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7 de mai. de 2015

RENAISSANCE - "DeLane Lea Studios" - 1973

Existem algumas bandas de rock (e.g.: Triumvirat) que são um tanto “mosca branca” na hora de pintar com um álbum “ao vivo”, alguma gravação perdida em algum estúdio ou mesmo um bootleg e o Renaissance, pode ser incluído nesta categoria, ainda mais por tratar-se de uma apresentação feita no ano de 1973 no “DeLane Lea Studios", Londres, Inglaterra.

Esse estúdio é muito emblemático para os britânicos, pois grandes nomes da música passaram por lá, como os Beatles, Pink Floyd, Queen, Deep Purple, Eletric Light Orchestra, The Who, Jimi Hendrix Experience e mais uma penca de nomes famosos.

Inicialmente ele se prestava para a cópia e dublagem de filmes e programas de TV para a língua francesa, mas com o tempo ganhou corpo expandindo seus negócios e entrando definitivamente para o mundo da música e mais recentemente, em 2012, foi comprado pela Warner Bros, onde tem sido usado por renomados diretores de cinema, como Tim Burton, Guilherme Del Toro e outros figurões do mundo do telão.

Voltando ao álbum em questão e tendo passado pouco mais de quatro décadas de sua gravação, este álbum revela claramente o “modus operandi”, aliás, marca registrada da banda de compor e executar suas músicas, que ao contrário das demais bandas de sua geração que primavam pelo virtuosismo, digo, exibicionismo, o Renaissance, de forma simples, quase “Franciscana”, conseguia e ainda consegue provocar o mesmo efeito e sentimento que um Genesis, Yes, ELP, Pink Floyd e Cia...., com toda a teatralidade, pirotecnias e trapizombas eletro-eletrônicas disponíveis na época.

Eu sei, alguém vai dizer, e a Annie Haslan não conta??? Claro que conta!!!! Ela é com certeza um ponto fora da curva de normalidade esperada para uma vocalista de banda de rock, pois sua inimitável voz é angelical, hipnótica, é aveludada e afinada como uma espada de samurai dos tempos feudais no Japão e isso é incontestável.

Outro fato, de menor importância, mas relevante para quem se expõe é que ela era lindíssima, tinha um carisma invejável, parecia um anjo diante do público e até hoje, basta procurar no Facebook, seus traços de beleza estão perpetuados na face de uma bela senhora que ainda gosta de cantar rock.

Mas eu me refiro ao conjunto da obra, com músicas absolutamente fantásticas, calcadas apenas em enredos deliciosamente encantadores e envolventes, mais para o Folk do que para o Progressivo, contando apenas com a raça e a coragem de Michel Dunford com sua guitarra, Jon Camp no baixo, Jon Tout nos teclados (99% de piano, mas dando um show), Terence Sullivan na bateria e logicamente Annie Haslan, destruindo corações com sua voz, para dar vida a essas espetaculares composições.

Como a banda é das antigas, muita gente já conhece a obra, mas para quem ainda não teve o prazer de conhecer, não custa citar algumas músicas como, “Prologue”, “Can You Understand?”; “Let It Grow”, “Ashes Are Burning” e tantas outras presentes neste e em outros álbuns de estúdio da banda, portanto, como de costume está feito o convite a audição deste grande álbum.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Renaissance:
Michel Dunford 
Jon Camp
Jon Tout
Terence Sullivan
Annie Haslan

Tracks:
01. Can You Understand
02. Let It Grow
03. Sounds Of The Sea
04. Carpet Of The Sun
05. At The Harbour
06. Ashes Are Burning (with Andy Power and Al Stewart)
07. Prologue


21 de fev. de 2011

JETHRO TULL - "We Used to Know" - 1970

Desde já, vou me desculpando pela qualidade sonora deste bootleg, "We Used to Know", mas não postá-lo seria um crime inafiançável, pois se trata de um documento histórico dos primórdios do rock progressivo e de uma das bandas mais cultuadas do rock, o Jethro Tull e não seria nada justo não dividi-lo com todos que apreciam esta banda.

