17 de mai. de 2011

YES - "Chicago Of Heaven" - 1979

A fase já não era das melhores, pois todos estavam putos, uns com os outros, porém a trupe estava completa, então a coisa muda um pouco de figura, portanto, vamos até o ano de 1979, quando o Yes estava excursionando pelos EUA, mais precisamente em Chicago, onde foi gerado este bootleg, "Chicago Of Heaven"

Tanto é verdade que as coisas não estavam indo muito bem, que Jon Anderson e Rick Wakeman alguns meses depois deixavam o Yes, pois as relações haviam se extinguido e não era mais possível o trabalho em conjunto da forma como estava acontecendo.

Tanto é que o álbum seguinte, "Drama", teve o título que merecia, pois foi realmente um drama, tanto de público como de críticas, pois a concepção musical era muito fraca e sem enredo, bem como sua a execução, ficaram aquém do que uma instituição muiscal como o Yes, normalmente apresentaria, pois é fato que uma substituição dentro da banda não é uma tarefa muito fácil de ser cumprida, tendo em vista os antecessores, portanto, a conclusão que chego é que as substiuições promovidas pela banda foram totalmente ineficientes e incapazes de dar prosseguimento ao legado deixado por Jon Anderson e Rick Wakeman

Mas deixando de lado os bastidores, não há como negar que o Yes com sua formação clássica II, mesmo com problemas internos, sempre será uma das bandas mais respeitadas do cenário progressivo, pois há uma química indecifrável, que une aqueles cinco elementos. 

Este bootleg, "Chicago Of Heaven", traz como sempre, as músicas eternizadas e imortalizadas em nossos conscientes, porém cada apresentação é uma história diferente, tem seus detalhes específicos, um solo diferenciado aqui ou ali e este álbum não é diferente dos demais e tem seus encantos. 

Obviamente os destaques que agora faço são mais pessoais do que qualquer outra coisa, pois não há mais sentido depois de tantos anos de palco ainda querer fazer alguma crítica de cunho técnico ou coisa que o valha, portanto as músicas que mais gosto deste álbum pelo modo como estão executadas são: Siberian Khatru; Long Distance Runaround; "The Fish, Survival and Ritual Medley"; "Starship Trooper"; "Awaken"; "Roundabout" e "Rick Wakeman solo". 

De toda forma, com problemas ou sem problemas, um bootleg do Yes é sempre um convite a uma intrigante viagem musical, é também uma ótima oportunidade para ir de encontro a uma música inigualável, extremamente bem feita e principalmente habitada por músicos excepcionais que há décadas estão a nosso dispor.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!

MUSICIANS:
Alan White
Chris Squire
Jon Anderson
Rick Wakeman
Steve Howe


TRACKS:

CD 01
Opening
Siberian Khatru
Heart Of The Sunrise
Future Times_Rejoice
Circus Of Heaven
Time And A Word
Long Distance Runaround
The Fish , Survival and Ritual Medley
Perpetual Change
Soon
CD 02
Clap
And You and I
Starship Trooper
Rick Wakeman solo
Awaken
Tour Song
I've Seen All Good People
Roundabout

NEW LINK


"Starship Trooper"

"Roundabout"

16 de mai. de 2011

JON & VANGELIS - "Chronicles" - 1994

Voltando as duplas, uma bem interessante é a formada por Jon Anderson e Vangelis, onde cada um doa o que tem de melhor, o talento nato para a música, e isto está muito bem caracterizado nesta compilação intitulada de "Chronicles", editada em 1994 que reúne suas melhores músicas ao longo de mais de dez anos de uma parceria que é esporádica, pois acontece sempre nos intervalos dos compromissos de suas bandas principais, mas em meu entendimento, deu certo. 

Muitos não gostam desta parceria, o que é absolutamente normal, pois não é possível agradar a todos o tempo todo, porém não custa nada abrir um pouco a mente e os ouvidos e dar uma chance a estes dois extraordinários músicos, pois "Chronicles", sugestivamente nos remete a músicas que nos revelam em forma de crônicas, algumas histórias da época em que foram feitas. 

A varredura que esta compilação faz na obra da dupla, dá para se ter uma idéia da evolução que suas composições foram tendo ao longo de mais de uma década de trabalho conjunto, que se iniciou em 1979, com o lançamento do álbum "Short Stories" que trazia a bela canção "I Hear You Now".

Dai por diante, foram mais três álbuns exclusivos, algumas compilações como esta e algumas participações especiais em discos solos de ambos os músicos. 

Escutar as músicas de "Chronicles", para mim, antes de tudo, é um prazer e uma oportunidade em mexer com boas lembranças do meu passado que são reativadas quando eu às escuto, ou simplesmente um convite para a aproximação com uma boa música, feita antes de tudo, por dois excelentes compositores com um passado individual incontestável, o que credencia estas músicas. 

As músicas que mais chamam a minha atenção por sua poesia e lirismo são: "He Is Sailing"; "State Of Independence"; "Deborah"; "I Hear You Now" e "The Friends Of Mr. Cairo", pois são músicas fáceis de encantar por sua simplicidade estrutural e pelo clima que Vangelis consegue imprimir com seus teclados e Jon Anderson com sua voz única e etérea, dá o sopro de vida às composições, elevando estas melodias a uma nova dimensão musical.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!


