12 de abr. de 2011

Camel - "Live at Arsenaltheater" - 2003

Desta vez o ano é o de 2003, a banda é o Camel e o bootleg intitula como, "Live at Arsenaltheater", o local, Vlissingen, Holanda e o prazer em escutar este álbum é todo nosso, pois apesar de tudo, o Camel sempre será o Camel, basta ter apenas um membro remanescente, que a química da banda é ativada e a apresentação da banda é sempre uma gratificante surpresa. 

O mais interessante nesta apresentação é que o show já começa em quinta marcha, pois logo de cara, a banda apresenta a música, "Lady Fantasy", em geral tocada sempre ao final dos espetáculos por ser a música mais popular da banda e na seqüência, temos "Unevensong", que é outra música muito conhecida, dai para frente, fica por conta da imaginação. 

As músicas são muito representativas, pois cobrem de certa forma a história da banda, passando por seus melhores álbuns, como "Camel" (o primeiro); "Mirage"; "Snowgoose"; "Moonmadness"; "Rain Dances"; "Breathless"; "I can see your house from here"; "Nude"; Dust and dreams; "Rajaz" e "A nod and a wink", ficando apenas de fora os álbuns "The Single Factor" e "Stationary Traveller", ou seja, temos uma aula de historia da música sobre a obra produzida pelo Camel

É certo que esta, não é a melhor a formação que a banda teve desde o final dos anos setenta, mas de qualquer forma, o show está muito bem sustentado, pois os músicos com muita competência executaram todas a peças com muito profissionalismo. 

Nota-se claramente que o show foi realizado em um lugar de menor capacidade, não tão grande como os que estavam acostumados a tocar, tendo em vista as manifestações de fundo, mas o que importa é a essência da banda estar preservada e as músicas bem tocadas, como sempre tivemos prazer de escutar e agora com certeza neste álbum, não é diferente.

CAMEL, SEMPRE MUITO BEM RECOMENDADO!!!!  


Musicicians:
Andrew Latimer;
Colin Bass;
Guy Le Blanc;
Denis Clement


Tracks:

01-lady fantasy
02-uneven song
03-hymn to her
04-echoes
05-drafted
06-rhayader
07-another nite
08-ice
09-spirit of the water
10-fox hill
11-arobaloba
12-mother road
13-for today
14-never let go


LINK

"Lady Fantasy"

"Rhayader"

11 de abr. de 2011

PINK FLOYD - "Shine On Paris" - 1974

Mais uma vez mirei no que vi e acertei no que não vi e agora a vítima foi o Pink Floyd, com seu álbum, "Shine On Paris" gravado no "Palais Des Sports De La Porte De Versailles", Paris, França em Junho de 1974, em mais uma memorável apresentação histórica. 

E como não poderia deixar de ser, tem sempre algum factóide inserido nestes shows e especificamente no caso deste, mesmo antes de ser lançado em um novo álbum de estúdio, a música, "Shine On You Crazy Diamond", com um solo de guitarra bem diferente do que conhecemos do álbum oficial, era experimentada para o deleite dos franceses que lá estavam.

Mas desta vez não ficou só nisso, pois a música, "Raving and Drooling" com algumas mudanças em seu arranjo e posteriormente no nome, faria parte do álbuns "Animals", que por sinal é um dos que mais gosto da banda e só seria lançado somente em 1977, fato este, muito típico do Pink Floyd

Isto leva a um raciocínio direto do poder criativo que banda tinha e dá até para imaginar a quantidade de músicas que foram feitas, possivelmente gravadas, mas que nem chegaram a ser ditadas ou mesmo apresentadas em algum show e podem estar perdidas em algum lugar. 

Pela época em que aconteceu, esta apresentação deveria estar cobrindo ainda a turnê de lançamento do álbum, "The Dark Side Of The Moon", de 1973, pois a peça está apresentada na íntegra, com direito a vocal feminino e tudo mais para a execução de "Great Gig In The Sky", um pouco gritado para o meu gosto, mas tudo bem, faz parte destas apresentações. 

Finalizando, é mais um puta show, de um fenômeno musical, com um poder criativo, praticamente ilimitado, inimitável, com uma formação única de músicos, produzido por uma banda de rock que está acima do bem e do mal e o melhor de tudo, é que é uma das bandas que mais material disponível tem a oferecer, pois existe um sem número de bootlegs que são divulgados, principalmente por blogs especializados em Pink Floyd, que se sabe lá aonde conseguem desenterrar estas preciosidades musicais, agindo como arqueólogos musicais, tendo até em vista que são gravações antigas, não aproveitadas pelos seus produtores, provavelmente mofando em algum porão de alguma gravadora. 

Musicians:
David Gilmour
Roger Waters
Rick Wright
Nick Mason
Venetta Fields
Carlena Williams
Dick Parry

Tracks:
Disco 1
01. Shine On You Crazy Diamond (Early Version)
02. Raving And Drooling
03. Echoes

Disco 2
01. Speak To Me
02. Breathe
03. On The Run
04. Time
05. Great Gig In The Sky
06. Money
07. Us And Them
08. Any Colour You Like
09. Brian Damage
10. Eclipse

LINK

"Time"

"Any Colour You Like"

10 de abr. de 2011

VÍDEO DA NOITE - "Alunos do Conservatório de Paris - Atom Heart Mother" - 2003


É simplesmente de arrepiar, pois formandos do Conservatório de Paris, executam de forma altamente profissional uma das peças mais complexas e sofisticadas do Pink Floyd, "Atom Heart Mother".

