12 de out de 2018

ROGER WATERS - "Allianz Park - São Paulo" - 9-10-2018

Roger Waters no Brasil!!! Mágico!!!! Sensacional!!!! Pena que ele estragou tudo!!!! Eu explico!!! 


No momento mais lindo do show, ele fez uma provocação com a rashtag, “#elenao” e se fosse contra o PT, Lula e cia..., o que para mim não teria a menor diferença, o estrago seria o mesmo para todos que estavam lá.

No mínimo, foi uma atitude irresponsável, pois poderia ter tido consequências inimagináveis em uma arena com pelo manos 40 mil PAGANTES que foram lá como eu, simplesmente para assistir a um show de rock e se divertir um pouco. 

Um clima mágico instaurado pela música e suas imagens projetadas em um telão de quase mil metros quadrados, foi simplesmente destruído por um ato impensado na música mais emblemática e visualmente bonita apresentada naquela noite, “Eclipse” (o vídeo está logo abaixo). 


Ele não conhece a realidade do País, portanto deveria tomar mais cuidado, mas sequer deve ter sido informado pelos organizadores que deveriam ser responsabilizados cível e criminalmente por este lamentável fato que comprometeu todo o espetáculo e como disse, poderia acabar muito mal, caso houvesse um estouro da boiada na pista junto ao palco. 

Uma coisa é estar em um show gratuito (.....cavalo dado não se olha os dentes....) e outra, é ter que pagar quase € 300 por um ingresso e ver um espetáculo em fração de segundos ir para o esgoto, com vaias, muita gritaria e xingamentos, culminando com um RW totalmente constrangido, sem saber o que falar, diante de uma plateia atônita sem saber o que fazer e toda a curtição tão sonhada e esperada, virar subnitrato de pó de merda de forma melancólica. 

Acredito que ele o fez sem pedidos externos e com as melhores intenções dentro de sua ideologia política, pois afinal a crítica foi feita para diversos governantes de outros países e não especificamente para um só, entretanto, eu estranho muito o fato de nomes como “Maduro”, “Evo Morales”, “Fidel Castro”, “Raul Castro” e tantos outros facínoras e ditadores da América do Sul, do Oriente Médio e da África que infernizam a vida de suas populações não façam parte de sua lista negra, mas enfim, assim caminha a humanidade à esquerda. Isto é um fato aqui e lá fora. 

Essa é parte triste do show que incomodou a todos, favoráveis ou não ao seu pensamento ideológico, que eu respeito, mas não posso concordar com a maneira desastrada do jeito que foi feito, pois dali em diante o melhor era encerrar o espetáculo, mas infelizmente para cagar de vez com a noite, novamente ele insiste na narrativa quando tocava “Mother” e a confusão só piorou para ele e para nós que só queríamos unica e exclusivamente o rock.  

Já li muita bobagem sobre o assunto, principalmente de gente que ainda fede a talco no rabinho, dizendo que o Pink Floyd é isso que o RW representa, mas isso é um ledo engano, pois o Pink Floyd é muito mais que isso e, para quem não sabe, RW foi um verdadeiro tirano dentro da banda, basta ler um pouco antes de falar um monte de merda e achar que está lacrando, pois quando muito, está passado atestado de retardado mental ou idiota juvenil. 

Apesar disso tudo, é inegável que ele está em plena forma, como sempre esteve, muito bem acompanhado por sua banda, que aliás cabe ressaltar, todos sem exceção são excelentes músicos e ao fundo com um telão de LED de quase mil metros quadrados que simplesmente hipnotizava com suas imagens psicodélicas, tornaram o show simplesmente irresistível, impossível de não se apaixonar por tudo aquilo. 

A fusão das músicas com as imagens, proporcionaram viagens psicodélicas de primeiro grau, pois esse é o verdadeiro papel do rock, com todos, absolutamente todos, unidos com uma única bandeira, sem divisões, sem preconceitos e principalmente em paz, rolando um rock maravilhoso que encantava e que poderia culminar em um final simplesmente apoteótico, mas infelizmente não aconteceu, com grande parte do público simplesmente dando as costas para o palco ao final da última música e indo embora. 

Independente de tudo o que aconteceu, RW sempre estará presente no imaginário coletivo de todos nós que apreciam a música do Pink Floyd e de seus trabalhos individuais, levando-se em conta que seu talento musical é estratosférico e inquestionável e suas apresentações são sempre muito ricas em áudio e vídeos, tornando-as inesquecíveis. 

Como de hábito, sempre deixo um link para download com o álbum resenhado, mas como não tenho o áudio que ouvi, deixo uma apresentação bem recente, feita em julho deste mesmo ano em Roma que espelha o que foi o show e, algumas imagens e vídeos da primeira noite em São Paulo. 

