13 de jul. de 2010

MÄGO DE OZ - "Gaia III - Atlantia" - 2010

Como no domingo passado a equipe da Espanha sagrou-se campeã da Copa do Mundo de Futebol na África do Sul e hoje coincidentemente estou escrevendo para o blog em terras andinas de língua espanhola, em uma temperatura em torno dos 2°C, surgiu para mim um bom motivo para apresentar uma banda espanhola, no caso,  o "Mägo de Oz", representante máximo de uma das vertentes do metal, o folk-metal.

Parabéns aos Campeões!!!!  Parabéns a Fúria!!!!

O folk-metal não é o tipo de música que eu normalmente escute, mas meu filho sempre fala muito bem desta banda e como tenho o hábito de escutar primeiro e contestar depois, pois  quebrei a cara e desta vez não houve a contestação, mas sim a confirmação que se tratava de música de altíssimo nível que em alguns momentos beira o rock progressivo que tanto gostamos de escutar.

O Mägo de Oz foi fundado em 1989, lançando seu primeiro álbum comercialmente em 1984 e de lá para cá, são uns quinze álbuns e eu começo exatamente pelo último, intitulado "Gaia III - Atlantia", formado por dois CD's de um rock muito bem elaborado, totalmente extrovertido, com o talento dos músicos aflorando em cada música executada.

Este álbum faz parte de uma trilogia que teve início em 2003, com "Gaia I", sua segunda parte em 2005, com "Gaia II - La voz dormida" e finalmente "Gaia III - Atlantia" lançado em maio deste ano.

As musicas deste álbum são de levantar defunto do caixão, pois não há quem não sucumba as fortes batidas da potente bateria acompanhadas das pesadas guitarras e do baixo, bem como dos fortes vocais masculinos e femininos sem entrar no ritmo alucinante que se instala.

E este cenário folk é complementado pelos teclados, violino, gaitas e flautas que são muito bem explorados musicalmente, construindo o cenário folk de forma muito bem articulada tendo como suporte arranjos excepcionais e execução impecável.

Resumindo de forma geral o comportamento desta banda, eles produzem um rock muito dinâmico e virtuoso, habilitando o "Mägo de Oz" a dar uma verdadeira aula de música de forma muito bem humorada, cantando as músicas em seu idioma pátrio, que para nós brazucas, pode soar de forma um pouco estranha ao inglês ou italiano que usualmente escutamos das principais bandas de rock progressivo, mas posso garantir que vale muito a pena dedicar um pouco de tempo para conhecer esta magnífica banda.

Membros da banda:

Txus - bateria
Mohammed - violino
Carlitos - guitarra
Frank - guitarra
Pedro Peri - baixo
José Andrëa - vocal
Sergio "Kiskilla" - teclado e acordeão
Fernando Ponce de León - flauta e gaita
Patricia Tapa- vocal
Tony Menguiano - vocal

Track-list:

CD 1
1.El Latido de Gaia
2.Dies Irae
3.Für Immer
4.Vodka & Roll
5.El Príncipe de la Dulce Pena (Parte IV)
6.Mi Hogar Eres Tú
7.Fuerza y Honor (El Dorado)
8.El Violín del Diablo
9.Siempre (Adiós Dulcinea - Parte II)

CD 2
1.Mis Demonios (Atrevete a Vivir)
2.Que el Viento Sople a tu Favor
3.Sueños Dormidos
4.Todavía Amanece Gratis
5.La Soga del Muerto (Ayahuasca)
6.La Ira de Gaia
7.Atlantia

Este Link está originariamente postado no blog ROAD TO METAL, especializado em metal e todas as sua vertentes, tornando-o parada obrigatória para os amantes do gênero e eu como tenho um pezinho no metal, passarei por lá mais vezes.

"Dies Irae"
"Für Immer"

12 de jul. de 2010

KANSAS - Monolith - 1979

A poucos dias atrás eu fiz uma postagem com um álbum do Kansas, "Two for the Show" que acabou gerando um ruído no meio blogueiro musical, no mínimo sensacional, pois afinal de contas teve um final mais do que feliz para todos, uma vez que o objetivo foi mais do que atingido, pois amigo Mercenário Maldito do blog PROGRESSIVE DOWNLOADS, postou o álbum "Two for the Show" em uma edição de luxo, com um cd de faixas bônus com mais de sessenta minutos de duração, no mínimo fantástica.

Já devo ter escutado este álbum pelo menos umas dez vezes, pois as faixas extras são sensacionais e deram um fôlego adicional a um álbum que já era excelente e agora se transforma em um super clássico do rock.

Com este estimulo todo, deu vontade de postar mais uma pérola do Kansas, então resolvi postar o álbum "Monolith" que eu o considero com o último grande álbum que o Kansas fez, pois após este álbum por conta de mudanças internas na banda, saídas de membros, o seu perfil foi muito alterado, descaracterizando a vocação progressiva da banda.