Só assistindo para crer!!!!





8 de abr. de 2011

XYZ - "Demos" - 1981

Como eu sou chegado a umas bizarrices musicais (no bom sentido, é claro), temos aqui uma bem interessante a comentar, a banda XYZ, que não passou de alguns ensaios e foi criada a partir da união de ex-membros do Yes e do Led Zeppelin, no caso, os músicos, Chris Squire, Alan White e Jimmy Page, aliás, só feras do rock, mas vamos lá tentar entender este imbróglio e o que pode ter originado esta situação. 

Ao que tudo indica, juntaram-se em 1981, período negro para o Yes que tinha perdido o seu rumo depois do lançamento do álbum "Tormato", com todos brigando internamente, uma puta confusão e para completar o drama que viviam, alguns poucos remanescentes, lançam o álbum "Drama" em 1980, que na verdade representava exatamente o que sobrou da banda passava naquele momento.  

Jimmy Page
Por outro lado, Jimmy Page, que ainda se recuperava da morte de seu amigo de banda, John Bonham, asfixiado pelo próprio vomito enquanto dormia em setembro de 1980, sendo considerado como o verdadeiro motivo para por fim a um mito do rock, o Led Zeppelin que após sua morte teve uma brilhante e inigualável  trajetória interrompida  .

Provavelmente ele também estava sem rumo, perdido, portanto uma união destas, na pior das hipóteses serviria como terapia para Jimmy Page, mas bem como para todos os membros que formariam o XYZ, que na verdade quer dizer "eX Yes & Zeppelin" (muito criativo não?), mas vamos em frente. 

Na verdade foi uma pena não ter dado certo, pois estas quatro faixas mostram músicas de qualidade e muito provavelmente fariam sucesso, obviamente por terem um pedigree de primeiríssima linha, serem músicos de valor inquestionável e já terem um currículo bem rico por seus trabalhos anteriores em suas respectivas bandas. 

Alan White
Diz-se ainda que, até Robert Plant, foi convidado para assumir os vocais, coisa que acabou não acontecendo, pois quando assistiu os ensaios, achou as músicas um tanto complicadas e gentilmente declinou da honra de fazer parte de tão emérita formação, uma pena mesmo.

Mas apesar de tudo, Chris Squire, não se saiu mal nos vocais, lembrando até um pouco sua atuação em "Fish Out of Water", um álbum solo lançado em 1975 e que acabou virando um Cult e a bem da verdade temos que admitir que além de um dos melhores baixistas do rock,  Chris Squire é de uma determinação ilimitada, um moto-scraper descendo a ladeira sem freio, não tem medo de errar, qualidade que é um diferencial em sua carreira. 

Chris Squire
Infelizmente não consegui nenhum vídeo para ilustrar a postagem, apenas um áudio de 1984 já com o Yes de volta a cena musical com uma "canja" de Jimmy Page tocando a música "I'm Down" dos Beatles, ou seja, acabei encontrando mais uma bizarrice musical e diga se passagem, de primeiro mundo, pois juntar o Yes, Jimmy Page e os Beatles (in memorian) não é uma química fácil de se obter.

De qualquer forma, esta pequena compilação fica como um documento histórico da música contemporânea, de uma tentativa frustrada da formação de uma banda que com certeza teria um futuro bem interessante e promissor e nós simples mortais, teríamos mais uma banda a perseguir e exigir o melhor que podem dar.


"Jimmy Page & Yes - I'm Down (Beatles cover)"

7 de abr. de 2011

RICK WAKEMAN - "Live On The Test" - 1976

Há dois dias, eu fiz uma resenha a respeito do álbum, "The Living Tree", da nova dupla de desempregados musicais, Anderson & Wakeman (não são sertanejos) e acabei lendo uma frase que faço questão de publicá-la na integra, feito pelo amigo Jose Carlos em seu comentário: "Realmente parece que os dois se encontraram e resolveram descansar, dar um tempo na doideira, duas lendas vivas da música, contidos, intimistas e realmente soa meio melancólico, mas como vc diz, quem sabe não é essa a mensagem que querem passar?" e isto ficou martelando  o dia inteiro os poucos neurônios que ainda estão em atividade. 

Tanto martelou, que ao final do dia, resolvi lembrar como era o "tempo da doideira", tão bem colocado por José Carlos e como diz o velho ditado, "quem procura, acha!!!!", eu achei um álbum bem interessante e de uma fase muito importante da carreira solo de Rick Wakeman,  "Live On The Test", gravado em 1976, fazendo parte da turnê de divulgação do álbum, "No Earthly Connection", talvez o último grande álbum conceitual de sua carreira, que por sinal, foi gravado em março de 1976 aqui no Brasil. 

E o interessante, é que Rick Wakeman nesta fase de sua carreira, ainda está acompanhado de alguns membros da sua antiga banda, a "English Rock Ensemble", especialmente na potente voz de Ashley Holt, que como sempre manda muito bem e esta nesta apresentação está impecável e irretocável e quando penso no álbum da dupla que citei a pouco, dá até frio na espinha pensar que ambos estão pensando em se aposentar ou algo parecido, mas que pode ser um indício, pode, pois afinal não dependem mais de nada para sobreviverem. 