Para finalizar, que Deus proteja RW e a todos nós em sua turnê pelo Brasil, pois o fato não passou desapercebido para quem foi e para quem não foi aos shows e, certamente muita gente vai para as próximas apresentações com uma pedra na mão (metaforicamente falando) e é imprevisível o que pode acontecer numa situação dessas, pois afinal de contas, os ânimos estão extremamente acirrados no Brasil e até tentativa se assassinato já houve com um presidenciável, coisa inimaginável tempos atrás, portanto todo cuidado é pouco.



PAZ E MUITO ROCK À TODOS!!!! 



 

26 de set de 2018

PINK FLOYD - Brussels Affair - Brussels, Belgium - 1972

Pink Floyd nunca é demais e vez por outra, aparece algum bom bootleg sabe-se lá de onde, mas o que importa é que está sempre aparecendo alguma coisa legal da banda em torno dos anos setenta. 

Bem no primeiro CD, temos uma gravação de dezembro de 1972, gravado no Forest National, Brussels, Belgium com um pré “The Dark Side Of The Moon” na integra ainda sendo delineado para sua futura gravação de estúdio, o que torna este álbum bem interessante do ponto de vista onde se é possível entender um pouco do processo criativo da banda.

Em alguns momentos soa bem diferente do que estamos habituados a ouvir de TDSOTM que conhecemos, mas muito interessante musicalmente, o que por si só, espelha o poder criativo em ebulição daqueles jovens músicos.

Eram tempos em que o que contava era a criatividade, mas principalmente a destreza em manusear seus instrumentos, sem muitas pirotecnias e efeitos especiais advindos de parnafenalhas eletrônicas de suporte ao músico, ou seja, o som era tirado no braço e neste momento só os fortes sobreviviam, como aliás, sobrevivem até hoje.

Em “The great gig in the sky”, Rick Right mostra por que veio ao mundo, pois nesta versão não há uma bela voz feminina preenchendo seu espaço, mas ao invés disso, temos um Hammond destruidor e um piano, tocados com as mão dos mestres do Rock, muito bem acompanhado pelo baixo de Roger Waters que dispensa maiores comentários. 

Ainda não tinham explodido musicalmente, mas isso era apenas uma questão de tempo para se tornarem um fenômeno musical inimaginável e provavelmente inatingível, dada a loucura que promoviam com suas músicas.

Além da integra de DSOTM, fomos brindados, com “One Of These Days”, “Careful With That Axe, Eugene”; “Echoes” e “Childhood's End”, ou seja, só clássicos, imortalizados nos anais da história da banda e do rock com um todo.

Dentro deste pacote de bootlegs, ainda temos também um terceiro CD com algumas entrevistas provavelmente da época desta apresentação e algumas reprises, portanto tem material suficiente para um bom divertimento.

Não cabe aqui ficar fazendo considerações sobre esta ou aquela música, pois o objetivo é divulgar e disseminar a cultura do rock da maneira mais positiva o possível para quem principalmente não viveu esta época rica de bandas, músicos, ideias e muita criatividade e para aqueles que de alguma maneira se afastaram deste tipo de música, se transformar em um bom motivo.


Pink Floyd
Nick Mason
Rick Wright
David Gilmour
Roger Waters

Tracks:

Disc 1
01 - Speak To Me
02 - Breathe
03 - On The Run
04 - Time
05 - Breathe (Reprise)
06 - The Great Gig In The Sky
07 - Money
08 - Us And Them
09 - Any Colour You Like
10 - Brain Damage
11 - Eclipse

Disc 2
01 - One Of These Days
02 - Careful With That Axe Eugene
03 - Echoes
04 - Childhood’s End

Disc 3 - Belgian Radio1 FM Rebroadcast 31st October 2005
01 - Radio dj/Time
02 - Breathe (Reprise)
03 - Interview/Careful With That Axe Eugene

LINK



1 de set de 2018

GHOST - "Prequelle" - 2018

Dando um tempo no ProgRock e partindo para um “não sei o quê”, pensei mil vezes e escutei outras mil vezes antes de postar esse álbum do Ghost (???). Ele é muito bom, então porque não o postar!!! Difícil nos dias de hoje conseguir escutar um álbum e não ter vontade de pular uma ou outra faixa e neste caso, não deu. 

Detalhe, como disse anteriormente, não é ProgRock e é feito por um bando de esquisitões, mascarados, comandado por um satânico “Cardeal”, o “Copia”, mas já teve alguns "Papas”, de nome “Emeritus”, todos tendo como seu cavalo, Tobias Forge, aliás o fundador da banda. 