Especificamente em meu caso, só pela música, "We Used To Know", já vale o álbum todo e a bem da verdade, as demais são tão boas tanto quanto a citada, tento até em vista que são frutos dos álbuns anteriores, "Benefit", "Stand Up" e "This Was" que são mais que pedras preciosas, portanto este álbum mostra como eram as coisas para os músicos a mais de quarenta anos atrás.

Eles tinham que tocar muito, não havia a tecnologia que temos hoje em dia, o movimento progressivo começava a ganhar força e era exigente demais e as outras bandas da época que emergiam, estavam em ascensão meteórica, com o lançamento de vários álbuns ao mesmo tempo e apresentações simultâneas por toda a Europa, então, ao Jethro Tull não restava outra opção, tocar muito e assim foi feito, além é claro das performances alucinadas de Ian Anderson no palco que como um bruxo comandava a banda e a platéia.

Mas com o talento e a genialidade de Ian Anderson que contava com  a presença de seus dois maiores amigos, Martin Barre e John Evan, a banda pode levar o Jethro Tull a diante e logo no ano seguinte, lançaram "Aqualung", que a própria história fez o favor de imortalizá-lo e acredito eu que talvez seja o álbum  de entrada para novos fãs da banda precedido de  "Thick as a Brick" outro Imortal da "Academia Mundial da Música" (essa eu inventei agora), pois o Jethro Tull encanta até hoje, principalmente com suas mais antigas canções, jovens corações em busca de uma boa música, tão escassa atualmente.     

Musicians:
Ian Anderson: flauta, vocais
Martin Barre: guitarra
Glenn Cornick: baixo
Clive Bunker: bateria
John Evan: piano e órgão

Tracks:
1. Nothing Is Easy
2. My God
3. To Cry You A Song
4. With You There To Help Me
5. Sossity, You're A Woman/Reasons For Waiting
6. Dharma For One
7. We Used To Know
8. Guitar Solo/ For A Thousand Mothers

LINK

"We Used To Know"

"Nothing Is Easy"

2 de fev. de 2011

Jethro Tull - "Live in Pasadena" - 1977

Este álbum, "Live in Pasadena" do Jethro Tull deveria ter sido postado ontem, porém eu acabei achando um material interessante do Camel e postando-o na frente, mas isso não tem a menor importância, portanto vamos ao que interessa, no caso, esta apresentação feita a mais de trinta e cinco anos no Pasadena Civic Auditórium, California, USA.

Este foi o primeiro show do Jethro Tull em 1977, para cobrir a turnê de divulgação do álbum "Songs from the Wood", por sinal ótimo trabalho, para mim um dos melhores.

Para deleite de seus fãs, o show foi feito com uma de suas  melhores formaçõis, pois lá estiveram presentes, Martin Barre, John Glascock, John Evans, David Palmer e Barriemore Barlow acompanhando Ian Anderson e sua flauta mágica, a qual não conseguimos resistir e invariavelmente somos encantados.

Tendo como base as músicas do novo álbum e seus antigos sucessos dos álbuns anteriores, ficamos a frente de um show riquíssimo tanto em qualidade como em quantidade, pois são vinte e quatro faixas espetaculares que alguns poucos privilegiados tiveram o prazer de escutar pessoalmente.

Com uma apresentação muito consistente e ao mesmo tempo intimista, pois Ian Anderson habitualmente gosta muito de conversar com o público presente, o que  torna bem informal suas apresentações, provocando uma  proximidade com a banda o que é sempre muito instigante para quem os assiste pessoalmente.


Comentar algo a respeito dos músicos ou das  músicas torna-se totalmente desnecessário, pois são todas de conhecimento público e por ventura se existir ainda algum ser humano que não as conheça, o que particularmente acho muito difícil, mas se assim o for,  com certeza após uma primeira audição, amigos íntimos se tornarão, portanto, mãos à obra, download feito, diversão garantida parta conhecedores ou não da obra de uma das bandas mais amadas do rock (esta frase final eu roubei do meu amigo Roderick Verden em um de seus sempre bem humorados comentários que deixou aquí no blog).