"Monolith" é o sexto álbum lançado pelo Kansas, logo após a fantástica turnê "Two for the Show", contando com sua formação mais significativa e muito provavelmente embalados merecidamente pelo sucesso que estavam fazendo e o álbum então, vem musicalmente influenciado pelos trabalhos anteriores e desta vez acompanhado de uma temática bem definida, influenciada pelos escritos contidos em " O Livro De Urântia" escrito em Inglês arcaico, contando novas revelações sobre a humanidade.

Facilmente podemos destacar as músicas On The Other Side, Angels Have Fallen, A Glimpse Of Home, Away From You e Reasons To Be e considerá-las como músicas de altíssima criatividade, característica da dupla Livgreen-Walsh, espinha dorsal da banda.

Após este álbum, Kerry Livgreen converter-se-ia ao Cristianismo, influenciando seu poder de criação nato para o rock, mudando o estilo de compor da banda o que acabou culminando com a saída de Steve Walsh, que não aprovou esta mudança de estilo e que definitivamente mudaria o destino da banda.

Track-list:
01 On The Other Side
02 People Of The South Wind
03 Angels Have Fallen
04 How My Soul Cries Out For You
05 A Glimpse Of Home
06 Away From You
07 Stay Out Of Trouble
08 Reasons To Be

Link.

"A Glimpse Of Home"
"On The Other Side"

11 de jul. de 2010

KLAATU - "Hope" - 1977

Hope é o segundo álbum do Klaatu e talvez o mais conceitual que a banda conseguiu produzir ao longo da carreira iniciada sob um véu de mistérios que envolviam os Beatles como já havia mencionado em uma postagem anterior.

Apenas por curiosidade, o nome da banda, Klaatu, foi inspirado em um personagem do filme "O dia em que a Terra parou" que recentemente teve um remake com a participação do ator Keanu Reeves no papel principal.

Hope é uma pintura de álbum que começa a encantar já na belíssima ilustração da capa e contracapa, atingindo seu ápice nas músicas, é lógico, que desta vez recebeu um reforço de peso com a participação da "London Symphony Orchestra" transformando o Power-trio canadense numa big band progressiva.

Hope é um álbum agradabilíssimo de escutar, super leve, com constante alternância de ritmos e principalmente para quem ainda o possui em vinil como eu, pode prazerosamente acompanhá-lo lendo as deliciosas letras que seu encarte proporciona.

Com momentos extremamente sinfônicos intercalados por um rock bem simples, gostoso de escutar, com esta carcaterística fez de Hope um dos melhores álbuns da banda, senão o melhor,  que em um futuro muito próximo ainda iria produzir mais algumas pérolas musicais para o deleite de seus fãs espalhados pelo planeta.

Não custa nada lembrar tendo em vista a dificuldade de se localizar a ficha técnica dos álbuns do Klaatu que o Power-trio foi formado pelos músicos John Woloschuk, Dee Long e Terry Draper, todos de Toronto no Canadá.

Track-list:
We're Off You Know
Madman
Around the Universe in Eighty Days
Long Live Politzania
The Lonliest of Creatures
Prelude
So Said the Lighthouse Keeper
Hope

Link.

"Hope"
"Around the Universe in Eighty Days"

9 de jul. de 2010

RICK WAKEMAN - "The King Arthur Concert" - 1976

Eu tenho relutado um pouco em postar algo de Rick Wakeman, pois considero uma tarefa difícil escrever algo a respeito de um gênio da música, que esta está acima do bem e do mal e que em especial para mim tem um significado muito importante.

Eu posso me considerar um privilegiado, porque em 1975 eu tive a graça de poder assistir por duas vezes às suas apresentações no Maracananzinho, no Rio de Janeiro, acompanhado da Orquestra Sinfônica Brasileira, do Coral de mais de cem vozes da Universidade Gama Filho e é claro da sua English Rock Ensemble que definitivamente me fizeram mergulhar de cabeça no mundo rock aos quatorze anos de vida, pois não ha quem resista a um estímulo tão grande.

"The King Arthur Concert" foi gravado no dia 14 de dezembro de 1976 no The Empire Pool Wembley em Londres, Inglaterra, onde "The Myths and Legends of King Arthur and the Knights of Round Table" foi executado na íntegra com a assistência da The New World Symphony Orchestra, da The English Chamber Choir, do The Nottingham Festival Vocal Group e de sua super banda The English Rock Ensemble com a narração de Terry Taplin.

Uma curiosidade desta apresentação é que ela é feita em um rinque de patinação no gelo, com patinadores encenando a história do Rei Artur, como pode ser visto nos vídeos baixo, lembrando as apresentações do Holiday on Ice que aconteciam aqui no Brasil.

Quanto a Rick Wakeman e as músicas do álbum, considero desnecessário qualquer comentário meu, pois ele e todas as músicas tocadas  são de conhecimento público dispensando maiores apresentações.