A bem da verdade, eu já curto o Ghost há algum tempo, mas daí ter vontade de escrever algo, tem uma distância muito grande, mas eles acertaram a mão em cheio com este novo álbum, “Prequelle”, que realmente me surpreendeu a cada faixa que ia avançando quando da primeira audição. 

Ele foi lançado há bem pouco tempo, mais precisamente em junho deste ano, apesar de ter sido gravado em 2017 e carrega em sua bagagem uma diversidade musical muito grande, apesar da pegada heavy metal praticamente em todas as músicas, tem melodias bem interessantes, que beiram um cenário symphonic rock, com um vocal bem suave, muitas vezes acompanhado de um backing vocal não menos suave.

Ghost
Supreendentemente, essa banda tem um tecladista, Zac Baird, que permeia todas as músicas registrando de forma conceituada a intenção do enredo proposto e quando é obrigado a mostrar que vai além de alguns míseros acordes, se sai muito bem. 

Destaco algumas canções, não como crítica positiva ao trabalho, mas sim como gosto pessoal de um escutador de disco despretensioso que ouviu e gostou no primeiro impulso, o que isenta o comentário de qualquer carga tendenciosa para induzir a pensamentos estético ou filosóficos sobre o trabalho da banda. 

Então, começo com “Rats” e “Faith” que espelha o DNA natural do Ghost com sua pegada pesada, para então chegar a “See the light”, uma baladinha quase romântica para metaleiros e afins, mas muito bonita, que se colocada em rádio FM convencional, gruda no cérebro. 

O Cardeal
As duas grandes surpresas, ficaram por conta de “Miasma” e “Helvetesfonser”, totalmente instrumentais, dando oportunidade aos músicos extraírem o seu melhor, mostrando que o Ghost é muito mais que um bando (ou uma banda?) de mascarados fazendo tipo e isso é muito importante para alguns "stakeholders" negativos do grupo entenderem o que realmente eles pretendem e podem fazer. 

“Pro memoria”, está com tudo que uma boa música poderia querer em termos de arranjo musical e letra, pois ela é altamente viciante já na primeira audição, o que é um fato raro, pelo menos comigo. 

Fecho o destaque das músicas, com “Life Eternal”, outra baladinha heavy metal, deliciosa de escutar e cantar junto, ou seja, os caras fizeram a lição de casa e evoluíram muito e eu não tenho receio em dizer que este álbum divide o Ghost em duas histórias, onde há “o antes” e o “depois” de “Prequelle”

Meu conceito de música boa, é aquela que te diverte de graça, sem fazer força, que de primeira o pezinho já está no ritmo da música e este álbum provoca isso de imediato, portanto porque não o divulgar isento de preconceitos por conta trajes ou estilos musicais e simplesmente destacar sua música que é o que realmente importa. Feito!!!!

VALE A PENA ESCUTAR!!!!!

Ghost
Chris Catalyst - guitarra base
Ben Christo - guitarra solo
Per Eriksson - baixo
Zac Baird - teclados
Hayden Scott - bateria
Tobias Forge - vocais

Tracks:
01. "Ashes" 1:21
02. "Rats" 4:21
03. "Faith" 4:29
04. "See the Light" 4:05
05. "Miasma" (instrumental) 5:17
06. "Dance Macabre" 3:39
07. "Pro Memoria" 5:39
08. "Witch Image" 3:30
09. "Helvetesfönster" (instrumental) 5:55
10. "Life Eternal" 3:27





1 de jul de 2018

YES - The Steven Wilson Remixes (2018)


Dentre as várias comemorações do 50º aniversário da banda neste ano, lembrando que hoje em dia temos o YES e o ARW ( .....o que é um grande equívoco....), fomos também presenteados, com um box chamado YES: THE STEVEN WILSON REMIXES, que elenca os cinco álbuns de estúdio que franquearam a recente entrada da banda no Hall da Fama do Rock and Roll.

Todos os álbuns são dos anos 70 e foram remixados por Steven Wilson, o comandante em chefe do “Porcupine Tree” e engenheiro de som de mão cheia, que sabiamente conseguiu resgatar das antigas “masters tapes”, detalhes sonoros não possíveis de serem detectados, principalmente por ouvidos defeituosos, assim como os meus.


Os álbuns remixados são o “The Yes Album” (1971), “Fragile” (1971), “Close To The Edge” (1972), o álbum duplo “Tales From Topographic Oceans” (1973), e “Relayer” (1974) em formato vinil (LP), ou seja, nos incríveis bolachões.

Não só o seu conteúdo musical foi remixado, mas também sua arte gráfica foi revisada em termos de cores e detalhes gráficos, mas preservando de certo modo, sua origem temática e gráfica, a exceção de Close to the Edge que muda de cor e desenho.