Musicians:
Martin Barre
John Glascock
John Evans
David Palmer
Barriemore Barlow
Ian Anderson

Tracks:
01 - Skating Away
02 - Jack In The Green
03 - Crazed Institution
04 - Fires At Midnight
05 - Instrumental
06 - Thick As A Brick
07 - Songs From The Wood
08 - To Cry You A Song
09 - A New Day Yesterday
10 - Living In The Past
11 - Velvet Green
12 - Too Old To Rock & Roll
13 - Bungle In The Jungle
14 - Beethoven's Ninth Symphony
15 - Minstrel In The Gallery
16 - Hunting Girl
17 - Cross-Eyed Mary
18 - Aqualung
19 - Guitar Solo
20 - Wind-Up
21 - Back-Door Angels
22 - Wind-Up Reprise
23 - Locomotive Breath
24 - Land Of Hope & Glory

"Skating Away"

"Thick As A Brick" - Pt.1

"Thick As A Brick" - Pt.2

12 de jan. de 2011

Renaissance - "A Song For All Seasons" - 1978

Pode não ser o álbum mais brilhante da carreira do Renaissance, mas para mim sempre vai sempre existir um lugar muito especial em minhas lembranças sobre ele e eu estou referindo-me ao álbum, "A Song For All Seasons", este mesmo, que até hoje ainda me emociona.

Se não estiver muito enganado, lembro que este álbum foi um pouco criticado pela imprensa (especializada???) quando do seu lançamento.

Se é que pode haver um especialista na face da terra que possa ditar quais sentimentos devemos sentir apenas por que está emitindo uma opinião que é totalmente pessoal,...... uma loucura tudo isto.

Entendo que depois terem lançados álbuns do naipe de um "Prologue", "Ashes are Burning", "Turn of the Cards", "Scheherazade and Other Stories" e um  "Novella", que são trabalhos impecáveis, fica difícil não fazer certas comparações e levando-se em consideração a evolução musical que tanto a banda, como seu público foi tendo durante este período muito criativo e que invariavelmente provoca modificações nos sentimentos que devem ser encarados como absolutamente normais, fazendo parte do amadurecimento a que todos nós sem exceções enfrentaremos um dia.

O mais importante é que a banda está completa neste trabalho e que aquela dádiva em forma de gente que atende pelo nome de Annie Haslam está mais angelical do que nunca, com sua voz única, inimitável, um veludo sonoro, obra dos deuses da música que a poucos conferiu este maravilhoso dom.

E para melhorar ainda mais o que normalmente já é muito bom, foi agregada a banda a "The Royal Philharmonic Orchestra", conduzida pelo Maestro Harry Rabinowitz para acompanhar o Renaissance em uma criativa e inovadora aventura musical.

As duas primeiras músicas, "Opening Out" e "Day of the Dreamer" vão a uma toada que mal dá tempo para respirar, para chegarmos à terceira música, "Closer Than Yesterday" é o momento da calmaria e nos remete em seguida a "Kindness" que agita um pouco novamente, para então passarmos por um longo momento de reflexão com as músicas, "Back Home Once Again", "She Is Love' e "Northern Lights", esta úiltima, simplesmente encantadora e finalmente temos, a música título, "A Song for All Seasons"  que fecha o ciclo deste magnífico álbum.

Musicians:
Jon Camp / bass, bass pedals, electric guitar, lead vocals
Michael Dunford: 6 and 12 string guitars
Annie Haslam / lead vocals
Terrence Sullivan / drums, percussion
John Tout / keyboards
The Royal Philharmonic Orchestra

Tracks:
1. Opening Out
2. Day of the Dreamer
3. Closer than Yesterday
4. Kindness (At the End)
5. Back Home Once Again
6. She Is Love
7. Northern Lights
8. A Song for All Seasons

NEW LINK

"Opening Out"

"Day of the Dreamer"

"A Song for All Seasons"

18 de jun. de 2010

JETHRO TULL - "Stand Up" - 1969

Falar qualquer coisa a respeito do Jethro Tull é no mínimo um puta prazer e ainda por cima associado ao álbum "Stand Up" como motivo desta postagem, o prazer é em dobro.