A gravação em questão não está com a qualidade sonora que eu gostaria de estar disponibilizando, a bem da verdade está muito ruim, mas dado a grandeza do conteúdo do material que considero inestimável, não resisti em postá-lo nestas condições, mas acredito que com um bom software de edição e alguma habilidade em manuseá-lo, acho possível deixá-lo em melhores condições.

Track-list:
1. Arthur
2. Lady of The Lake
3. Guinevere
4. Sir Lancelot And Black Knight
5. Merlin The Magician
6. Sir Galahad
7. The Last Battle

Link.
"Arthur"
"Guinevere"
"Sir Lancelot And Black Knight"

8 de jul. de 2010

MIKE OLDFIELD - Crises" - 1983

O multi-instrumentista Mike Oldifield, super astro da cena progressiva, corajosamente em 1983 nos presenteia com o álbum "Crises" ainda no formato dos antigos vinis (LP) com uma suíte que ocupava um lado inteiro do disco com pouco mais de vinte minutos, o que para os amantes do gênero era o máximo. 

Quando disse "corajosamente", não foi ironia, pois se levarmos em conta que a época não era mais favorável a este tipo de extravagância com músicas de longa duração e etc e tal, porem, Mike Oldfield simplesmente ignorou as tendências que se instalavam naquela década (mas isso é para quem pode) com as rádios FM's e principalmente as gravadoras que começavam a ditar regras absurdas que influenciavam diretamente o poder de criação dos compositores em detrimento de questões puramente mercantilistas e comerciais, descaracterizando por completo a essência e a forma de compor e tocar de várias bandas e artistas isolados que em muitos casos sucumbiram a estas doutrinas terminando suas carreiras em um completo ostracismo.

O mais importante é que Mike Oldfield com seu talento, emplacou mais um super álbum, extremamente conceituado pelo público e pela crítica que mais uma vez tiveram que se curvar e aplaudir de pé a mais uma pérola musical deste gênio.

Mas não foi por menos, pois ele contou com a presença de músicos ilustres como Simon Philips, Jon Anderson, Roger Chapman e outros para abrilhantar ainda mais a belíssima produção deste álbum.

A faixa título "Crises" é absolutamente fantástica com seus vinte e poucos minutos de duração, lembrando em algumas passagens instrumentais o legendário álbum "Tubular Bells", que havia sido produzido 10 anos antes deste, mas sempre soando como música atual.

As demais músicas que complementam este álbum são belíssimas e estão recheadas de músicos convidados que se encaixaram perfeitamente ao estilo eclético de compor e produzir de Mike Oldfield, dando até a impressão que foram feitas sob medida, principalmente em "Moonlight Shadow", "In High Places" e "Shadow on the Wall", o que de forma alguma tira o brilho deste magnífico álbum.

Músicos:
Mike Oldfield: Banjo, Bass, Guitar, Mandolin, Piano, Harp, Tambourine, Vocals, Bells, Farfisa Organ, Shaker, Prophet Synthesizer, Simmons Drums, Dmx, Fairlight CMI, Roland Synthesizer
Jon Anderson: Vocals
Roger Chapman: Vocals
Simon Phillips: Tambourine, Bells, Producer, Shaker, Finger Snaps, Stomping, Tama Drums
Maggie Reilly: Vocals
Rick Fenn: Guitar
Pierre Moerlen: Vibraphone
Phil Spalding: Bass

Track-list:
1 Crisis
2 Moonlight Shadow
3 In High Places
4 Foreign Affair
5 Taurus 3
6 Shadow on the Wall

Link.
"Crisis - pt.1"
"Crisis - pt.2"
"Shadow on the Wall"

7 de jul. de 2010

KANSAS - "Two for the Show" - 1978

O Kansas é uma das bandas que eu mais gosto e ainda não tinha postado absolutamente nada deles (que vergonha), então como sou chegado em uma apresentação fora dos estúdios, porque não colocar "Two for the Show" gravado ao vivo em 1978 e com um rol de músicas de primeiríssima linha saídos dos álbuns do início da carreira da banda, os quais eu considero como os melhores produzidos.

Em especial eu gosto muito da música "Journey from Mariabronn" que tem uma sequência de teclados que é no mínimo fantástica e a música como um todo é muito boa, com uma letra bem interessante  na potente voz de Steve Walsh e de longa duração, o que foge um pouco das características da banda que em geral não produziam músicas muito longas, fazendo um rock progressivo bem leve com tendências hardrock mascaradas por dois excelentes teclados e um belo violino desenhando musicalmente o cenário progressivo nas músicas.

Este álbum está repleto de clássicos como, Song for America, Dust in the Wind, Paradox, Carry on Waiward son, Magnum opus e para falar a verdade este álbum é um clássico só, sendo perda tempo em destacar esta ou aquela música dada a qualidade de todas as músicas escolhidas para a formação deste álbum.