Não há necessidade de se comentar o conteúdo musical, por razões óbvias, por estarmos nos referindo a peças musicais de conhecimento mais que público 

Nota-se que o baixo de Cris Squire em vários momentos, ganha uma nova dimensão e textura, principalmente no álbum “Tales From Tophographic Oceans” que tem em vários momentos, uma profusão sonora muito grande e que muitas vezes encobre as baixas frequências.

Steven Wilson
Os vocais de apoio também foram beneficiados pela nova mixagem, tornando-os muito claros e
cristalinos, permitindo a perfeita identificação da voz de quem canta. 

É um box feito para colecionadores, amantes da banda como eu, ou em um caso mais extremo, para novatos, pois a rigor não há nenhuma novidade que o justificasse, senão para confirmar o YES, como uma das bandas mais emblemáticas e duradouras do rock progressivo.

YES
Steve Howe
Chris Squire
Tony Kaye
Bill Bruford
Rick Wakeman
Alan White
Patrick Moraz
Jon Anderson


Tracks:

Yes Album
01. Yours Is No Disgrace (Remix) 09:44
02. Clap (Remix) 03:17
03. Starship Trooper: Life Seeker / Disillusion / Würm (Remix) 09:34
04. I've Seen All Good People: Your Move / All Good People (Remix) 07:00
05. A Venture (Remix) 03:33
06. Perpetual Change (Remix) 08:53




Fragile
01. Roundabout (Remix) 08:32
02. Cans And Brahms (Remix) 01:40
03. We Have Heaven (Remix) 01:42
04. South Side Of The Sky (Remix) 08:02
05. Five Per Cent For Nothing (Remix) 00:36
06. Long Distance Runaround (Remix) 03:30
07. The Fish (Schindleria Praematurus) (Remix) 02:39
08. Mood For A Day (Remix) 02:58
09. Heart Of The Sunrise (Remix) 10:38
10. We Have Heaven (Reprise) (Remix) 00:48


Close To The Edge
01. The Solid Time Of Change (Remix) 06:04
02. Total Mass Retain (Remix) 02:24
03. I Get Up I Get Down (Remix) 05:44
04. Seasons Of Man (Remix) 04:28
05. And You And I (Remix) 10:12
06. Siberian Khatru (Remix) 09:01






Tales From Tophographic Ocean
01. The Revealing Science Of God, Pt. 1 (Remix) 03:32
02. The Revealing Science Of God, Pt. 2 (Remix) 06:09
03. The Revealing Science Of God, Pt. 3 (Remix) 03:17
04. The Revealing Science Of God, Pt. 4 (Remix) 04:34
05. The Revealing Science Of God, Pt. 5 (Remix) 02:42
06. The Remembering, Pt. 1 (Remix) 04:34
07. The Remembering, Pt. 2 (Remix) 03:07
08. The Remembering, Pt. 3 (Remix) 08:07
09. The Remembering, Pt. 4 (Remix) 01:40
10. The Remembering, Pt. 5 (Remix) 03:02
11. The Ancient, Pt. 1 (Remix) 03:15
12. The Ancient, Pt. 2 (Remix) 05:06
13. The Ancient, Pt. 3 (Remix) 04:02
14. The Ancient, Pt. 4 (Remix) 02:11
15. The Ancient, Pt. 5 (Remix) 04:03
16. Ritual, Pt. 1 (Remix) 04:02
17. Ritual, Pt. 2 (Remix) 07:05
18. Ritual, Pt. 3 (Remix) 03:20
19. Ritual, Pt. 4 (Remix) 03:01
20. Ritual, Pt. 5 (Remix) 04:14

Realyer
01. The Gates Of Delirium, Pt. 1 (Remix) 06:20
02. The Gates Of Delirium, Pt. 2 (Remix) 09:51
03. The Gates Of Delirium, Pt. 3 (Remix) 05:46
04. Sound Chaser (Remix) 09:30
05. To Be Over (Remix) 09:12








LINK MP3

LINK FLAC


1 de abr de 2018

YES - Fly From Here: Return Trip - 2018

Para comemorar os cinquenta anos de vida do YES, os membros remanescentes resolveram reeditar o álbum, “Fly From Here”, agora com Trevor Horn nos vocais em substituição a Benoit David, aproveitando para realizar uma sutil, mas perceptível remixada nas músicas, reforçando um ou outro instrumento, bem como equalizando os vocais de fundo e incrementando alguns sons inexistentes da primeira versão, coisa que pode ser percebida com um pouco de atenção.