A bem da verdade, este álbum não é o ápice da doideira, de forma alguma, a doideira aconteceu antes dele, quando a banda tocava com alguma sinfônica e um grande coro, ai sim, as coisas deviam complicar e muito, elevando os níveis de adrenalina e stress de todos os envolvidos, pois a dificuldade em produzir espetáculos desta natureza e ainda por cima ter que dar certo, teve ter tirado o sono de muitos nesta época. 

Mas teorias da conspiração a parte, o que importa mesmo, é que "Live On The Test", é um divertimento garantido, pois traz até nós, boa parte de "Journey to the Center of the Earth"; um faixa de "Herique VIII" e outra de "King Arthur" e praticamente todo o álbum, "No Earthly Connection" que não é muito fácil escutá-lo a partir de apresentações públicas e mesmo sendo um álbum corrente na internet, percebi que a maioria dos links estão quebrados, tornando-se uma boa opção para relembrar a fase da doideira de Rick Wakeman e amanhã penso em fazer o mesmo com Jon Anderson

ALTAMENTE RECOMENDÁVEL!!!! 

Musicians:
Rick Wakeman: Keyboards
Ashley Holt: Vocals
John Dunsterville: Guitars/Mandolin
Martyn Shields: Brass
Reg Brooks: Brass
Roger Newell: Bass/Vocals
Tony Fernandez: Drums

Tracks:
01. Recollection (13:50)
02. Music reincarnate - The realisation (5:12)
03. Sir Lancelot and the black knight (5:47)
04. Music reincarnate - The Spaceman (4:25)
05. Catherine Parr (10:17)
06. The prisoner (7:36)
07. Merlin the magician (7:29)

LINK.

"Music reincarnate - The realisation"

"Music reincarnate - The Spaceman"

"The prisoner"

6 de abr. de 2011

ELOY - "Live in Berlim" - 1974

Verificando o que poderia postar do Eloy, encontrei este álbum, "Live in Berlim", gravado em 1974 na Alemanha, que cobre uma importante fase da banda com os seus primeiros trabalhos que possuíam elementos musicais muito mais hard do que progressivos, o que de forma alguma não impediu o sucesso da banda. 

Esta apresentação cobre os álbuns, "Eloy", "Inside" e "Floating", a fase embrionária e metamórfica da banda onde é possível notar a transição conceitual de estilo que a banda passou em um curto espaço de tempo, pois com apenas quatro anos de existência, lançariam, "Power And The Passion", uma obra de arte sonora inigualável, sendo um dos melhores trabalhos que a banda produziu e mais especificamente, Frank Bornemann, que com este trabalho revela sua verdadeira vocação progressiva que apenas estava apenas encubada. 

Mas neste álbum, já é possível sentir a veia progressiva no grupo, principalmente nas músicas que são dos álbuns, "Inside" e "Floating", pela sua consistência temática e pelo uso mais presente dos teclados que criam sempre uma atmosfera de fundo especial, apesar de que a música "Isle of the Sun", do primeiro álbum, tem a presença marcante de um órgão Hammond que é uma viagem, lembrando a fase inicial do Deep Purple, que a época, já tinha seu mago dos teclados, o grande mestre, Jon Lord, uma figura legendária do rock e um dos melhores tecladistas de todos os tempos em meu conceito. 

Finalizando, "Live in Berlim", flagra uma apresentação do Eloy nos seus primórdios, com músicas já muito bem estruturadas e consistentes, que levam a marca do gênio, Frank Bornemann em todas as suas músicas, tanto por sua voz muito característica, por sua potente e afiada guitarra, bem como por sua genialidade como compositor e arranjador.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!         

Musicians:
Frank Bornemann - vocals and guitar
Manfred Wieczrok - organ and guitar
Luitjen Jansen - bass
Fritz Randow - drums

Tracks:
01 - Flying High
02 - On The Road
03 - Castle In The Air
04 - Isle of Sun
05 - Future City 
06 - Today 
07 - Daybreak
08 - Up And Down
09 - Madhouse


NEW LINK
"Isle of the Sun"

"Daybreak"

5 de abr. de 2011

ANDERSON & WAKEMAN - "The Living Tree" - 2010

Como era de se esperar com a saída de Jon Anderson e Rick Wakeman do Yes, a possibilidade dos dois desempregados fazerem alguma coisa juntos, tinha uma tendência muito grande, o que acabou realmente acontecendo em 2010, com o lançamento do álbum "The Living Tree" que é totalmente composto de músicas inéditas. 

Eu sou fã de carteirinha dos dois incondicionalmente, porém eu achei as músicas melosas demais para o meu gosto, o que a rigor não significa nada, é apenas um sentimento meu em relação a um trabalho que está muito bem feito, simples por natureza, com um Rick Wakeman muito mais pianista do que tecladista, acompanhando Jon Anderson nas músicas que foram criadas hermeticamente e estruturadas para tirar o melhor de sua excepcional voz. 