Musicians:
Jon Anderson
Vangelis


Tracks:
01. I Hear You Now
02. He Is Sailing
03. Thunder
04. Beside
05. Birdsong
06. A Play Within A Play
07. And When The Night Comes
08. Deborah
09. Curious Electric
10. The Friends Of Mr. Cairo
11. Back To School
12. Italian Song
13. Polonaise
14. Love Is
Bonus Track
15. State Of Independence

LINK
"I Hear You Now"

"He Is Sailing"

"The Friends Of Mr. Cairo"

15 de mai. de 2011

SHADOW GALLERY - "Digital Ghosts" - 2009

Vamos agora fazer justiça ao Blogger, que após o apagão desta semana, talvez por conta de alguma manutenção em seus gratuitos servidores, havia desconsiderado os rascunhos das futuras postagens, porém, todas foram devolvidas intactas, sem perda de qualquer parte do material produzido, fato este que agradeço muito, portanto, justiça feita, vamos ao que interessa........... 

Ultimamente eu tenho procurado referências do rock progressivo em bandas mais jovens que não viveram o movimento anos setenta, mas que de alguma forma se identificaram com modelo musical e com algumas interferências conseguiram ajustar este modelo para uma sonoridade mais atual. 

Uma das bandas que eu identifiquei, foi o Shadow Gallery, formada em 1988, na Pensilvânia, USA, sendo contemporânea de bandas como Symphony X, Dream Theater e Queensrÿche, lançou seu primeiro álbum em 1992 pela gravadora Magna Carta e desde então, têm produzido trabalhos admiráveis e sofreu poucas baixas ao longo deste período, sendo que a última em 2008 foi a do vocalista, Mike Baker, que prematuramente sofreu um enfarto do miocárdio e faleceu aos 45 anos de idade. 

Este álbum que aqui apresento, "Digital Ghosts", lançado em 2009, por outra gravadora, é o último que lançaram e fiz questão de começar pelo último, justamente para distanciá-lo mais das influências progressivas dos anos setenta para poder testar esta hipótese e confesso que de forma positiva fiquei muito surpreso com este trabalho. 

Com muita personalidade e uma boa dose de virtuosismo de todos os músicos, este álbum torna-se uma boa referência para o movimento neoprog, pois este álbum está literalmente composto por músicas muito bem estruturadas com intrincados arranjos, solos de guitarra e teclados muito bem executados, notadamente feitos por músicos que sabem muito bem o que estão fazendo. 

Obviamente nota-se uma marcação da bateria bem mais acentuada e guitarras nervosas, sendo estas, umas das características dos tempos atuais, mas em geral, são músicas de média duração, com vocalizações coletivas muito bem feitas, com solos muito bem colocados e proporcionais aos temas de cada música que por sua vez, são construídas sob uma atmosfera bem propícia para seu enquadramento no cenário progressivo. 

Com um perfil como este, ficamos diante de uma excelente opção musical, feita por jovens músicos, isto, se levando em consideração que a maioria dos músicos da década de setenta está beirando os sessenta anos ou mais, podemos considerar que os integrantes do Shadow Gallery são jovens talentosos músicos.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!

Musicians:
Brendt Allman / guitars, vocals
Carl Cadden-James / bass, vocals, flute
Gary Wehrkamp / guitars, keyboards, vocals
Brian Ashland / lead vocals
Joe Nevolo / drums
Guest musicians:
Ralf Scheepers / vocals
Clay Barton / vocals

Tracks: 
1. With Honor (9:59)
2. Venom (6:21)
3. Pain (6:22)
4. Gold Dust (6:45)
5. Strong (6:50)
6. Digital Ghost (9:37)
7. Haunted (9:36)

LINK

"Gold Dust"

"Pain"

13 de mai. de 2011

PINK FLOYD - "The Bell Gets Louder" - 1984

Eu ainda estou tentando me recuperar do apagão do Blogger, pois perdi algumas resenhas que não tinha ainda publicado (uma lástima), porém, consegui recuperar em meus alfarrábios eletrônicos esta aqui, feita para o Pink Floyd, que na verdade eu só ia publicá-la mais para frente, mas para o blog não ficar estagnado com velhas postagens, vamos até a década de noventa, mais precisamente no ano de 1994 e explorar o bootleg, "The Bell Gets Louder", gravado no  Yankee Stadium, New York City, USA.

Nome bem sugestivo para quem acabara de lançar um ano antes o álbum de estúdio, "The Divisions Bell", o segundo sem a presença de Roger Waters e muito esperado por seus fãs, portanto, nada melhor do que uma turnê para acabar de uma vez com o frisson que um álbum como este provoca na nação Pinkfoydiana

O interessante desta turnê é que o elenco de músicas escolhidas faz um interessante varredura na obra da banda, pois músicas como, "Astronomy Domine", "One of these days", boa parte do "The Dark Side Of The Moon"; "Wish you were here" e umas quatro músicas do "The Wall", estão presentes e deixam a apresentação bem eclética. 