Se havia ainda alguma dúvida que "Fly From Here" era a segunda temporada de "Drama", com este novo cenário, mais amplo e de certo modo mais sereno, todas as dúvidas são dirimidas tornando a experiência de voltar a ouvir este álbum, muitíssimo agradável.

A música “Hour Our Need”, retorna em uma versão estendida, e digamos assim, mais completa e requintada, não requentada, agregando valor estético a composição e como não poderia deixar de ser, uma música inédita foi inserida nesta reedição, “Don’t Take No for An Answer”, bem graciosa e um tanto “dramática”, mas isso faz parte da segunda temporada de "Drama".



Usando alguns dos poucos neurônios que ainda restam no meu velho cérebro, chego a brilhante conclusão que desde a primeira versão de “Fly From Here”, suas músicas foram feitas exclusivamente para a dupla Downes e Horn e não para um esforçadíssimo Benoit David se esgoelar até ficar sem sua voz, que era muito boa, mas não resistente o bastante para trazer o legado da voz de Jon Anderson, esse sim, insubstituível.

Na voz de Trevor Horn as músicas estão mais fluidas e cristalinas e Geoff Downes pode surfar em seus teclados em mar de almirante, sem ter que se preocupar com o estigma de ser o substituto de Rick Wakeman, Patrick Moraz e de Tony Banks que representam eras bem distintas, o que certamente é um problema na vida de qualquer um que tenha que ocupar esta posição.

Fato interessante é que a capa do álbum também sofreu sua mixagem, pois além do fundo e do entorno que muda um pouco, os pássaros da capa da primeira versão, foram substituídos por uma espécie de cabrito montanhês e confesso que fiquei sem entender essa mudança, pois os pássaros estavam mais em consonância com o título do álbum do que um cabrito, mas isso pouco importa, pois é coisa de quem não tem mais o que fazer. 
  



Resumindo este imbróglio todo, se a versão anterior já era muito boa, esta beira a perfeição, tanto por sua nova mixagem, bem como pela inserção de nova voz, fechando um ciclo muito rico na vida do Yes.

Portanto comemorar os cinquenta anos de trabalho quase ininterrupto com este álbum, foi certamente uma boa escolha, mesmo porque qualquer tentativa de reeditar algum dos álbuns dos anos setenta seria uma tragédia anunciada com a atual formação do Yes e com isso, chega-se também a conclusão que houve bom senso entre os músicos. Que bom!!!!

UMA FELIZ PÁSCOA À TODOS!!!!!


YES
Trevor Horn: Vocals
Steve Howe: Guitar
Chris Squire: Bass
Geoff Downes: Keyboards
Alan White: Drums

Tracks:
01. “Fly From Here – Overture”
02. “Fly From Here Pt 1 – We Can Fly”
03. “Fly From Here Pt 2 – Sad Night at the Airfield”
04. “Fly From Here Pt 3 – Madman at the Screens”
05. “Fly From Here Pt 4 – Bumpy Ride”
06. “Fly From Here Pt 5 – We Can Fly (Reprise)”
07. “The Man You Always Wanted Me to Be”
08. “Life on a Film Set”
09. “Hour of Need”
10. “Solitaire”
11. “Don’t Take No for An Answer”
12. “Into the Storm”

LINK


7 de mar de 2018

YES - "Tales From Long Forgotten Yesterdays" -1974

Tem muito tempo que não pinta um álbum do “Yes” por aqui, mas garanto que esta demora vai valer a pena, pois fuçando aqui e ali na internet, acabei encontrando, uma raridade de show, pois tem o  álbum,“Tales From Topographic Oceans” na íntegra, gravado em fevereiro de 1974, no “Nassau Veterans Memorial Coliseum” em Nova York, USA. 

Entendo que tem muita gente que não gosta do “Tales......”, mas por outro lado reconheço que não é um álbum muito fácil de escutar, apesar de que no meu caso foi “amor à primeira vista” e eu não me canso de escutá-lo e quando surge uma gravação que pode trazer algo de novo, porque não compartilha-lo? 

Como se não bastasse, tem também a integra do álbum “Close to the Edge” e para fechar o concerto, a música “Roundabout”, e como não poderia deixar de ser, a música de abertura que parece que foi feita sob medida para a banda, a não menos legendária, “Firebird Suite” de Igor Stravinski, feita no inicio do século 20, por volta de 1910. 


Ela se emenda a "Siberian Khatru", ou melhor, "Siberian Khatru" é que se emenda a ela elevando o clímax do início concerto de rock na estratosfera, e quem já teve a oportunidade sentir isso pessoalmente, como eu tive, é indescritível a sensação e não se esquece nunca mais. 