Fica clara a intenção de produzir um trabalho diferente do que normalmente fariam no Yes e isto é absolutamente normal e justificável tendo em vista que o substituto de Jon Anderson, o jovem Benoit David, tem um timbre de voz muito semelhante e até em alguns momentos difícil de identificar a voz de um ou de outro. 

Por outro lado, Oliver Wakeman que substituiu seu próprio pai (o que é o destino) e obviamente não poderia ter melhor mestre, tem talento, personalidade e criatividade suficiente para no atual padrão musical da banda, cobrir a ausência de Rick Wakeman, que neste álbum pega leve em cima dos teclados, mas mesmo assim faz belas harmonizações com seu sintetizador, produzindo sons de flauta em alguns momentos e executando seu piano de forma soberba, aliás, como sempre.. 

No contexto geral é um álbum bem introspectivo, intimista, soando bem lírico e poético ao mesmo tempo, às vezes um pouco melancólico, mas não quer dizer que seja um reflexo da atual fase dos dois músicos, distantes de sua casa que é o Yes, onde são os legítimos proprietários e por razões que desconheço, de lá foram despejados ou simplesmente resolveram se mudar por questões pessoais ou profissionais, mas isto eu realmente não sei. 

Curiosamente surgiram algumas imagens a minha mente quando em um quarto escuro eu escutava estas músicas pela primeira vez e em sua maioria, eram visões de planícies vazias, um tanto desoladas, mas não eram sinistras, eram apenas tristes (coisa mais deprê, não???), isto talvez pela falta do restante dos instrumentos mínimos que compõem uma banda e certamente com este complemento de instrumentos,  as imagens seriam outras e é até possível que este seja realmente o efeito que estes dois gênios tenham pensado em causar, quem sabe?

Mas a despeito de qualquer crítica, sentimento, ou seja, o que for, é uma obrigação não só divulgar este álbum, bem como recomendá-lo muito, pois ele é fruto do trabalho de duas lendas vivas do rock progressivo, tem uma qualidade inquestionável e com certeza agradará a muitos que o ouvirem, pois apesar de tê-lo achado um pouco triste, não significa que não tenha gostado e mesmo que não tivesse sido do meu agrado, ele seria postado de mesma forma, pois uma opinião pessoal e principalmente a minha, não é suficiente para desmerecer um trabalho tão bem produzido como este.

ALTAMENTE RECOMEDÁVEL!!!

Musicians:
Jon Anderson
Rick Wakeman

Tracks:
1. Living Tree (Part 1) (4:04)
2. Morning Star (4:30)
3. House Of Freedom (5:38)
4. Living Tree (Part 2) (4:37)
5. Anyway And Always (3:51)
6. 23/24/11 (6:25)
7. Forever (5:33)
8. Garden (3:23)
9. Just One Man (4:46) (Music by Jeremy Cubert)


"Forever"

"Morning Star"

4 de abr. de 2011

V. A. - "Supernatural Fairy Tales - The Progressive Rock Era" - 1996


Lançado em 1996, o Box-set, "Supernatural Fairy Tales- The Progressive Rock Era" é uma compilação das bandas e músicas mais representativas do cenário progressivo, produzida com muito cuidado e esmero pela Rhino Records

Logicamente por questões comerciais e contratuais, bandas como Pink Floyd, Eloy, Camel, Triumvirat e tantas outras de mesma magnitude, ficaram de fora deste Box-set de cinco CDs, muito bem produzido, com ilustrações do grande mestre do design, Roger Dean, acompanhado de um livreto informativo de mais de cinqüenta páginas contento uma boa parte dos acontecimentos rock progressivo e das bandas que fizeram e ainda fazem parte da história do rock até hoje. 

Considero que dentro das possibilidades de bandas que os produtores tiveram para montar este Box-set, eles foram muito felizes na escolha das músicas, onde músicas como "América"; "Celebration"; "Hocus Pocus"; "Dancing With The Moonlit Knight" e tantas outras tão significativas, estão mescladas entre cinqüenta e três músicas que compõem esta coletânea e dão uma panorâmica bem dinâmica desde os primórdios do nascimento deste movimento musical. 

A diversidade de bandas cobre de “A” a “Z” uma constelação de astros do rock, obviamente de magnitudes diferentes, porém sempre estrelas, algumas acesas e outras apagadas, tendo em vista que algumas bandas já encerraram suas atividades, mas que mesmo assim, continuam a fazer história e a encantar seus antigos e novos fãs. 

Vale à pena ressaltar algumas participações de bandas como, "PROCOL HARUM"; "MOODY BLUES" (que vergonha, nunca postei nada deles); "PETER SINFIELD"; "KLAUS SCHULZE"; "APHRODITE'S CHILD"; "CARAVAN"; "CURVED AIR"; "ARGENT”; "VDGG"; "AMON DÜÜL II"; "STRAWBS"; "SAMLA MAMMAS MANNA" e o "MAGMA" que também fizeram e fazem a história do rock até hoje e que considero que não tiveram ao longo da história o destaque merecido pela contribuição e crescimento deste complexo movimento musical e agora esta coletânea restabelece a justiça. 

A rigor não há muito que comentar, porém vale dizer que este Box-set é um convite a boa música e um passaporte para uma viagem musical de quase seis horas de duração, nos remetendo ao passado do rock, permitindo uma avaliação do estágio atual do rock e possibilitando uma previsão do que podemos esperar. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!!!