O que torna este álbum muito especial para mim, não só são as músicas, mas principalmente pela formação da banda que considero ser a mais significativa e que mais contribuiu com seu talento nato para esta vertente do rock, contando com Phil Ehart na bateria e percussão; Kerry Livgren nos teclados e guitarras; Robby Steinhardt no violino e vocal; Dave Hope no baixo; Rich Williams na guitarra e Steve Walsh nos vocais e teclados.

Da formação inicial feita em 1970 até mais ou menos 1980, o grupo sofreu algumas baixas e trocas de elementos sem digamos assim, descaracterizar a personalidade da banda e sua vocação para um rock progressivo leve como já havia dito anteriormente, mas passando desta época e principalmente com a saída de Steve Walsh, os novos trabalhos apresentaram estruturas mais comerciais e com tendências musicais bem diferentes dos trabalhos iniciais.

Dentro deste período que citei, pelo menos três álbuns são dignos de destaque, conhecidíssimos do mundo rock, pois são verdadeiras pérolas musicais, imperdíveis, onde toda a essência da banda foi depositada nos álbuns "Leftoverture", "Point of Know Return" e "Monolith".

Track-list:
01-Song for America
02-Point of Know Return
03-Paradox
04-Icarus--Borne on the Wings of Steel
05-Portrait (He Knew)
06-Carry on Wayward Son
07-Journey from Mariabronn
08-Dust in the Wind [Acoustic Guitar Solo]
09-Lonely Wind (Piano Solo)
10-Mysteries and Mayhem
11-Excerpt from Lamplight Symphony
12-The Wall
13-Magnus Opus

LINKS (9/7/2010):

Caros amigos internautas, por questões pessoais e principalmente visando sempre oferecer o melhor material a ser postado, tanto em conteúdo, quantidade e qualidade de gravação, eu removi os links que havia disponibilizado anteriormente e peço gentilmente que acessem o blog irmão "PROGRESSIVE DOWNLOADS" do amigo Mercenário Maldito (que de Mercenário e Maldito  não tem nada)  que postou por lá o "Two for the Show" com um cd extra com faixas adicionais para uns dos melhores trabalhos do Kansas editado no Japão.

Este material é raríssimo, uma preciosidade musical que não pode faltar na coleção de roqueiro algum, portanto amigos, mãos a obra.

Fora tudo isto, uma passada no blog "PROGRESSIVE DOWNLOADS" é obrigatória, tendo em vista o farto acervo musical por lá disponibilizado com peças raras do hard-rock, jazz-rock e rock progressivo, com textos muito bem escritos, concisos, diretos, sem embromação e principalmente esclarecedores.

(09/07/2010 às 18:30):

Quando fiz a correção dos links hoje pela manhã, eu ainda não tinha escutado o CD bônus e confesso que fiquei muito surpreso com a qualidade do material adicionado e realmente se "Two for the Show" já era um clássico do rock, agora com esta fantástica adição, este álbum já tem seu lugar garantido no Olimpo, ou seja, quem não fizer o download deste álbum estará perdendo a oportunidade de disfrutar de mais  de uma hora de material inédito do Kansas.

"Carry on Wayward Son"
"Point of Know Return"
"Icarus-Borne on the Wings of Steel"


Quando estava procurando alguns vídeos para complementar esta postagem, me deparei com a Virtual Kansas Cover Band, um projeto muito louco que merece toda a atenção, pois os instrumentistas dão um verdadeiro show de virtuosismo e logo com a música que mais gosto do Kansas.

Vale a pena gastar menos de 10 minutos e assistir a esse fantástico vídeo.

Parabéns a esta banda virtual, a quem produziu o vídeo e o postou graciosamente no Youtube.

"Journey from Mariabronn" - Virtual Kansas Cover Band

5 de jul. de 2010

KLAUS DOLDINGER - "Das Boot" - 1981

Já havia ficado surpreso quando descobri que a trilha de "Never Ending Story" era uma pareceria de Klaus Doldinger e Giorgio Moroder, mas esta trilha, "Das Boot", para um filme de guerra, feita em 1981 que no Brasil teve como título "Inferno no Mar" é mais do que surpreendente, ela é reveladora, pois um lado bem Techno de Klaus Doldinger é exposto.

Quando escutei esta trilha pela primeira pela primeira vez, eu achei o som em alguns momentos muito parecido com o som que o Tangerine Dream já produziu (pode?) e diga-se de passagem, que eu gosto muito, mas sabendo-se que era o louco do Klaus Doldinger que havia feito estas músicas, chegou a dar confusão mental, pois mesmo sem estar valendo-se de muita parnafenália eletrônica ele conseguiu simular uma música com características bem Techno.

Como costumo dizer, escutar trilha sonora de filme é algo um pouco complicado, pois muitas vezes a música é feita para uma cena específica, do tipo incidental, perdendo seu sentido quando apenas escutada e como não assisti a este filme, algumas músicas realmente ficaram um pouco fora do contexto, mas considero que em função do autor da obra e até pelo fato das músicas estarem em um formato bem diferente do que normalmente estamos acostumado a ouvir de Klaus Doldinger, pelo menos uma escutadinha é merecida.