Dai para frente, para quem é amante da banda, é só alegria, pois é uma explosão de virtuosismo coletivo, sem exceções, mostrando a quem quer que seja, o poder da música do "Yes" de forma avassaladora, talvez em seu momento mais criativo se levarmos em conta o que já haviam produzido até então, considerando seus últimos quatro trabalhos, “Tales From.....”, “Close to the Edge”, “Fragile” e “Yes Album”, se quer poderíamos imaginar que em um futuro próximo a este concerto , eles produziriam um álbum como o “Relayer”. Isso é que é o "Yes"

A gravação não é das melhores, mas está originariamente gravado em “Flac” o que já ajuda um pouco, mas o mais importante é seu conteúdo, sem duvidas um documento Histórico, portanto, só resta desejar a todos uma boa audição.

Lineup :
Jon Anderson    (Vocals)
Steve Howe       (Guitars)
Chris Squire      (Bass)
Rick Wakeman  (Keyboards)
Alan White        (Drums)


Tracks:Disc 1:
1.01 Firebird Suite (3.00)
1.02 Siberian Khatru (9.59)
1.03 And You And I (10.40)
1.04 Close To The Edge (19.58)
1.05 Album Introduction by Jon Anderson (0.42)
1.06 The Revealing Science Of God (part 1) (2.36)
1.07 The Revealing Science Of God (part 2) (17.33)

Disc 2:
2.01 Comments by Jon Anderson (0.44)
2.02 The Remembering (23.46)
2.03 The Ancient (part 1) (4.44)
2.04 The Ancient (part 2) (16.14)
2.05 Ritual (22.00)
2.06 Roundabout (8.19)



25 de jan de 2018

IQ - Live In Aschaffenburg - 2002

A segunda geração do rock progressivo (leia-se anos oitenta), sem dúvidas no brindou com algumas surpresas e dentre elas, está o IQ, que é oriundo do The Lens (1976-1981), outra banda excelente banda e neste rastro, vieram a voz a guitarra e os teclados que formam o IQ.

Em geral produzem muito bons álbuns e para mim só a presença de Martin Orfford com seus teclados mágicos já valem o show, mas na verdade o IQ é muito mais que isso, pois possui forte personalidade e um DNA de dar inveja a muito marmanjo.

O conjunto da obra é sempre muito rico em qualquer situação e particularmente se saem muito bem quando estão no palco, pois os trabalhos de estúdio sempre levam mais em conta a técnica de cada um do que o uso exagerado da tecnologia que muitas vezes nos leva a algumas impossibilidades no ambiente de um palco sem agregar mais músicos.

Nesta gravação, “Live In Aschaffenburg”, feita em 2002, é flagrante a sinergia da banda, com Peter Nicholls afinadíssimo, Martin Orfford surfando pelos teclados uma onda gigante sem fim e Michael Holmes empunhando sua guitarra como um “guitar hero” duelando o tempo todo com a banda.

Como sempre na cozinha da banda, baixo e bateria dão o suporte necessário para sustentar os complexos e sofisticados arranjos e enredos musicais, uma característica marcante da banda, pois todas as suas músicas são carregadas por uma alta demanda cultural e psicológica muito fortes, ou seja, o IQ é sempre uma boa opção.


IQ
Paul Cook - Drums
Michael Holmes - Guitar and Keyboards
John Jowitt - Bass and backing vocals
Peter Nicholls - Lead vocal
Martin Orfford - Keyboards and backing vocals

Tracks:

CD 1
01. Intro [3:56]
02. Awake and Nervous [8:32]
03. The Thousand Days / The Magic Roundabout [9:18]
04. The  -Wrong Side Of Wierd [13:02]
05. State Of Mine / Leap Of Faith / Came Down [10:46]
06. Erosion [7:18]
07. The Seventh House [14:56]
CD 2
01. The Narrow Margin (middle section) [6:05]
02. Just Changing Hands [6:45]
03. Guiding Light [10:28]
04. The Last Human Gateway [22:08]
05. Subterranea [7:43]



15 de jan de 2018

PINK FLOYD - "Lonely Hearts in Pepperland" - 1970/1972

Este Box set é destinado a aficionados do Pink Floyd, pois contempla gravações feitas entre os anos de 1970 e 1972, pré era de The Dark Side Of The Moon, com gravações bem interessantes do que viria a ser um dos álbuns mais aclamados da história do rock.

Mas não fica por aí, pois está repleto de outras pérolas da banda, levando se em conta que são 52 faixas distribuídas em sete cds, gravados em diversas ocasiões e locais, como o “RLT - Radio Broadcast Live At Palais Des Sports De L'Ile Des Vannes Saint-Ouen, France, December 1 1972”; “Winterland Auditorium, San Francisco, CA, September 24, 1972”; “Pepperland Auditorium, San Rafael, CA, October 16, 1970”; “Festival De Musique Classique Pavilion De Montreux, Montreux, Switzerland, September 18, 1971”, bem como um , “Previously Unreleased Dark Side Of The Moon Studio Outakes”.