 BANDS:
Amon Düül II / Ange / Aphrodite's Child / Argent / Ash Ra Tempel / Atomic Rooster / Banco / Can / Caravan / Clearlight / Curved Air / Electric Light Orchestra / Emerson, Lake & Palmer / Faust / Focus / Frank Zappa / Genesis / Gentle Giant / Golden Earring / Gong / Hatfield & The North / Henry Cow / Kingdom Come / Klaus Schultze / Lard Free / Le Orme / Magma / Nektar / Pete Sinfield / Premiata Forneria Marconi / Pretty Things / Procol Harum / Quiet Sun / Rare Bird / Renaissance / Roxy Music / Samla Mammas Manna / Savage Rose / Seventh Wave / Strawbs / Supersister / The Moody Blues / The Nice / Traffic / Van der Graaf Generator / Wigwam / Wishbone Ash / Yes


TRACKS:  


CD 1: 67:18
01. THE NICE: America (6:18)
02. TRAFFIC: Paper Sun (4:18)
03. PROCOL HARUM: Repent Walpurgis (5:10)
04. PRETTY THINGS: Private Sorrow / Balloon Burning (7:39)
05. MOODY BLUES: Legend Of A Mind (6:47)
06. RENAISSANCE: Kings & Queens (11:00)
07. RARE BIRD: Sympathy (2:38)
08. PETER SINFIELD: Under The Sky (4:21)
09. KLAUS SCHULZE: Searching (12:18)
10. ARTHUR BROWN & KINGDOM COME: Sunrise (6:49)

CD 2: 63:33
01. APHRODITE'S CHILD: The System/ Babylon (3:22)
02. ATOMIC ROOSTER: Death Walks Behind You (7:34)
03. ASH RA TEMPEL: Der Vierte Kuss (6:25)
04. VDGG: Killer (8:20)
05. CAN: Oh Yeah (7:23)
06. ELP: Knife-Edge (5:08)
07. CARAVAN: In The Land Of Grey And Pink (4:59)
08. CURVED AIR: It Happened Today (4:58)
09. FOCUS: Hocus Pocus (6:44)
10. WIGWAM: Prophet/ Marvelry Skimmer (8:40) 

CD 3: 69:56
01. YES: Perpetual Change (8:57)
02. ARGENT: Lothlorien (7:54)
03. ROXY MUSIC: Ladytron (4:24)
04. SUPERSISTER: Radio (4:02)
05. SAVAGE ROSE: Dear Little Mother (4:25)
06. GENESIS: Musical Box (10:31)
07. ELO: Roll Over Beethoven (8:11)
08. STRAWBS: New World (4:16)
09. PFM: Celebration (3:53)
10. ELP: Karn Evil 9: 1st Impression, Pts. 1 & 2 (13:22)
CD 4: 63:10
01. GENESIS: Dancing With The Moonlit Knight (8:02)
02. YES: Siberian Khatru (9:23)
03. ROXY MUSIC: Virginia Plain (3:02)
04. WISHBONE ASH: Warrior (5:57)
05. LARD FREE: Warinobaril (3:53)
06. AMON DÜÜL II: Mozambique (7:42)
07. STRAWBS: Round And Round (4:44)
08. NEKTAR: Questions And Answers (5:07)
09. ANGE: Fils De Lumiere (3:59)
10. Le ORME: Ritorno Al Nulla (3:36)
11. CLEARLIGHT: Without Words (7:45) 

CD 5: 62:04
01. SEVENTH WAVE: Star Palace Of The Sombre Warrior (6:34)
02. GONG: Perfect Mystery (2:29)
03. GENTLE GIANT: Free Hand (6:17)
04. HENRY COW: War (2:27)
05. SAMLA MAMMAS MANNA: Andra Satsen (5:41)
06. HATFIELD THE NORTH: Let's Eat (3:17)
07. BANCO: Traccia II (2:45)
08. MAGMA: Tröller Tanz (3:40)
09. FAUST: It's A Rainy Day, Sunshine Girl (7:30)
10. QUIET SUN: Mummy Was An Asteroid, Daddy Was A Small Non-Stick Kitchen Utensil (6:10)
11. GOLDEN EARRING: Radar Love (6:28)
12. FRANK ZAPPA: The Inca Roads (8:46)

Total Time: 326:01


"Focus - Hocus Pocus"

"Yes - Siberian Khatru"

"PFM - Celebration"

1 de abr. de 2011

GENESIS - "Washed By The Waves" - 1972

Segundo comentários, que não posso confirmar se tem procedência ou não, pois nesta época eu tinha apenas onze anos e ainda não tinha pego o gosto pela música, diz-se que no verão europeu do ano de 1972, período em que o Genesis estava na Itália, foi decisivo para a continuidade da banda, pois as vendas com os álbuns já lançados estavam muito aquém do esperado e que a mídia local (Reino Unido) estava desanimada em relação ao movimento progressista (custo a crer). 

Realmente fica difícil acreditar numa afirmação como esta, pois com o lançamento de um álbum como o "Nursery Cryme", uma verdadeira obra prima do rock, que passados praticamente quarenta anos de seu lançamento, até hoje é comercializado e também acho muito difícil a mídia inglesa à época dos acontecimentos não dar a devida importância ao movimento. 