Falar da atuação da banda é um puro desperdício de tempo e da paciência de quem se dá ao trabalho de ler a resenha, portanto, vamos ao que interessa, neste caso, as músicas, pois sempre estarão eternizadas em nossas mentes, mesmo com um álbum que não tem mais o glamour dos anos setenta, mas obviamente têm o seu valor, até mesmo pelo passado de quem o criou. 

E a rigor, o álbum, "The Divisions Bell" tem músicas muito interessantes como, "What Do You Want From Me"; "High Hopes" e "Take It Back" que se destacam das demais por sua consistência musical, mas de qualquer forma, o álbum como um todo é muito bom e, por conseguinte enriqueceu esta apresentação e serviu talvez de "esquenta", para algo bem maior que viria um ano depois com a turnê do álbum "Pulse", mas seja o que for e principalmente por vir do Pink Floyd, uma coisa é certa, podemos esperar o melhor, pois isso é o mínimo que eles conseguem fazer.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!        

MUSICIANS:
Richard Wrigth
David Gilmour
Nick Mason

TRACKS:
CD1
01 Astronomy Domine
02Learning To Fly
03 What Do You Want From Me?
04 On The Turning Away
05 Take It Back
06 Coming Back to Life
07 Sorrow
08 Keep Talking
09 One Of These Days
10 Shine On You Crazy Diamond
11 Breathe
CD2
01 Time
02 High Hopes
03 The Great Gig In The Sky
04 Wish You Were Here
05 Us And Them
06 Money
07 Another Brick In The Wall (part 2)
08 Comfortably Numb
09 Hey You
10 Run Like Hell

LINK

"Take It Back"

"Shine On You Crazy Diamond"

10 de mai. de 2011

PASSPORT - "Looking Thru" - 1973

Sempre que quero dar um tempo no rock progressivo, para colocar os neurônios em ordem, eu fujo para o jazz, no caso o do Passport que faz uma musica que transcende o próprio jazz, consegue ir além e para isso, ninguém melhor do que Klaus Doldinger, o gênio alemão que não saiu de uma lâmpada, mas que sempre sai de seu saxofone todas as vezes que uma música sua é executada. 

E como fuga, eu usei o álbum, "Looking Thru", gravado em 1973, o quarto álbum da banda, uma jóia rara, um dos que mais gosto de escutar, pois faz parte do momento em que a música do Passport soava de certo modo progressivo, isso, um jazz progressivo e que me lembre, só ele fez esse tipo de música, tendo isto acontecido entre 1973 com lançamento do álbum "Hand Made" e indo até o álbum "Infinity Machine", gravado em 1976. 

Neste período, álbuns como, "Doldinger Jubilee Concert" de 1974; "Doldinger Jubilee" de 1975 (ambos "ao vivo") e o tão afamado, "Cross Colateral" de 1975, têm em comum, uma sonoridade muito especial, indo a dimensões musicais que vão realmente muito além de um jazz tradicional, pois são incorporados outros elementos e conceitos musicais que dão uma nova leitura para o jazz, muitas vezes o distanciando desta clássica corrente musical. 

Klaus Doldinger faz uma música de vanguarda, sempre adiante de seu tempo, difícil de não agradar e logicamente como é um sábio, sabe escolher seus parceiros e para este álbum estiveram presentes, Curt Cress, Kristian Schulze e Wolfgang Schmid, exímios músicos que souberam dar o tempero certo em todas as músicas deste álbum e o próprio Klaus Doldinger vai além de seus instrumentos de sopro, e cai sobre os teclados e dá muito bem conta do serviço. 

Infelizmente é um álbum muito curto, com pouco mais de trinta minutos, porém temos que lembrar que a mídia da época eram os discos de vinil, portanto temos que nos conformar com as limitações existentes, mas mesmo assim, é um belíssimo álbum, gostoso de ouvir, então, só resta recomendá-lo a todos.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!


Musicians:
Curt Cress / drums, electronic percussion
Klaus Doldinger / Soprano & tenor saxes, Moog, electric piano, Mellotron
Wolfgang Schmid / bass
Kristian Schulze / electric piano, organ


Tracks:
1. Eternal spiral (3:59)
2. Looking thru (7:58)
3. Zwischenspiel (1:31)
4. Rockport (3:31)
5. Tarantula (3:48)
6. Ready for take off (4:47)
7. Eloquence (5:12)
8. Things to come (2:45)


LINK

"Eternal spiral"

"Rockport"

"Tarantula"

9 de mai. de 2011

GENESIS - "Six Of the Best" - 1982

Imaginem a sensação de estar presente a um show do Genesis, com a presença de Peter Gabriel, alguns anos após a sua prematura saída da banda, pois é o que está registrado no bootleg, "Six Of the Best", que foi gravado em 1982, no Milton Keynes Concert Bowl, Milton Keynes, Reino Unido. 

Deve ter sido uma emoção muito grande ver a banda, mesmo que somente por uma vez, reunida com todo o seu elenco, remetendo a todos que lá estiveram, de volta aos loucos anos setenta, com toda a magia que representa ter de volta ao palco Peter Gabriel

O show teve uma ênfase maior em cima do álbum, "The Lamb Lies Down On Broadway" com cinco músicas, mas para mim, o grande presente foi poder escutar mais uma vez na íntegra, "Supper’s Ready" na voz teatral de Peter Gabriel, apesar de que as versões cantadas por Phil Collins são muito do meu agrado também, pois considero que esta música está acima da própria banda, deixou de ser uma simples música e passou a ser uma entidade. 

E a bem da verdade, sempre será um prazer ver o Genesis reunido tocando sua músicas, que incansavelmente escutamos há anos e sempre encontramos um motivo, um novo estímulo que nos leva a escutá-las novamente sem, no entanto, nos cansarmos delas por conta da sua repetição ou mesmo porque ficaram fora de sua época. 

Eu considero que o Genesis, assim como algumas outras bandas de rock progressivo, conseguem produzir uma música atemporal, que nunca envelhece, sua sonoridade está positivamente sempre em sintonia com o presente, nunca guarda vícios do passado e muitas vezes serve modelo para as bandas das novas gerações do rock progressivo. 

Vale lembrar que Steve Hackett também havia deixado a banda, no ano de 1978, e fez apenas uma participação especial, mas com toda a sua sobriedade que é sua marca registrada, abrilhantando mais ainda este tão esperado reencontro do Genesis em toda a sua plenitude com uma gigantesca platéia ávida por este momento histórico.


ALTAMENTE RECOMENDADO!!!

MUSICIANS:
Tony Banks
Peter gabriel
Phil Collins
Mike Rutheforth
Chester Tompson
Daryl Stuemer
Special Guest:
Steve Hackett

TRACKS:
01 - Introduction
02 - Back In NYC
03 - Selling England Intro
04 - The Carpet Crawlers
05 - Greetings
06 - Firth Of Fifth
07 - The Musical Box
08 - Solsbury Hill
09 - Turn It On Again
10 - The Lamb Lies Down On Broadway
11 - Fly On A Windshield
12 - Broadway Melody Of 1974
13 - In The Cage
14 - Supper's Ready
15 - I Know What I Like
16 - The Knife

"Introduction"

"Turn It On Again"

"Supper's Ready - Trechos"

7 de mai. de 2011

KANSAS - "Nautical Almanac" - 1977

Um show que já começa com uma catarse coletiva antes mesmo do primeiro acorde, bem, já é um bom sinal, e quando está assinado por uma banda como o Kansas, melhor ainda, pois é exatamente o que o álbum, "Nautical Almanac", gravado em Long Beach, California, USA em 1977, nos oferece, com tudo o que há de direito, inclusive com sua formação clássica completa. 

Um fato inusitado e por sinal muito interessante, é que este show aconteceu na véspera do ano novo, ou seja, trinta e um de dezembro de 1977 e em um dado momento, o show é interrompido alguns segundos antes da passagem de ano e Robby Steinhardt, dirige algumas palavras para a platéia que estava ensandecida e em seguida começa a contagem regressiva quando faltavam vinte e quatro segundos para o Ano Novo, com direito a "Happy New Year", para imediatamente soltar uma versão flamejante e arrasadora da música, "Carry On Wayward Son", sua música mais famosa e popular, obviamente levando todos ao delírio. 

Este é o tipo de acontecimento que só poderia ter sido provocado por uma banda com o brilho de um Kansas, onde uma multidão deixou de estar com seus familiares para estar junto ao fenômeno americano do rock progressivo, talvez uma das banda mais queridas deste cenário em todo o planeta. 

Confesso que até para mim este álbum está sendo uma grata surpresa, pois havia escutado poucas vezes sem dar a devida atenção, portanto quando o reencontro agora está sendo uma grata novidade para mim assim como acredito que vá ser também uma grata surpresa para que ainda não conheça o álbum. 

O álbum é um clássico, pois todas as suas músicas já fizeram historia e são o fruto da dedicação e da doação do talento e da criatividade de todos os seus elementos, sem exceção, portanto, pelo conjunto de músicas que representa este álbum e por seus músicos, não resta mais nada a dizer senão, ALTAMENTE RECOMENDADO!!! 

MUSICIANS:
Phil Ehart - Drums
Dave Hope - bass
Kerry Livgren - Guitars, Keyboards
Robby Steinhardt - Violins, Vocals, Lead Vocals On "Lightning's Hand", "Sparks Of The Tempest" And "Hopelessly Human"
Steve Walsh - Keyboards, Vibes, Lead Vocals
Rich Williams - Electric Guitars, Acoustic Guitars

TRACKS:
Disc 1

01. Hopelessly Human
02. Point Of Know Return
03. Paradox
04. Icarus (Borne On Wings Of Steel)
05. Child Of Innocence
06. Closet Chronicles
07. Dust In The Wind/Acoustic Guitar Solo
08. Piano Solo/Lonely Wind
09. Cheyenne Anthem


Disc 2
01. Miracles Out Of Nowhere
02. Drum Solo - The Spider
03. Portrait (He Knew)
04. Sparks Of The Tempest
05. Carry On Wayward Son
06. Down The Road
07. Violin Solo
08. Magnum Opus

LINK

"Hopelessly Human"

"Carry On Wayward Son"

6 de mai. de 2011

YES - "Symphonic Live" - 2002

Com o passar dos anos, e no caso do Yes, algumas décadas, chega-se a um momento de uma tomada de decisão, o momento em que se deve dar um novo rumo nos acontecimentos, é a hora de se reinventar e eu acredito que este álbum, "Symphonic Live" que foi lançado em 2002, possa ser fruto desta teoria que agora eu levanto. 