No meio disso tudo, eu não poderia deixar de destacar, a faixa 48 - Atom Heart Mother (With Brass And Choir), com uma apresentação impecável e indelével, digna de elogios e adoração, pois é música que divide o Pink Floyd nas eras psicodélicas e progressiva, é o marco que levaria a banda a criar DSOTM, Wish You Were Here, Animals e tudo o mais que veio na sequência.

PINK FLOYD
David Gilmour
Roger Waters
Richard Wright  
Nick Mason 

Tracks:

RLT - Radio Broadcast Live At Palais Des Sports De L'Ile Des Vannes Saint-Ouen, France, December 1 1972

Disc 1
01 Speak To Me
02 Breathe
03 On The Run
04 Time
05 Breathe (Reprise)
06 The Great Gig In The Sky
07 Money
08 Us And Them
09 Any Colour You Like
10 Brain Damage
11 Eclipse
12 One Of These Days
13 Careful With That Axe, Eugene
14 Blues

Disc 2
15 Echoes
16 Childhood End
Winterland Auditorium, San Francisco, CA, September 24, 1972
17 Speak To Me
18 Breathe
19 On The Run
20 Time
21 Breathe (Reprise)
22 The Great Gig In The Sky
23 Money
24 Us And Them
25 Any Colour You Like
26 Brain Damage
27 Eclipse 

Disc 3
28 One Of These Days
29 Careful With That Axe, Eugene
30 Echoes
31 Set The Controls For The Heart Of The Sun
Pepperland Auditorium, San Rafael, CA, October 16, 1970

Disc 4
32 Astronomy Domine (1st Attempt)
33 Astronomy Domine (2nd Attempt)
34 Astronomy Domine (3rd Attempt)
35 Astronomy Domine (4th Attempt)
36 Fat Old Sun
37 Cymbaline
38 Atom Heart Mother 

Disc 5
39 Tune Up
40 The Embryo
41 Green Is The Colour
42 Careful With That Axe, Eugene
43 A Saucerful Of Secrets
Festival De Musique Classique Pavilion De Montreux, Montreux, Switzerland, September 18, 1971

Disc 6
44 Echoes
45 Careful With That Axe, Eugene
46 Set The Controls For The Heart Of The Sun

Disc 7
47 Cymbaline
48 Atom Heart Mother (With Brass And Choir)
49 A Saucerful Of Secrets
Previously Unreleased Dark Side Of The Moon Studio Outakes
50 Time
51 Brain Damage
52 Us And Them


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9 de jan de 2018

TRITONUS - Uma Discografia - 1972-1979

Como primeira postagem do ano, a vontade é de se começar com o pé direito e para tanto, começo com a banda TRITONUS, que me foi apresentada por um antigo participante do blog, Roderick Verden.

Muito boa dica, pois se trata de um grupo alemão de rock progressivo, influenciado pelo ELP, que soube absorver o espirito e a técnica com muita personalidade e criatividade para gerar seu próprio DNA.

A partir destas influências produziram peças muito ricas e interessantes, que talvez por falta de maior divulgação à sua época, não tiveram o seu devido reconhecimento.

A banda esteve ativa entre 1972 a 1979, lançou apenas dois álbuns nesse curto período, "Tritonus" e "Between The Universes" e mais um álbum gravado a partir de uma apresentação, "In The Sky- Live At Stagge's Hotel", mas sem duvidas, deixou um grande legado musical que vale muito a pena ser explorado, pois tem conteúdo muito sólido e marcante.

TRITONUS - 1975
01. Escape And No Way Out 
02. Sunday Waltz
03. Lady Madonna
04. Far In The Sky
05. Gliding  
06. Lady Turk
07. The Trojan Horse Race (Single 1978)


Group: 

Peter K. Seiler: Hammond organ, Moog synthetizer, Steamway-piano, e-piano, Mellotron, Celesta, Church organ 
Ronald Brand: bass, vocals, acoustic & electric guitar, percussion 
Charlie Jost: drums, percussion

BETWEEN THE UNIVERSE - 1976
01. Between The Universes  
02. Mars Detection
03. Suburban Day Suite
  1. The Day Awakes
  2. The Day Works
  3. The Day Rests 

Group:
Peter K. Seiler / organ, piano, synthesizers
Rolf Dieter / bass, vocals, guitar
Bernhard Schuh / drums

Far In The Sky - Live At Stagge's Hotel - 1977

01. Between The Universes
02. Gliding
03. Escape And No Way Out
04. The Trojan Horse Race
05. The Day Awakes
06. The Day Works7Far In The Sky


Group:
Peter K. Seiler: organ, piano, synthesizers
Rolf Dieter Schnapka: bass, vocals, guitar
Arthur Weiss: drums


Como é uma discografia de apenas três álbuns, considerei que valeria a pena postá-los todos de uma vez, portanto, aí está o link para os álbuns:

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24 de ago de 2017

ELOY - “The Vision, The Sword and The Pyre – Part I” - 2017

Hoje tive uma gratíssima surpresa que certamente será uma grata surpresa para outros também, pois mais uma vez, o mago do rock progressivo, Frank Bornemann, nos presenteia com seu mais novo álbum, “The Vision, The Sword and The Pyre – Part I”, recem saído dos fornos de sua gravadora, logicamente com sua marca registrada, o ELOY

Os anos vão passando, mas o vigor, a intensidade e principalmente sua criatividade só aumentam, pois logo na primeira faixa ele nos remete a outra dimensão musical e quem é bem velhinho como eu e acompanha a banda a mais de quatro décadas vai entender o que estou dizendo.

Mesmo bandas setentistas que ainda estão na ativa e lançaram trabalhos mais recentemente não conseguiram trazer a verdadeira atmosfera que caracteristicamente marca o rock progressivo, com temas muito bem elaborados e que são materializados com arranjos complexos e sofisticados, o que demanda perícia e virtuosismo de seus músicos e como todos dessa época devem estar com idades variando pela casa dos setenta anos é totalmente compreensível muitas vezes, a falta de saco para ir adiante e ousar. 

E por falar em músicos virtuosos, não custa lembrar que Frank Bornemann (vocals, guitar) não faz tudo sozinho, portanto ele não está só nesta empreitada, muito pelo contrário, está muito bem acompanhado de amigos de longa data como Klaus-Peter Matziol (bass), Hannes Folberth (keyboards), Michael Gerlach (keyboards), Bodo Schopf (drums) e para reforçar o elenco, Anke Renner (vocals) e Volker Kuinke (recorder).

Com um elenco desses, a unidade musical do Eloy fica extremamente preservada, levando-se em conta a existência de músicos que praticamente passaram por todas as fases da banda desde os idos dos anos setenta e claro, a presença mandatória e marcante de Frank Bornemann, o mentor musical de toda esta loucura.


Só deu tempo de escutar o álbum uma vez, para que pudesse disponibiliza-lo logo, mas do pouco que o que ouvi, mas posso afirmar que ele é muito mais bem elaborado e rico em sua temática em relação ao seu antecessor de estúdio, Visionary, lançado em 2009, que considero um álbum muito bom também.

Esta única escutada, foi suficiente para (....daqui para frente é um spoiler, portanto vá por sua conta e risco....) sentir a presença marcante de álbuns como, “Planets” e o “Time to Turn”, com uma pitadinha do “Silent cries and mighty echoes” se entrelaçando, criando um novo cenário musical, mas preservando o DNA da banda, que para quem já está familiarizado sabe que vai escutar belíssimos arranjos e solos de teclado e guitarra, acompanhados de um coro vocal para selar o enredo. 

Trata-se de, se me permitem, de uma opera rock, focada na história da heroína francesa, Joana D’arc, onde Frank Bornemann explora de forma bem sofisticada e precisa, a vida, seus feitos e seu trágico destino, que aparentemente será explorada em duas partes, mas só o tempo vai dizer se haverá sequência para este ambicioso projeto que está sendo maturado já a alguns anos e que tem como objetivo final, uma grande produção para os palcos, portanto só nos resta ficar na torcida para que realmente ele seja concluído.

Enquanto isso não acontece, aproveitemos a primeira parte desta intrigante história, ao som de uma das melhores e longevas bandas de rock progressivo de todos os tempos, sob o comando de uma das mais brilhantes mentes da música, Frank Bornemann.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

ELOY:
Fank Bornemann - vocals, guitar
Hannes Folberth - keyboards
Michael Gerlach - keyboards
Klaus-Peter Matziol - bass
Bodo Schopf - drums
Guests:
Anke Renner - vocals
Volker Kuinke - recorder


Tracks:
01. The Age Of The Hundred Years' War
02. Domremy On The 6th Of January 1412
03. Early Signs ... From A Longed For Miracle
04. Autumn 1428 At Home
05. The Call
06. Vaucouleurs
07. The Ride By Night... Towards The Predestined Fate
08. Chinon
09. The Prophecy
10. The Sword
11. Orleans
12. Les Tourelles
13. Why?



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