Mas seguindo o raciocínio, neste verão, a banda resolveu excursionar pela Itália, que é outro berço do rock progressivo, tão importante quanto o inglês, e lá ao que parece, conseguiram contornar e equilibrar uma situação adversa que momentaneamente estava passando e que ao mesmo tempo acontecia juntamente com a fase de pré-produção do novo álbum, "Foxtrot", outra gema da banda, que seria lançado em outubro deste mesmo ano. 


Esta apresentação, "Washed By The Waves", aconteceu em 22 de agosto de 1972, logicamente encantando os italianos, que também são mestres em fazer um rock de altíssimo nível, conseqüentemente tendo um público altamente exigente, portanto, para o Genesis, uma aprovação em terras macarrônicas e pizzaiolas, era a solução que precisavam para alavancar definitivamente sua carreira e mostrar a seus compatriotas o potencial que tinham. 

E de fato, independente de qualquer coisa, logo em seguida a turnê italiana, veio o lançamento de "Foxtrot", que fez um enorme sucesso na Itália, com a música "Watcher of the Skies", que faz parte deste álbum, virando um hino por lá e o álbum como um todo, tornando-se talvez, a obra magna da banda, que em seu DNA carrega consigo o peso de uma das composições mais perfeitas do rock progressivo, a música "Supper's Ready", com seus mais de vinte minutos de duração e que não me canso de escutar, seja na voz de Peter Gabriel ou na de Phil Collins

Apenas um alerta, tendo em vista que os arquivos disponibilizados estão com a extensão "Flac", uma vez que, são fruto de gravações em fita magnética que muito tempo ficaram guardadas em algum porão, logicamente perdendo qualidade, portanto converte-las para a extensão "MP3", poderia significar uma perda irreparável em seu áudio.

ALTAMENTE RECOMEMDÁVEL!!!!

Musicians:
Tony Banks
Steve Hackett
Mike Ruthefort
Phil Collins
Peter Gabriel

Tracks:
1. Watcher of the Skies  7:53
2. Can-Utility and the Coastliners  7:11
3. The Fountain of Salmacis  8:29
4. Twilight Alehouse  8:02
5. Seven Stones  5:29
6. The Musical Box  11:42
7. The Return of the Giant Hogweed  9:22

LINK


Seven Stones"

"The Return of the Giant Hogweed"

31 de mar. de 2011

YES - 'Yessential" - 2008

Até um bom tempo atrás, eu estava postando na ordem cronológica de lançamento, os álbuns de estúdio do Yes, tentando com isto, entender a evolução, confusões, baixa estima, brigas e tudo mais que a banda passou ao longo de sua trajetória, porém eu travei no álbum, "Talk" o décimo quinto álbum de estúdio, pois para mim fica muito difícil ter que dirigir algum comentário negativo sobre um trabalho da banda que ocupa com outras poucas o topo das minhas preferências musicais. 

Após "Talk", foram lançados, "Keys to Ascensions 1 e 2", "Open Your Eyes", "The Ladder" (que serviu de trilha sonora de um jogo de vídeo game), "Magnification" e para o mês de julho de 2011, é esperado o lançado de um novo álbum que provisoriamente está sendo chamado de "Fly From Here", com Benoit David nos vocais, Oliver Wakeman nos teclados, os velhos mestres do rock,  Chris Squire, Steve Howe, Alan White e como convidado especial, Geoff Downes e Trevor Horn como o produtor do álbum que já tem um vídeo promocional  lançado que está no final desta resenha. 

Esta ladainha toda, é para eu conseguir botar um ponto final nesta história que há algum tempo me assombra e porque realmente não pretendo postar estes álbuns por aqui, uma vez que, não teria sentido perder tempo em ficar esculachando com o trabalho dos outros só porque não é do meu agrado, portanto, sigamos em frente. 


Seguindo em frente como orientado acima, e aproveitando a onda das coletâneas, já que eu postei uma ontem, bem genérica e que cobre boa parte da história do rock progressivo, descobri hoje que tinha uma do Yes, muito bem elaborada que cobre os anos de 1968 até 2001, ou seja, do álbum de estréia "Yes" até "Magnification"

Este álbum triplo intitulado de "Yessential", aparentemente foi produzido pelo blog BAISTOPHE, que já havia preparado duas coletâneas de estúdio e shows do Pink Floyd, também muito bem produzidas e que foram postadas aqui no blog recentemente. 

Os encartes estão muito bem elaborados e as músicas escolhidas são bem representativas e mostram de forma resumida os passos dados pelo grupo ao longo de mais de trinta anos de trabalho e dedicação à música e esta idéia de produzir um trabalho como este, fica como uma homenagem à banda e um precioso presente para sua imensa legião de fãs. 

Para quem não é familiarizado com a banda e praticamente só conhece o "hit" dos anos oitenta, "Owner of Lonely Heart", este álbum é o passaporte ideal para uma mágica viagem musical, criada por músicos tão mágicos quanto às suas músicas e que há décadas continuam encantando a quem toma contato com sua obra que naturalmente teve seus altos e baixos, mas no contexto geral, nos remete a uma das bandas mais completas e que até hoje estão fazendo parte da história do rock. 