De Klaus Doldinger pode-se esperar de tudo, e para nós, só nos resta nos curvar mais uma vez a sua genialidade e seu talento nato para a música.

Track-list:
01. Anfang
02. Titel
03. Appell
04. U 96
05. Auslaufen
06. Erinnerung
07. Konvoi
08. Angriff
09. Inferno
10. Heimkehr
11. Bedrohung
12. Erinnerung
13. Gibraltar
14. Warten
15. Absinken
16. Auf Grund
17. Eingeschlossen
18. Rettung
19. Rückzug
20. Ende
21. Muss I Denn
22. Mon Gars
23. Schwarze Augen
24. Das Boot (Single Version)

Link.
"Das Boot"

2 de jul. de 2010

SERGIO MENDES - "Raízes" - 1972

Como somos um povo culturalmente supersticioso e hoje teremos um compromisso muito importante que será o jogo entre Brasil x Holanda pelas quartas de final da Copa Do Mundo na África do Sul  é prudente  invocar todos os orixás, cablocos e cablocas para nos ajudar e proteger nosso time cabeça de bagre contra os laranjas aloprados da Holanda que vão vir com tudo para cima do nosso timeco.

Para fazer este chamado, apelo agora para nosso pai de santo musical, Sérgio Mendes com seu  "Raizes" de 1972, obra de arte musical, trabalho impecável de arranjo e execução instrumental, o que não é supresa alguma vindo de quem vem.

Este é um belíssimo álbum, que retrata parte das raízes da nossa cultura provenientes da Umbanda e do Candomblé de uma forma tão simples mais ao mesmo tempo tão sofisticada e sem abusar deste ou daquele instrumento, valendo-se mais das belas vozes e da percussão que é ponto forte deste álbum.

Com um misto de samba e jazz temperado com ritmos africanos e bossa nova Sergio Mendes mais uma vez nos encanta com sua capacidade nata de transformar o que já é muito bom em algo muito melhor e levando-se em conta que estamos falando de compositores como Dorival Caymmi, Edu Lobo, Ruy Guerra, Baden Powell, Vinicius de Morais, Oscar Castro Neves e Tião Neto, tem que ter muita coragem para rearranjar em cima de um time de craques como este, mas ele teve, interferiu e o resultado é espetacular.

E que todos os orixás nos protejam hoje, salve salve simpatia, salve salve Seleção..........

Músicos:
Sergio Mendes - piano, vocals, producer
Oscar Castro Neves - guitar
Claudio Slon - drums
Tião Neto - guitar (bass)
Rubens Bassini - percussion, timbales
Laudir De Oliveira - percussion, conga, vocals
Gracinha Leporace - vocals
Geri Stevens - vocals

Trackilist:
01 - Promessa de pescador (Dorival Caymmi)
02 - Após o amanhecer [After Sunrise] (Tião Neto-Oscar Castro Neves)
03 - Canto de Ubiratan (Tradicional:Adpt. Sergio Mendes)
04 - Iemanjá (Baden Powell-Vinicius de Moraes)
05 - Pomba Gira (Tradicional: Adpt. Sergio Mendes)
06 - Jogo de roda (Edu Lobo-Ruy Guerra)
07 - Promessa de pescador (Dorival Caymmi)

Link.
"Promessa de pescador"

1 de jul. de 2010

KLAUS DOLDINGER & GIORGIO MORODER - "The NeverEnding Story" - 1992

Na postagem anterior eu fiz um breve comentário a respeito desta trilha sonora, e o que aconteceu é que minha esposa queria escutar a música tema, "Neverending Story”, que por sinal é a única que não é de autoria de Klaus Doldinger & Giorgio Moroder e é de um cantor chamado Limahl que não o conhecia até quando consegui este álbum.

Quando dei de cara com a capa do álbum, levei até um susto, pois não podia imaginar esta outra faceta de Klaus Doldinger de estar produzindo uma trilha sonora e justamente com Giorgio Moroder que já havia produzido varias trilhas sob encomenda, foi uma puta coincidência e o interessante é que eu assisti ao filme a época de seu lançamento e nem me dei conta de quem era a música.

Escutar trilha sonora de filme eu acho muito complicado, pois dependendo do tipo de musica, a dissociação da imagem do filme com a música na maioria das vezes é um desastre, pois a musica fica sem sentido, perdida, tornado-se monótona, mas especificamente neste caso o resultado ficou bem interessante (pelo menos para mim), pois salvo uma ou duas músicas menos cadenciadas, as demais são bem movimentadas e como temos um álbum com quinze faixas, então podemos considerar que o trabalho tem seu valor, mas eu espero não estar sendo tendencioso em fazer este comentário apenas pela participação de Klaus Doldinger a quem eu admiro muito pelo seu trabalho junto ao Passport.