Levando-se em conta o longo período muito conturbado que a banda passou a partir da década de oitenta, com uma sucessão de entradas e saídas de músicos, brigas judiciais intermináveis, um verdadeiro "Inferno de Dante", fora isto, o peso da idade da banda e associado à flutuação dos movimentos musicais de curta duração, dada a sua inconsistência e fragilidade musical sempre tiveram um efeito nefasto sobre o rock progressivo, o que hoje dia não acontece mais.


Outro dado importante é que sem a presença de Rick Wakeman junto à banda de certa forma deixa o espetáculo enfraquecido, portanto, considero que estas justificativas conspiratórias, foram em parte um bom motivo para a concepção sinfônica deste álbum, mais de trinta anos após a fundação do grupo, obviamente associada a uma vontade própria em estar junto a uma pequena sinfônica. 

Mas como tudo que tem um berço, uma origem muito bem sedimentada com uma história de vida e trabalho, só poderia gerar uma apresentação belíssima, que teve a assistência de jovens músicos concertistas para configurar o cenário sinfônico e que para mim deram a impressão que eram os que mais se divertiam e curtiam aquele momento (é só dar uma conferida no DVD) ao lado de quatro lendas vivas do rock progressivo, que mais uma vez estavam doando todo o seu talento e criatividade para a platéia presente. 

Para mim, com exceção das músicas do álbum, "Magnification" que apesar de tê-lo, não me identifico muito com suas músicas, porém, as demais estão com um arranjo perfeito e união da banda com o jovem corpo sinfônico que foi agregado à apresentação, mostrou-se com uma sinergia etérea, pois tudo funcionou perfeitamente.

Antes que eu me esqueça e cometa uma injustiça, um elemento é muito merecedor de um destaque, o jovem tecladista convidado, Tom Brislin que se saiu muito bem e tendo em vista a responsabilidade que teve em substituir Rick Wakeman, para mim foi uma gratíssima surpresa. 

De qualquer modo, seja qual for o motivo que levou o Yes a produzir um álbum tão rico musicalmente como este, é que menos importa, pois mais uma vez, a banda soube superar qualquer tipo de diferença ou problema e em conjunto conseguiu encantar a todos que assistiram presencialmente ao show, bem como consegue comover a quem o assiste pelo DVD.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!! 


MUSICIANS:
Alan White / drums, percussion
Chris Squire / bass, vocals
Jon Anderson / vocals, guitars
Steve Howe / guitars, vocals
Guest:
Tom Brislin / keyboards

TRACKS:
Disc one
1 "Overture"
2 "Close to the Edge"
3 "Long Distance Runaround"
4 "Don't Go"
5 "In the Presence Of"
6 "The Gates of Delirium"
7 "Steve Howe Guitar Solo (Mood For a Day)"
Disc two
1 "Starship Trooper"
2 "Magnification"
3 "And You and I"
4 "Ritual"
5 "I've Seen All Good People"
6 "Owner of a Lonely Heart"
7 "Roundabout"

LINK REMOVIDO: 



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Blog NAS ONDAS DA NET


Post YES - "Symphonic Live" - 2002


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"Long Distance Runaround"

"Gates of Delirium - part 1"

"Gates of Delirium - part 2"

"Gates of Delirium - part 3"

5 de mai. de 2011

JEAN MICHEL JARRE - "Oxygene Moscow" - 1997

Com o intuito de comemorar os oitocentos e cinqüenta anos da cidade de Moscou, na antiga União Soviética, então, o Prefeito, convidou Jean Michel Jarre, para produzir um show apoteótico, para que ficasse eternizado na memória de seus cidadãos a passagem de mais um aniversário da cidade. 

E assim foi feito, aliás, muito bem feito, pois Jean Michel Jarre é um especialista neste assunto, pois com sua presença, ele conseguiu reunir nada menos do que três milhões e meio de pessoas neste apoteótico show, um Recorde absoluto até então, comovendo a todos que lá estavam com uma apresentação pirotécnica de última geração que associada a sua música, provocou delírios na multidão presente. 

Não satisfeito, ele ainda de surpresa, promoveu um encontro ao vivo, inesquecível, entre a multidão e a Estação Espacial Russa MIR, mais uma vez comovendo e emocionado a multidão presente que a esta altura do show, estava completamente hipnotizada com tamanha carga de estímulos sonoros e visuais. 

Absolutamente tudo neste show tinha dimensões e proporções monumentais, a começar pelo lugar onde foi realizado, em uma praça à frente a Universidade Estatal de Moscou, onde ha uma grande área livre que abrigou o gigantesco palco e o publico que se aglomerou a sua frente.

A musica de Jean Michel Jarre por natureza é grandiosa e em dados momentos torna-se colossal, portanto foi a pessoa certa, no lugar certo, em uma celebração digna da música que ele faz e vice e versa, pois a Cidade de Moscou é um patrimônio da história, portanto merecedora da grande comemoração que teve. 

Quanto às músicas escolhidas para este show, todas sem exceção, muito próprias para a magnitude de um evento como este, foram executadas com uma precisão matemática fora do comum, tudo deu muito certo, é um show irreparável e mesmo para aqueles que não apreciam a música de Jean Michel Jarre, o conjunto desta apresentação é absolutamente irresistível e encantador. 

Vale também destacar a presença do Coro do Exército Vermelho e do corpo de Baile infantil e de novos aspirantes do Balé Bolshoi que coroaram magnificamente a festa em comemoração ao octacentésimo qüinquagésimo aniversário da Cidade de Moscou, sem dúvida alguma, um marco na história da música e para aquele País. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!

Musicians:
Jean Michel Jarre
Laurent Faucheux
Dominique Mahut
Christoph Papendieck
Dominique Perrier
Francis Rimbert

Tracks:
01. Introduction; "Oxygene 12" [1:30] 
02. "Rendez-vous II" [6:45] 
03. "Chants Magnetiques 1" [5:02] 
04. "Oxygene 11" [5:22] 
05. "Oxygene 7" [8:13] 
06. "Oxygene 10" [4:14] 
07. "Oxygene 4" [5:28] 
08. "Souvenir de Chine": Dedication to Diana, Princess of Wales [5:32] 
09. "Oxygene 12" [5:36] 
10. "Revolution, Revolutions" [3:13] 
11. "Rave-olution" [2:06] 
12. "Rendez-vous IV" [5:20] 
13. "Oxygene 13" [4:26] 
14. La Fin Crθdite; "Chronologie VI" [8:13]


"Oxygene Moscow" - part 1

"Oxygene Moscow" - part 12

4 de mai. de 2011

RAY MANZAREK - "Carmina Burana" - 1983

Existe doido para tudo e para todos, e este aqui que é pós-graduado em doideira, que atende pela alcunha de Ray Manzarek, é o ex-tecladista do "The Doors".

Em um momento de lucidez, gravou em 1983, pasmem, "Carmina Burana" de Carl Orff em uma versão muito bem humorada que beira um clima bem discoteque, muito característico do início dos anos oitenta. 

A produção ficou a cargo de um dos mentores da New Age, Philip Glass, ou seja, produções de primeira categoria e esta, não fica a dever em nada e não poderia ser diferente, pois o trato com uma peça musical como "Carmina Burana", tem que ser ter muitos cuidados, pois não se admite em hipótese alguma, atos que venham a blasfemar ou ridicularizar a imagem do compositor alemão, Carl Orff. 

Carl Orff
Considerando que Ray Manzarek agregou a este trabalho excelentes músicos e um coro altamente competente para materializar esta versão moderna de um antigo épico musical, seu resultado é até surpreendente, um tanto inovador e principalmente corajoso, mas não quer dizer que vá agradar a qualquer um, é necessário ter alguns requisitos prévios, como o gosto em escutar música clássica, ter mente aberta para uma sonoridade que a princípio pode parecer agressiva à versão original. 

Não chega nem de longe a beirar a bizarro, como já vi escrito em outros sites e blogs especializados em música, pois considero este álbum como uma leitura contemporânea de uma popular peça clássica do passado na visão de um músico criativo, executada com muito cuidado e esmero, que merece ser apreciada, tendo em vista que Ray Manzarek deve ter suado e muito a camisa para produzi-la. 

Ray Manzarek aproveitou-se da oportunidade e deu um show com seus teclados, fazendo belas harmonizações e solos bem estruturados dentro do contexto exigido pela peça e mesmo não sendo um virtuoso instrumentista, temos que fazer justiça ao seu trabalho, pois se saiu muito bem e teve sensibilidade suficiente para não transformar em um circo esta grandiosa peça musical. 

As impressões sobre esta polêmica versão de "Carmina Burana", acredito eu, devem ser fruto da experiência anterior de cada um, pois entendo que é um tipo de música de digestão um pouco complexa, portanto deixo esta tarefa a quem se aventurar em escutá-la, mas de qualquer forma, não posso deixar de recomendar este álbum a todos, por seu conteúdo, pela produção e dedicação que Ray Manzarek dispensou a este projeto. 

MUSICIANS:
Bass - Doug Hodges
Drums - Larry Anderson (2)
Guitar - Ted Hall (2)
Piano, Organ, Keyboards [Misc.] - Ray Manzarek
Saxophone, Flute - Jack Kripl
Synthesizer - Adam Holzman , Michael Riesman
Producer - Philip Glass

TRACKS:
01. The Wheel Of Fortune (O Fortuna)
02. The Wounds Of Fate (Fortune Plango)
03. The Face Of Spring (Veris Leta Facies)
04. Sunrise (Omnia Sol Temperat)
05. Welcome (Ecce Gratum)
06. The Dance (Tanz)
07. Sweetest Boy (Dulcissime)
08. If The Whole World Was Mine (Were Diu Werlt)
09. Boiling Rage (Estuans Interius)
10. The Roasted Swan (Olim Lacus)
11. In The Tavern (In Taberna)
12. Loves Flies Everywhere (Amor Volat)
13. A Young Girl
14. Come My Beauty (Veni Veni Venias)
15. The Lovers (Blanziflor Et Helena)
16. The Wheel Of Fortune (O Fortuna) -


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"The Wheel Of Fortune (O Fortuna)"

"The Wounds of Fate ( Fortune Plango Vulnera)"

"Sunrise (Omnia Sol Temperat)"

3 de mai. de 2011

RICK WAKEMAN - "Always with You" - 2010

Positivamente, nosso grande mestre dos teclados, Rick Wakeman, resolveu dar um tempo, está em um momento de introspecção, voltado para si, talvez fazendo um balanço de tudo o que já tenha feito em sua vida e pensando no que ainda pode fazer, se é que já não fez de tudo. 