Musicians:
Alan White
Bill Bruford
Billy Sherwood 
Chris Squire
Geoff Downes
Jon Anderson
Patrick Moraz
Peter Banks
Rick Wakeman
Steve Howe
Tony Kaye
Trevor Horn
Trevor Rabin
Ygor Korochev  

Tracks:

CD1
01 Survival
02 No Opportunity Necessary, No Experience Needed
03 Astral Traveller
04 Time And A Word
05 Starship Trooper- Life Seeker-Disillusion-Würm
06 I've Seen All Good People- Your Move-All Good People
07 Roundabout
08 Heart Of Sunrise
09 Close To The Edge

CD2
01 And You And I
02 The Ancient - Giants Under the Sun (extract)
03 Ritual - Nous Sommes du Soleil
04 The Gates Of Delirium
05 Wonderous Stories
06 Awaken

CD3
01 Onward
02 On the Silent Wings of Freedom
03 Machine Messiah
04 Owner Of A Lonely Heart
05 Shoot High Aim Low
06 The Calling
07 That, That Is (Studio Track)
08 From The Balcony
09 Homeworld (The ladder)
10 Magnification


"No Opportunity Necessary, No Experience Needed"

"The Gates Of Delirium"

"On the Silent Wings of Freedom"

"Novo trabalho do Yes - We Can Fly From Here"

30 de mar. de 2011

V. A. - "Progressive Rock Trilogy" - 2011

Hoje temos uma coletânea bem abrangente, "Progressive Rock Trilogy" que carrega consigo um cartel de bandas e artistas isolados que cobrem de forma homogênea a história do rock progressivo, passando por suas vertentes internas que foram se formando ao longo de sua existência. 

Algumas músicas muito conhecidas, outras nem tanto, pelo menos para mim, mas sem dúvida alguma, um convite ao entretenimento garantido, pois algumas formações em forma de homenagem foram inseridas, o que torna mais ainda instigante esta coletânea. 

Para se ter uma idéia, uma música como "The Great Gig In The Sky" do Pink Floyd, está executada por Steve Howe e Rick Wakeman, que só pela música já é um ponto de atenção, com esta dupla, torna-se obrigatória uma conferida para se entender o cenário que se forma e este é apenas um dos acontecimentos deste álbum triplo. 

Nomes como Adrian Belew, Ian Anderson, Alan White, Patrick Moraz, Keith Emerson, John Wetton, Peter Banks, Tony Kaye, Rick Wakeman, Steve Howe, Dweezil Zappa e Peter Sinfield estão presentes atuando junto ou isoladamente, bem como as seguintes bandas: Yes, Procol Harum, Atomic Rooster, Vanilla Fudge, Caravan, Soft Machine, Springwater, Gong, Hawkind, Hatfield and the North, Can, Tangerine Dream, Amon Guru, Brainticket, Premiata Forneria Marconi, Banco Del Mutuo Soccorso, Lindisfarme, Fairport Convention, Family, Carmen, Third Ear Band, Brand X, Asia, Principal Edward Magic Theatre, formando assim, um grande elenco de estrelas. 

É evidente a falta de inúmeras bandas que obviamente deveriam estar presentes, porém existem restrições de ordem comercial e mercadológica (que são as mais nefastas), pois realmente é muito complicado conciliar os interesses de diversas gravadoras ao mesmo tempo, bem como ficaria inviável fazer algo mais volumoso do que um Box-set com mais de três CDs, levando-se consideração que acima disto o custo final que vai para o consumidor é altamente proibitivo e desestimulante.


No caso deste álbum que está muito bem ilustrado e produzido em três CDs, com encarte solto e tudo mais, ele foi adquirido na Fnac por um preço rigorosamente justo, tendo em vista que custou menos de R$ 45,00 e por conta de razões pessoais, em dois dias uma semana removerei os links aqui disponibilizados, inclusive para não trazer mais problemas para o blog que sempre é alvo de acusações por abuso e uso indevido de propriedade intelectual, como se aqui fosse cobrado alguma coisa para se ter acesso às músicas, mas enfim, temos que ter bom senso e procurar gerenciar os problemas de forma construtiva e objetiva. 

Ficha Técnica : 


"YES - Looking Around"

"Caravan - In The Land Of Grey And Pink"

"Banco del mutuo soccorso - Seguendo le tracce"

29 de mar. de 2011

PINK FLOYD - "Rehearsal - 1970"

Esse é um daqueles bootlegs que não tem muita informação e para ser mais honesto, sem informação alguma e escutando algumas vezes me pareceu ser mais uma gravação de uma sessão de ensaio e não uma apresentação pública do Pink Floyd, portanto tomei a liberdade de alterar de "Live 1970" para "Rehearsal - 1970", mesmo porque não há manifestação alguma de uma platéia ao fundo. 

O local das gravações é incerto, porém há uma indicação que sua  remasterização foi feita no Studio 7, em Nápoles, Itália, também em data desconhecida, tendo apenas como referência o ano de 1970, o que me levou a algumas indagações, pois em entre março e agosto era gravado o álbum, "Atom Heart Mother" que foi lançado somente em outubro de 1970, o que daria cobertura para "If" e a própria "Atom Heart Mother"

Curiosamente aparecem também nesta compilação as músicas "One Of These Days" e "Echoes" com algumas diferenças em relação ao álbum de estúdio, "Meddle" o que é perfeitamente normal, pois seu período de gravação foi de janeiro a agosto de 1971, com seu lançamento ocorrido oficialmente em outubro deste mesmo ano, mas o estranho é encontrar músicas como "Green Is The Color", "The Narrow Way" e "Let There Be More Light" que fizeram parte de lançamentos anteriores a 1970 e até "The Embryo" que nunca teve uma gravação de estúdio também está presente nesta seleção de músicas, o que leva a crer que este bootleg é uma reunião de gravações acontecidas em épocas diferentes e não todas em 1970 como eu supunha a princípio. 