Considero que pela parceria com Giorgio Moroder e pela coragem em estar produzindo um material que foge bem do seu estilo de música, "The NeverEnding Story" merece pelo menos uma audição em respeito e consideração a toda obra de Klaus Doldinger, um gênio da música.

Bem, para minha supresa, procurando algum vídeo para complementar esta postagem, acabei encontrando outra trilha sonora produzida por Klaus Doldinger, desta vez  para o filme "Das Boot", um filme de guerra. Quando for possível eu posto esta trilha sonora que desconhecia totalmente.


Track-List:

01. Neverending Story
02. Swamps of Sadness
03. Ivory Tower
04. Ruined Landscape
05. Sleepy Dragon
06. Bastian's happy Flight
07. Fantasia
08. Atreyu's Quest
09. Theme of Sadness
10. Atreyu meets Falkor
11. Mirrorgate - Southern Oracle
12. Gmork
13. Moonchild
14. The Auryn
15. Happy Flight

Link.

"Never ending story"
"Bastian's happy Flight"

30 de jun. de 2010

PASSPORT - "Doldinger Jubileé '75"

Como prometido, ai está "Doldinger Jubileé '75", o outro álbum que havia esquecido a muito tempo na prateleira que comentei na postagem de 28/06/2010 sobre o álbum "Doldinger Jubileé Concert de 1973".

Com um elenco de primeiríssima linha, é só dar uma conferida na seleção de músicos no final da postagem, o resultado como não poderia deixar de ser é surpreendente e isso por tratar-se de um álbum que é resultado de uma apresentação ao vivo.

Acredito que as músicas incorporem a alma, o sentimento e principalmente o talento dos músicos no momento de sua execução, perdendo (graças aos Deuses da música ao vivo) aquela sonoridade muito exata, cristalina, quase matemática, de um som que foi trabalhado até a exaustão para atingir a perfeição sonora que tantos engenheiros de som procuram para obter a curva perfeita em um maldito osciloscópio ou equipamento que o valha.

Com músicas que foram escolhidas a dedo, retiradas dos álbuns "Hand Made", "Looking Thru” e “Cross Colateral” a diversão está garantida, principalmente com a sequência de “Albatross Song”, “Abracadabra” e “Jadoo”.

Talvez como uma das missões que Klaus Doldinger tem em vida, seja a de nos surpreender, além de compor e tocar muito bem, pois por acaso descobri uma parceria dele com Giorgio Moroder para a trilha sonora de "Never Ending Story", um filme de 1984, valendo uma postagem futura, pois é bem interessante o trabalho desta dupla.


Musicians:
Kristian Schultze / Organ, Piano, Keyboards, Fender Piano
Pete York / Percussion, Drums
Arthur Levy / Liner Notes
Wolfgang Schmid / Bass
Curt Cress / Drums
Philip Catherine / Guitar
Johnny Griffin / Tenor Saxophone
Les McCann / Piano, Keyboards, Fender Piano, Vocals
Klaus Doldinger / Keyboards, Soprano & Tenor Saxophone, Moog Synthesizer
Buddy Guy / Guitar

Tracklisting:
1. Compared to What (5:02)
2. Albatross Song (7:46)
3. Abracadabra (7:44)
4. Jadoo (5:04)
5. I Just Want to Make Love to You (6:20)
6. Ready for Takeoff (7:22) (Bonus Track)
7. Angel Wings (8:54)

Link.

"Albatross Song"
"Abracadabra"
"Jadoo"

29 de jun. de 2010

TRIUMVIRAT - "The bonus tracks (1972-78)" - 2010

É tão difícil conseguir algum material  a respeito do Triunvirat que quando vi este álbum, não pensei duas vezes em postá-lo aqui no blog, mas como de costume, sempre dando o crédito para a origem do material que encontrei no blog DREAM EXPRESS.

As músicas de "The bonus tracks (1972-78)" não são 100% inéditas, pois boa parte foi inserida como bônus e estão presentes nas remasterizações que os álbuns anteriores do Triunvirat passaram a alguns anos atrás quando foram relançados aqui no Brasil.

De qualquer  forma, fica como mais um álbum  para esta magnífica banda  que tão bem representou  o cenário progressivo internacional em uma época em que atuavam diversas bandas de renome internacional, consagradas mundialmente,  o que não impediu ao Triumvirat deixar também seu nome gravado na história da música contemporânea, tornando-se um de seu  expoentes. 


Tracklist:

01 Be home for tea
02 Broken Mirror
03 Ride in the night
04 Sing me a Song
05 Dancer's delight
06 Timothy
07 Dimplicity
08 Million dollars
09 The capital of power (live)
10 Showstopper
11 Take a Break Today (Bonus)
12 The Hymn (Edit)
13 Waterfall [Edit]
14 Jo Ann Walker [Edit]

Link.

