektar, Zebra, Glass Hammer e outros, embarcaram no MSC Poesia, em março deste ano e navegaram entre Georgetown, Grand Cayman, Ocho Rios e Jamaica, apresentando seus shows de rock, ao invés dos tradicionais shows da Broadway que acontecem sempre após o jantar.


A rigor, nada contra esta iniciativa e confesso que se pudesse, gostaria muito de estar lá para assistir todas essas bandas que eu adoro, mas a questão principal é o atual estado do Yes, pois por mais que os músicos se esforcem em fazer o melhor, tanto os originais, quanto as pseudo clones, substitutos de Rick Wakeman e Jon Anderson, fica claro e evidente que a música do Yes sem a magia que lhe é peculiar, não funciona, e com isto, Steve Howe, Alan White e Chris Squire perdem o brilho, a força e até a paixão que tem por sua própria música, pois não há a química necessária para a música ganhar corpo, abrir as asas e decolar para uma viagem.

Benoit David
Que fique muito claro que tanto Geoff Downes como Jon Davison, coitados, não são culpados de absolutamente nada de ruim que possa estar acontecendo com a imagem da banda, alias, são vitimas de uma situação criada pelos membros remanescentes em continuar insistindo em um projeto que não tem lastro e nem sustentação, pois não tem mais alma (Jon Anderson) e perderam sua espinha dorsal (Rick Wakeman), portanto, o que se escuta e para alguns poucos privilegiados, o que se vê, nem de longe se parece com o que foi o Yes e o que ele realmente representa.

Esses dois aí em cima não são as únicas vítimas, pois Benoit David que até fez parte do último álbum de estúdio, “Fly From Here”, foi consumido pela entidade “Yes”, que está acima de qualquer um e é implacável, praticamente acabou com sua bela voz, que foi forçada ao extremo para chegar até onde Jon Anderson naturalmente chegava.

MSC Poesia
Escutando esta gravação, logicamente as músicas não são mal executadas e nem poderia ser diferente, entretanto, elas são executadas burocraticamente para cumprir tabela, digo, partitura, portanto, não tem vida, não tem vibração, não reverberam e consequentemente não empolgam nem quem está escutando uma dessas músicas pela primeira vez, então, para quem acompanha a banda desde seu início, é muito triste o que se escuta.

O objetivo desta resenha não é desmerecer o trabalho ou qualquer músico envolvido neste atual projeto do Yes, pois todos sem exceção são merecedores de todo o nosso carinho e respeito, pois são grandes músicos que ao longo de suas carreiras contribuíram de forma marcante e incontestável, portanto contra fatos, não há argumerntos. 

Entretanto, o objetivo é o de se levantar a questão de quando é a hora de parar com dignidade ou mesmo mudar radicalmente o rumo dos acontecimentos, criando novos conceitos e em decorrência disso, gerar uma nova música, mais atraente e sem o peso de um passado glorioso que realmente cobra um alto tributo por conta disto.

Um ponto importante e que não podemos nos esquecer de que o tempo não para, e em algum momento o peso da idade também cobra seus tributos, então, só por exemplo, aquela mão super ágil dos anos setenta, não responde mais na velocidade que o cérebro exige e para a música do Yes, isto pode causar algum embaraço e desconforto momentâneo que pode botar tudo a perder.

Além disso, tocar incansavelmente as mesmas músicas a pelo menos umas quatro décadas, exige uma disciplina e dose de paciência muito grande e associada a rotina, essa situação pode tornar as coisas um tanto mecânicas e perigosas para uma música tão exigente que é escutada por pessoas não menos exigentes. Pensemos nisto!!!

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

YES:
Steve Howe: Guitar, vocals
Chris Squire: Bass, harmonica, vocals
Alan White: Drums
Geoff Downes: Keyboards
Jon Davison: Lead vocals

Tracks:
01 Firebird Suite
02 Close To The Edge
03 And You And I
04 Siberian Khatru
05 Yours Is No Disgrace
06 Clap
07 Starship Trooper
08 I've Seen All Good People
09 A Venture
10 Perpetual Change/Roundabout


NEW LINK


29 de ago. de 2013

GENTLE GIANT & YES - "Live At PNE Coliseum - Vancouver" - 1976

Gentle Giant & Yes juntos em uma única apresentação, é um presente dos Deuses da música que só poderia acontecer mesmo nos anos de ouro do rock, claro, os eternos anos setenta, com toda a sua magia e misticismo.

As bandas que são representantes de um mesmo movimento musical atuam de forma diametralmente opostas, obtendo cada uma a sua maneira, um resultado surpreendentemente positivo, portanto, ficamos diante de uma apresentação especialíssima e rara de acontecer. 

Este show aconteceu no PNE Coliseum, em Vancouver, Columbia Britânica, Canada em julho de 1976 e o show  foi aberto com a presença do Gentle Giant no palco, apresentando seus grandes sucessos como, Just the Same, Proclamation, Free Hands, Octopus e dando uma mostra do que seria o álbum “Interview” com a música “I lost My Head”.

O Gentle Giant tem seu merecido reconhecimento, principalmente por seu estilo único em utilizar tons desarmônicos ao compor suas músicas e também por reunir músicos tão ecléticos e refinados como os irmãos Shulman, Derek e Ray, bem como Kerry Minear, Gary Green e John Weathers, presentes neste bootleg, mas lembrando de que também passaram pela banda, Phil Shulman, Martin Smith e Malcolm Mortimore.

Infelizmente estiveram em atividade apenas entre os anos de 1970 até 1980, produzindo onze álbuns de estúdio, dezoito álbuns de shows que foram sendo lançados a partir de 1977, com o legendário “Playing the Fool” e os demais até 2009, bem como sete coletâneas contendo seus melhores trabalhos.

Quanto a este show, como sempre tiveram uma apresentação impecável e bem humorada, aliás, outra marca registrada da banda, que prima por shows bem dinâmicos e divertidos para o deleite de  sua não menos eclética legião de fãs.

Na sequência, vem o Yes, carregado de toda a sua força e magia, mesmo sem a presença de Rick Wakeman que a esta altura estava em turnê solo e tinha sido substituído pelo franco-suíço, Patrick Moraz, que teve participação fundamental em um dos álbuns mais aclamados da banda, “Relayer”, que havia sido lançado em 1974, sendo ele o único músico que conseguiu suprir a falta de Rick Wakeman no comando dos teclados do Yes.

Nesta apresentação, temos praticamente todas as peças de “Relayer”, inclusas, com a exceção de “To be over”, mas curiosamente, “Ritual”, peça importante de “Tales From Topographics Oceans” está inclusa na íntegra e por sinal muito bem executada, assim como Siberian Khatru, I've Seen All Good People, Heart Of The Sunrise, Long Distance Runaround e solos de Patrick Moraz, Jon Anderson e Steve Howe.

Comentários sobre shows do Yes nos anos setenta são totalmente desnecessários e sem sentido, pois não há mais o que dizer a respeito por razões óbvias, entretanto, este show em particular, será a ligação e o motivo necessário para justificar a próxima postagem de um bootleg do Yes, pois mesmo desfalcado de um músico de peso como Rick Wakeman, a magia e o poder de atração da música não se perderam, pois havia sinergia entre os músicos, portanto, este álbum certamente é um grande convite ao contato com a música do Yes em um de seus melhores momentos.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Gentle Giant:
Gary Green / guitars
Kerry Minnear / keyboards
Derek Shulman / vocals, saxes
Ray Shulman / bass, violin
John Weathers / drums

Yes:
Jon Anderson / vocals
Chris Squire / bass and vocals
Patrick Moraz / keyboards
Alan White / drums
Steve Howe / guitars and vocals


Tracks:
CD 1 (Gentle Giant) 
01 Just The Same
02 Proclamation
03 Valedictory
04 Excerpts From 'Octopus':
 (The Boys In The Band, Raconteur Troubadour, Acquiring The Taste, Knots, Organ Bride, The Advent Of Panurge)
05 So Sincere / Drum Solo
06 Free Hand
07 Peel The Paint / I Lost My Head (interview)
CD 2 (Yes)
01 Apocalypse
02 Siberian Khatru
03 Sound Chaser
04 I've Seen All Good People
05 The Gates Of Delirium
CD 3 (Yes)
01 Long Distance Runaround
02 Patrick Moraz Solo
03 Steve Howe Solo
04 Jon Anderson Solo
05 Heart Of The Sunrise
06 Introduction To Ritual
07 Ritual
08 Roundabout (incomplete)


GENTLE GIANT
   
 YES
 

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