Banda que está na ativa desde 1967, o Jethro Tull tem vinte e um álbuns de estúdio gravados, sete gravados a partir dos seus shows e nada menos do que quinze coletâneas e uns onze vídeos entre vhs's e dvd's.

Ao longo destes quarenta e três anos, a formação da banda sofreu diversas modificações, mas sempre com Ian Anderson no comando das ações, aliás, único membro da formação inicial até hoje, conseguiu manter a banda com muita dignidade, tendo seus altos e baixos no que se diz respeito à produção de alguns álbuns, mas nada de anormal para uma banda que está há quatro décadas na ativa.

Com letras pitorescas e um modo todo especial de compor e de tocar, o Jethro Tull já passou pelo blues, jazz, folk rock, rock progressivo, rock eletrônico e até pelo heavy metal, podem acreditar, pois até um premio Grammy de "Melhor Performance de Rock Pesado/Metal" eles ganharam em 1989 por conta do sucesso do  álbum "Crest of a Knave", causando um mal estar terrível, no cenário Metal, pois era o primeiro ano de premiação daquela categoria e a banda esperada para abocanhar o premio era o Metallica, havendo muitos protestos dos fãs do metal.

Mas fofocas de bastidor a parte, se ganharam o prêmio é porque no mínimo ele foi merecido, mesmo que em uma categoria não adequada ao estilo do Jethro Tull e isto unicamente porque "Crest of a Knave" é um álbum que foi mais calcado nas guitarras de Martin Barre.

Mas voltando vinte anos atrás deste evento, mais precisamente em 1969, os premiados foram os fãs, pois o álbum "Stand Up" é um premio para nós, uma verdadeira lição de música, repleto de preciosidades musicais como, "A New Day Yesterday", "Bourée", "Nothing Is Easy" e "We Used to Know", feitas com simplicidade, sem muitos malabarismos ou solos intermináveis, mas com muita consistência e coesão entre letra e música.

O mais interessante de tudo é que para mim, cada vez que escuto este álbum, da primeira à última faixa, a impressão que tenho é que é um álbum novo, pois ele não caducou com o tempo, não se perdeu, soa sempre muito atual, não parece que é música de quarenta anos atrás.

"Bourée" é um caso tão especial, que tenho a sensação que J. S. Bach, o autor, dá uma virada no caixão toda vez que ela é tocada, puto da vida, porque esta versão do Tull ficou melhor que a dele, mas na verdade se realmente ficou melhor é porque o original é uma fonte de inspiração inestimável.

Membros:
Glenn Cornick - baixo
Clive Bunker - bateria e percussão
Martin Lancelot Barre - guitarras e flauta
Ian Anderson - flauta, guitarra acústica, orgão Hammond, piano, balalaika, e vocais
David Palmer - condução e arranjo de cordas.

Track-list:
1."A New Day Yesterday"
2."Jeffrey Goes to Leicester Square"
3."Bourée" (J. S. Bach arr. Jethro Tull)
4."Back to the Family"
5."Look into the Sun"
6."Nothing Is Easy"
7."Fat Man"
8."We Used to Know"
9."Reasons for Waiting"
10."For a Thousand Mothers"
Bonus tracks:
11. "Living In The Past"
12. "Driving Song"
13. "Sweet Dream"
14. "17"

OS LINKS EXISTENTES FORAM REMOVIDOS, QUALQUER RECLAMAÇÃO, FAVOR DIRIGIR-SE AOS ENERGUMENOS DO "DMCA"


"We Used to Know"
"Bourée"

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