"Million dollars"
"Be home for tea"

28 de jun. de 2010

PASSPORT - Doldinger Jubileé Concert - 1973

Como há muito tempo eu não dava uma fuçada na minha coleção de cd's não é raro descobrir algumas preciosidades que ficam esquecidas nas prateleiras por tanto tempo, que quando as encontramos parece que é algo novo e neste caso foi uma gratíssima surpresa em se tratando do Passport.

E melhor de tudo é que além deste, o "Doldinger Jubilee Concert" eu encontrei o "Doldinger Jubileé '75", tão bom quanto este que o postarei assim que for possível.

"Doldinger Jubilee Concert"  dispensa qualquer tipo de comentários  a respeito de suas músicas, pois é oriundo dos álbuns anteriores de estúdio do Passport, tendo sido gravado ao vivo em uma de suas apresentações pela Alemanha em 16 de outubro de 1973.

O negocio é falar muito pouco e escutar muito este álbum, verdadeira pérola do jazz-rock, como sempre com uma apresentação impecável da banda e de seus convidados. 

Este álbum foi executado por um verdadeiro time de feras do jazz entre os membros efetivos da banda e os músicos convidados para este show e nele estiveram presentes para esta apresentação os seguintes músicos:

- Buddy Guy / guitar
- Philip Catherine / guitar
- Johnny Griffin / saxophone, saxophone (Tenor)
- Les McCann / piano, keyboards, vocals
- Klaus Doldinger / keyboards, saxophone, saxophone (Soprano & Tenor), Moog synthesizer
- Wolfgang Schmid / bass, guitar, bass (electric)
- Curt Cress / drums
- Kristian Schultze / organ, piano, keyboards
- Pete York / percussion, drums

Track List:
1. Handmade
2. Freedom Jazz Dance
3. Schirokko
4. Rockport
5. Rock Me Baby
6. Lemuria's Dance



"Handmade"
"Lemuria's dance"

27 de jun. de 2010

ASGARD - "Imago Mundi" - 1993

Influenciados pela musica de Genesis, Pink Floyd, Queensryche, Black Sabbath, Dream Theater, In Extremo, Spock’s Beard e Saga, ao norte da Itália em 1991 é fundado o Asgard, uma banda no mímimo curiosa, pois inicialmente foi formada por músicos Italianos e Alemães, cantando suas musicas em Inglês e gravando seus álbuns na Alemanha.

Fora isto, é uma banda com uma carreira até certo ponto muito curta, pois foi produtiva entre 1991 e 1993 editando quatro álbuns neste período, sendo que "Imago Mundi", foi o último desta fase, tendo um álbum editado em 2000, chamado de "Drachenblut" que era anunciado no back-cover do CD "Imago Mundi".

Consegui apurar que mais um álbum foi lançado, chamado "On the verge" recentemente, em 2009, mas não encontrei maiores informações sobre este álbum.
 
Passando por uma severa troca de músicos para a produção e gravação de "Imago Mundi", o Asgard apresenta neste álbum, uma postura mais pesada, deixando um pouco de lado a essência do rock progressivo, partindo para um progmetal ao estilo do Dream Theater, bem estruturado, com personalidade, batidas bem marcadas e fortes, com guitarras mais agressivas e um fundo com uma atmosfera bem mística, produzida pelos teclados bem dosados de Alberto Ambrosi.
 
Como estamos falando de uma banda que não teve uma projeção muito grande, encontra alguma biografia a respeito da banda e de seus integrantes foi uma tarefa um pouco difícil, como também não foi possível também postar algum vídeo sequer, pois nem no youtube (coisa difícil de acontecer) consegui encontrar algo que mostrasse o trabalho da banda.
    
Musicians:
Kikko Grosso - guitararras
Max Michieletto - bateria
Chris Bianchi D'Espinosa - baixo e  vocal;
Alberto Ambrosi - teclados, flauta e vocais;
Marco Ferrero - guitarras;

Track-list:
01. Transmigration - On A Blow Of Immense (6:28)
02. Justice - Land Of The Silver Drakkar (4:11)
03. Violence 1 - Land Of Brutality (2:06)
04. Violence 2 - Land Of Ulfhedwar And Berserkir (4:30)
05. Virtue - Land Of The Eternal Snows (4:31)
06. Fortitude - Land Of The Waves (4:26)
07. Serenity - Land Of The Green Flowers (5:04)
08. Disharmony - Land Of The Chasms (5:18)
09. Courage - Land Of The Dark Wood (4:36)
10. Imagination - Land Of The Thule And Tir-N-N"Og (6:26)
11. Vulgarity - Land Of The Slimes (3:35)
12. Nobility - Land Of The Borealis Auroras (5:39)
13. Egoism - Land Of The Burning Sands (9:31)

Link.

25 de jun. de 2010

EKSEPTION - "Ekseption" - 1969

Para esfriar a cabeça, depois de um joguinho de futebol (Brasil x Portugal) no mínimo sonolento, repleto de cabeças de bagre nos dois times, dentro e fora do campo, só mesmo postando alguma coisa bem interessante e considero que a música do Ekseption será uma boa pedida para esquecermos-nos desta medíocre apresentação da Seleção Brasileira de Futebol diante de uma Seleção Portuguesa de um só jogador que nada fez além de correr como uma gazela desgovernada fugindo dos leões, simplesmente ridículo.

O Ekseption foi fundado na Holanda em 1967 e teve uma carreira ativa até 1989, deixando um legado de 14 álbuns editados, sempre pautados pelas mesmas características, ou seja, transformar peças da música clássica em um misto de rock progressivo, psicodelismo e jazz-rock com algumas pitadas bem apimentadas de blues, doando a essas obras uma nova roupagem com este sofisticado e moderno estilo de reinterpretação das obras dos grandes compositores clássicos do passado.

Com a presença fundamental e carismática de Rick Van Der Linden à frente da criação dos novos arranjos e capitaneando os teclados, o Ekseption cumpre de forma excepcional e criativa seus objetivos musicais.

Este primeiro álbum com titulo homônimo ao nome da banda é uma delícia de escutar, proporcionando agradáveis momentos de entretenimento para o ouvinte pelo seu dinamismo musical, por ser divertido e acima de tudo pela ousadia e irreverência da banda em estar interferindo, de forma positiva, é claro, em obras consagradas mundialmente, compostas por personagens históricos como, Bach, Beethoven, Gershwin, Khachaturian's, Saint-Saëns e tantos outros mestres da música clássica tiveram suas peças reconfiguradas.

Track-list:
01 - The 5th
02 - Dharma For One
03 - Little X Plus
04 - Sabre Dance
05 - Air
06 - Brutal Fire Dance
07 - Rhapsody In Blue
08 - This Here
09 - Dance Macabre Opus 40
10 - Canvas

Link.


NOVO LINK
"The 5th"
"Dance Macabre Opus 40"

24 de jun. de 2010

SYNKOPY 61 - "Xantipa" 1973

Outra pérola do Synkopy 61, aliás, o primeiro álbum, de 1973, intitulado "Xantipa", trazendo dois covers do Uriah Heep no mínimo sensacionais, logicamente cantados no idioma da então Checoslováquia, hoje divida em República Checa e República Eslováquia.

Este álbum está fortemente influenciado pelo hard rock do Uriah Heep, pois estão presentes neste álbum as músicas "Easy Livin" e "Look At Yourself" que são executadas impecavelmente.

Como a estrutura musical de todas as músicas deste álbum esta dosada com porções do rock progressivo e isto muito bem embasado pelo fato de usarem massivamente um órgão Hammond fazendo o fundo das músicas, tornaram-no um álbum facilmente escutável, bem acelerado e independente do idioma cantado, muito agradável de escutar.

O curioso disto tudo, é que o País permaneceu fechado por mais de 40 anos por conta da Segunda Guerra Mundial e em seguida esmagado pelo comunismo, mas mesmo assim, os integrantes da banda conseguiram acesso às músicas do Uriah Heep e outras bandas talvez, em uma época em que o meio de comunicação mais moderno era o rádio, mas levando-se em conta a situação política do País, acredito que deveria haver uma censura muito forte e atuante para afastar qualquer tipo de influência estrangeira, principalmente a cultural, tendo suas portas abertas somente em 1989 quando a Glasnost de Gorbatchev, o então Presidente da URSS surpreendeu o mundo com sua política de tolerância, que justiça seja feita, abriu as portas de toda a Europa Oriental.

Dá até para imaginar um cidadão sendo pego pela polícia política que deveria haver na época, com um vinil de uma banda estrangeira na mão, seria o equivalente hoje a ser pego com um carregamento de drogas ou armas, quanta ignorância.

O prejuízo cultural que acaba sendo gerado por conta de situações políticas como esta, não tem preço, não dá para ser mensurado, pois uma banda como o Synkopy em condições normais teria uma projeção internacional muito maior do que realmente deve ter tido e mais uma vez a internet como um instrumento de comunicação, restabelece a ordem e a justiça, revelando ao mundo mais um tesouro musical que estava escondido abaixo dos escombros da intolerância.

Musicos:
- Petr Smeja / guitar
- Jirí Rybár / drums
- Pavel Pokorný / violin, guitar, vocals
- Jan Carvaš / double bass, bass, vocals
- Michal Polák / vocals
- Oldrich Veselý / keyboards, vocals

Track-List:
01 - Xantipa (2:40)
02 - Zelený Lucištník (4:10)
03 - Brouk (2:57)
04 - Bílý Vrány (Easy Livin - Uriah Heep) (2:27)
05 - Balón (4:17)
06 - Ptací Sonáta (3:40)
07 - Hrej Se Mnou Fair (Look At Yourself - Uriah Heep) (4:40)

Link.
"Bílý Vrány (Easy Livin - Uriah Heep)"
"Xantipa"

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