A bem pouco tempo atrás postei um álbum com ele e seu melhor amigo, Jon Anderson, chamado, "The Living Tree", muito introspectivo também e agora quando me deparo com este álbum, "Always with You", gravado em 2010, somente ele e um grande piano, com várias músicas clássicas populares como enredo, talvez seja uma outra forma que ele tenha vislumbrado de continuar seu inestimável trabalho, agora como um interprete musicista. 

Essa possível fuga dos holofotes é até muito compreensível, pois são praticamente quarenta anos de uma vida muito louca, de ensaios, gravações, shows, salas de espera dos aeroportos, uma correria soberba.

Se levarmos em conta que nosso mestre já não é mais aquele menininho de longos cabelos dourados e também é, de carne e osso, como todos nós, porém, em meu inconsciente, a imagem que mais guardo dele é exatamente quando era mais jovem, mas chega um momento em que temos que pensar mais em nós, do que nos outros e neste caso, pode ser que ele esteja pensando assim. 

Especificamente relativo a este álbum, não há muito que comentar pois Rick Wakeman esta fazendo o que mais sabe fazer, tocar piano e tendo em vista sua bagagem, que mal caberia em um Boeing 747 Cargo e levando-se em conta as músicas que escolheu, em grande parte muito conhecidas,  qualquer comentário torna-se absolutamente desnecessário. 

Faço apenas um destaque para a música, "Stairway To Heaven" do Led Zeppelin, em que a banda é homenageada com uma belíssima versão acústica de piano de sua música mais conhecida e nós simples mortais somos presenteados com este raro tributo. 

Eu realmente só fico na torcida que isto não signifique uma precoce aposentadoria, pois seria uma lástima ver uma lenda viva, simplesmente apagar os filamentos de sua última lâmpada incandescente da vida e deixar uma legião de fãs, órfãos de sua música e principalmente de sua iluminada presença. 

Mas isso, são apenas suposições conspiratórias (muito próprio de quem não tem o que fazer) de um grupo de poucos neurônios que diariamente se alimentam de música e que sempre estão à caça de um novo alimento musical, portanto o mestre pode simplesmente ter feito um álbum como este, apenas por prazer, somente porque sentiu vontade, pois ele não depende de mais ninguém para seguir em sua carreira. 

ALTAMENTE RECOMENDADO PARA OS AMANTES DA MÚSICA CLÁSSICA OU SIMPLESMENTE DA BOA MÚSICA!!!!

MUSICIANS:
Rick WakemanGrand piano

TRACKS:
01. Ave Maria
02. Glory
03. The Piano Messiah
04. The Granary Canon
05. Beautiful Saviour
06. Jesu, Joy Of Man's Desiring
07. My Redeemer
08. Moods Of Morning
09. Always With You
10. Kum-Ba-Ya
11. Gone But Not Forgotten
12. Stairway To Heaven        

"Glory"

2 de mai. de 2011

PINK FLOYD - "The Darkside Rehearsals" - 1972

Apesar do nome do álbum, "The Darkside Rehearsals", o ano em que foi gravado, 1972 e mais ainda o fato do Pink Floyd estar ensaiando em suas apresentações de algumas das músicas que estavam em fase de pré-produção do futuro álbum, "The Dark Side Of The Moon", não foi para mim o principal atrativo para postar esta rara compilação de ensaios da banda, mas o que mais me chamou a atenção foi a execução de outra música que mais adiante terá o seu nome revelado. 

Mas só por ter um dos diversos ensaios da sua obra prima máxima, "The Dark Side Of The Moon", já seria motivo mais que suficiente e uma obrigação postá-lo, pois é muito interessante poder entender como foi a evolução da peça e como eles conseguiram chegar a versão final de estúdio, imortalizada na história da música contemporânea.

Nota-se claramente que os arranjos não estavam ainda bem definidos e mesmos a parte vocal estava muito distante do que realmente iria ficar, bem como os solos de guitarra ainda não estavam muito sintonizados com o contexto que está obra prima exigiria da banda, pois em algum momento esta obra adquiriu vida própria e ficou acima de seus criadores e executores, guiando-os rumo a perfeição. 

O que fica muito evidente de um ensaio inserido dentro de uma apresentação pública como esta, é o poder criativo e a emanação de talento que a banda gerava, contaminando a todos os presentes com um sentimento difícil de ser externado, pois eram apenas quatro jovens rapazes que por um objetivo único, a perfeição, estavam doando suas almas diante de todos. 

Sendo bem específico, algumas músicas estão irreconhecíveis, como por exemplo, "The Great Gig In The Sky" que está longe de ser o que finalmente iria ficar em sua versão final de estúdio.

Mas é exatamente isso é que torna uma das partes mais intrigantes e subjetivas do processo de criação,  o aprimoramento musical, que não chega a ser algo como, por tentativa e acerto, mas sim a busca da melhor sintonia, até se chegar a uma perfeição musical que agrade a quem a está executando assim como consiga comover e atrair o futuro ouvinte, mostrando o amadurecimento da evolução musical que a banda estava passando naquele momento. 

A bem da verdade, o atrativo principal é o próprio Pink Floyd, que seja como for, sempre trará uma gratíssima surpresa, como para mim foi a versão simplificada de "Atom Heart Mother", a música a qual havia omitido o seu nome no início desta resenha, pois ela está desprovida da orquestra de metais que são uma das características de sua estrutura , mas por outro lado, sua ausência permitiu revelar um Pink Floyd mais solto e menos marcial nesta música, com David Gilmour livre para improvisar com sua guitarra e os teclados de Rick Wright mais evidentes e eu como fã confesso e incondicional desta música, logicamente viajei para longe da realidade, pois não há como escapar de seus encantos em um momento de liberdade e improviso. 

Esta gravação foi feita mais precisamente no dia vinte de janeiro de 1972 no "The Dome", Brighton, Inglaterra e por conta de haverem diversas versões "Rehearsals" sobre as músicas do álbum "The Dark Side Of The Moon" esta informação passa a ter certo sentido de espaço e tempo. 

Dizer que este álbum é altamente recomendado chega a ser repetitivo e um tanto infantil, mas como ainda sou uma velha criança e das mais teimosas, o álbum é ALTAMENTE RECOMENDADO E IMPERDÍVEL!!!! 


Band: 
Roger Waters: Vocals, bass
David Gilmour: Vocals, guitar 
Rick Wright: Organ 
Nick Mason: Drums, percussion

Tracks: 
Disc One 
1. Speak To Me 2:08 
2. Breathe 3:01
3. On The Run 8:09
4. Time 6:36
5. Breathe (reprise) 1:46
6. The Great Gig In The Sky 4:35 
7. Money 2:44 
8. Atom Heart Mother 15:26 
9. Careful With That Axe, Eugene 10:45 
Total Time: 55:14 

Disc Two 
1. One Of These Days 9:09
2. Echoes 26:31 
3. A Saucerful Of Secrets 17:03 
Total Time: 52:44

LINK

"Breathe"

"Atom Heart Mother - parte 1"

"Atom Heart Mother - parte 2"

1 de mai. de 2011

TANGERINE DREAM - "Ricochet" - 1975

Mais de trinta e cinco anos depois de lançado, o álbum, "Ricochet", do Tangerine Dream, gravado em 1975, continua tão atual, como se fosse um lançamento dos tempos atuais, não tem o ranço de coisa antiga ou ultrapassada, é uma música de vanguarda que o tempo não conseguiu destruir ou mesmo descaracterizar. 

Sem dúvida, uma obra prima, absoluta, trabalho de um mestre, Edgar Froese, que é incansável a procura da perfeição, que em dados momentos chega a ser matemática e simétrica, mas sem deixar de ser lírica e poética ao mesmo tempo, fruto da dedicação e da capacidade em doar seu talento e sua criatividade. 

Esse material é oriundo de apresentações feitas pelo trio Peter Bauman, Chris Franke e Edgar Froese na França e na Inglaterra, porém foram editados, reorganizados e masterizados, possibilitando esta continuidade musical fabulosa como se fosse uma longa sinfonia, com as manifestações públicas sendo presenciadas apenas no ínicio e depois somente ao final da apresentação. 

É um álbum, fácil de escutar, pois não é tão experimental como seus antecessores e porque possui um padrão harmônico muito inovador garantindo uma viagem através de uma sonoridade única.

Esta sonoridade leva o ouvinte a uma dimensão psicodélica dentro de um cenário que beira a música clássica com uma atmosfera espacial muito característica do loucos anos setenta e do rock progressivo. 

Mesmo com uso constante de seqüenciadores e loops produzidos por Moogs, sintetizadores ou equipamento que o valha, esta música não cansa, mesmo sendo dividida em apenas duas longas faixas.

Existe um dinamismo harmônico muito bem aplicado e que na dose certa,  propicia um convite constante a adentrar cada vez mais em seu intrínseco labirinto musical que é permeado por sentimento de perfeição característica das máquinas, mas que ao mesmo tempo tem o toque da  humanidade.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!! 

MUSICIANS:
Edgar Froese / synthesizer, bass, guitar, keyboards, composer
Peter Bauman / keyboards, drums
Christoph Franke / keyboards

TRACKS:
1. Ricochet Pt. 1 (17:03)
2. Ricochet Pt. 2 (21:11)


"Ricochet Pt. 1 (1/2)"

"Ricochet Pt. 1 (1/2)"

"Ricochet Pt. 2 (1/2)"

"Ricochet Pt. 2 (2/2)"

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