Obviamente toda esta narrativa é um puro divertimento e vontade de tentar conhecer um pouco mais como funcionava a loucura do processo criativo de uma banda como o Pink Floyd, que viveu nos lisérgicos anos setenta, portanto o importante nisto tudo são as músicas que é o meu principal objetivo e acredito que o de todos também, principalmente em desfrutar de audições diferentes das que oficialmente foram lançadas. 

A música "Atom Heart Mother" que é uma das que mais gosto, está com um arranjo de metais muito rico e interessante, apenas um pouco diferente do que foi lançado oficialmente, mas suficiente para se perceber as diferenças. 

A quem se deu ao trabalho de obter e montar esta coletânea de gravações, que é um documento histórico da banda, só nos resta agradecer muito por esta inestimável iniciativa cultural. 

Formação:
Roger Waters - voz e baixo
David Gilmour - voz e guitarra
Richard Wright - voz e teclados
Nick Mason - bateria
Sid Barrett - voz e guitarra (???)

Tracks:
01. Green Is The Color - 3'10
02. The Narrow Way - 4'09
03. Let There Be More Light - 3'32
04. If - 4'21
05. One Of These Days - 6'04
06. Echoes - 17'03
07. The Embryo - 6'59
08. Atom Heart Mother - 9'51


"One Of These Days"

"Echoes"

"Atom Heart Mother"


28 de mar. de 2011

ELOY - "Planets" - 1981

Este é um dos álbuns mais manjados da internet, "Planets", do Eloy, mas não seria por isso que eu o deixaria de fora aqui no blog  ou por qualquer outra alegação, pois é uma jóia rara de uma das bandas mais criativas do rock progressivo, mesmo provavelmente não sendo a mais famosa ou badalada, mas para mim ocupando o topo com os grandes nomes do rock que tão bem conhecemos. 

O que torna para mim tão atraente o trabalho do Eloy é o fato de praticamente haver uma mudança em seu elenco de músicos, o que normalmente é um grande problema para qualquer banda, para o Eloy funciona como um combustível, pois mesmo com o troca-troca de músicos, a qualidade do produto não é abalada, sua essência permanece a mesma, sempre, talvez pelo alto nível criativo de Frank Bornemann e também porque não dizer da escolha sempre acertada dos músicos que compõem a banda. 

Capa da edição Inglesa
Existem comentários a respeito desta fase do Eloy que seria um tanto comercial, mas considero que há controvérsia a respeito deste tema, uma vez que não tenho notícias deste ou outro álbum qualquer ter sido tocado maciçamente em rádios FM's ou mesmo ter conseguido estar no topo das paradas de sucesso na Europa ou nos EUA, o que para mim é um forte indício de que sua música continuou a mesma nesta época, ou seja, a banda produzia exatamente o que queria sem se preocupar em atender as exigências de gravadoras ou a pressões que as rádios FM's exercem sobre os artistas. 

Este álbum não traz sequer uma única música que seja dançante ou mesmo que só tenha uns três acordes acompanhados de uma letra medíocre que faça apologia ao nada, o que começava a ser uma das tendências para se fazer sucesso no início dos anos oitenta, a década da imbecilização musical, onde a tônica era o retrocesso e o dinossauros do rock eram aqueles que não embarcaram nesta onda furada. 

Ao contrário disto, "Planets" está recheado de letras e arranjos musicais de altíssimo nível, o que não chega a surpreender quando estamos falando de Frank Bornemann, uma figura legendária e ao mesmo tempo muito querida no meio musical, pois carrega consigo um carisma muito grande e por onda vai passando, uma legião de amigos vai formando. 

E como não poderia deixar de ser, este álbum é um convite permanente a sua audição, pois foi feito para a banda e não para um único músico, portanto é o tipo de álbum que dá oportunidade a todos de mostrar suas habilidades e neste caso, nomes bem conhecidos se fazem presentes neste projeto, basta dar uma conferida nos músicos que deles participaram. 

O destaque fica por conta do conjunto da obra, ou seja, de suas músicas, músicos e criadores. 

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!

Musicians:Hannes Arkona / guitars, keyboards
Frank Bornemann / vocals, guitars
Hannes Folberth / keyboards
Klaus-Peter Matziol / basses, vocals
Jim McGillivray / drums, percussion

Tracks:
1. Introduction (1:58)
2. On The Verge Of Darkening Lights (5:37)
3. Point Of No Return (5:45)
4. Mysterious Monolith (7:40)
5. Queen Of The Night (5:22)
6. At The Gates Of Dawn (4:17)
7. Sphinx (6:50)
8. Carried By Cosmic Winds (4:32)

LINK

"Mysterious Monolith"

"At The Gates Of Dawn"

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails