7 de out. de 2014

VA - “Celebration Jon Lord The Rock Legend & Celebration Jon Lord The Composer” - 2014

Aguardando algum novo lançamento, e ai leia-se, o “Pink Floyd” ou a “Anderson Ponty Band”, resolvi dar uma desacelerada na frequência das resenhas, pois o cenário atual é de uma mesmice sonolenta que já há algum tempo nos assola, portanto postar álbuns que no fundo só mudam a capa e têm praticamente o mesmo conteúdo musical, para mim perdeu totalmente o sentido.

Entretanto, meu velho cérebro e ouvidos, recebeu um fortíssimo estimulo ao escutar um merecidíssimo tributo feito para homenagear Jon Lord, o Mago dos Hammonds, que junto ao Deep Purple encantou multidões com suas performances absolutamente fantásticas.

Depois de sua saída da banda, passou a compor e executar suas próprias peças voltadas para a música clássica, até seu momento derradeiro que aconteceu no dia 16 de julho de 2012, data em que o mundo da música ficou um pouco menor, mais pobre e triste por conta desta perda irreparável.


A rigor são dois tributos distintos, sendo um voltado para o rock, intitulado, “Celebration Jon Lord The Rock Legend”, aliás, um título digno de sua grandeza e o segundo tributo voltado para a música clássica, intitulado, “Celebration Jon Lord The Composer”.

Este evento está lançado em diversos formatos, então,  “Celebration Jon Lord The Composer” “Celebration Jon Lord The Rock Legend” estão distribuídos em CD, DVD e Blu-ray, separadamente ou pode ser adquirido na forma de um box set de luxo que reúne muitos desses formatos em um único pacote.

Os tributos foram gravados em abril deste ano no Royal Albert Hall e contou com a participação da atual formação do Deep Purple e os demais músicos especialmente convidados como, Glenn Hughes, Bruce Dickinson, Ian Paice, Rick Wakeman e Paul Weller, bem como a Orion Orchestra, conduzida pelo maestro Paul Mann para o tributo “Rock Legend”, ou seja, um time de músicos a altura da carismática figura de Jon Lord.

Para dar vida ao tributo, “The Composer”, foram convidados, a Orion Orchestra, sob a regência do maestro Paul Mann, além dos músicos, Rick Wakeman, Jeremy Irons (ator), Steve Balsamo, Neil Murrey e Micky Moddy para dar o tom certo às composições de Jon Lord.

É extremamente gratificante poder sentir a miscigenação musical envolvendo nomes do mundo do rock progressivo e do metal, bem como da música clássica e porque não dizer das artes cênicas também, com a presença do ator Jeremy Irons, aliados a também grandes nomes do hard rock, dando uma mostra de humildade e amor à música que teve como objetivo, homenagear a memória de Jon Lord.

Esse sentimento bateu forte ao assistir o vídeo e ver cantando lado a lado Ian  Gillan com Bruce Dickinson e este com Glenn Hughes, que está com sua voz muito bem preservada, bem como ver Rick Wakeman fazendo um solo viajante na música "Hush" como se estivesse executando "Journey To The Center Of The Earth" em um clima de altíssimo astral, muito bem acompanhados pela não menos animadíssima orquestra.

Cabe ressaltar que Don Arey que teve a  difícil e ingrata missão de substituir Jon Lord frente ao teclados, está se saindo muitíssimo bem, honrando a posição e se colocando com muita naturalidade entre os melhores da categoria, assim como Steve Morse que se adaptou a banda de tal forma que impressão que deixa, é de que ele é o que mais de diverte quando está no palco pela sua espontaneidade.     

“Rock Legend” homenageia Jon Lord, com diversos clássicos do Deep Purple como as músicas, Burn, Soldier Of Fortune, Lazy, Perfect Strangers, Black Night, Hush e vários outros sucessos da banda.

O tributo “The Composer”, nos brinda com músicas, Sarabande, Fantasia, Picture Within e outras que fecham este ciclo de homenagens para o músico que antes de qualquer coisa, era uma grande figura humana, muito querido no meio artístico e sem dúvidas um dos poucos homens que conseguiu domar os legendários Hammonds

Fica o convite a todos se deliciarem com a música de Jon Lord e do Deep Purple, na companhia de grandes músicos do mundo rock que doaram seu talento para este justo e merecido tributo.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

CELEBRATING JON LORD THE ROCK LEGEND
CD1 
01. Things Get Better (
With Paul Weller)
02. I Take What I Want (
With Paul Weller and Micky Moody)
03. Silas And Jerome (
With Phil Campbell from The Temperance Movement, Ian Paice, Bernie Marsden)
04. I'm Gonna Stop Drinking (
With Phil Campbell from The Temperance Movement, Ian Paice, Bernie Marsden)
05. Soldier Of Fortune (with Steve Balsamo, Sandi Thom and Micky Moody)
06. You Keep On Moving (with Glenn Hughes, Bruce Dickinson, Ian Paice, Don Airey and Micky Moody)
07. Burn (with Glenn Hughes, Bruce Dickinson, Ian Paice, Don Airey and Rick Wakeman)
08. This Time Around (with Glenn Hughes)
CD2
01. Uncommon Man (Deep Purple)
02. Above And Beyond (Deep Purple)
03. Lazy (featuring Stephen Bentley - Klein, Violin / Deep Purple)
04. When A Blind Man Cries (Deep Purple)
05. Perfect Strangers (Deep Purple)
06. Black Night (Deep Purple)
07. Hush (feat. Bruce Dickinson, Rick Wakeman, Phil Campbell, Bernie Marsden, Micky Moody / Deep Purple) 


CELEBRATING JON LORD THE COMPOSER 
01 - Fantasia
02 - Durham Awakes
03 - All Those Years Ago (With Steve Balsamo And Micky Moody)
04 - Pictured Within (With Miller Anderson)
05 - Sarabande (With Rick Wakeman)
06 - One From The Meadow (With Margo Buchanan)
07 - Bourree
08 - Afterwards (With Jeremy Irons And Paul Mann)



11 de set. de 2014

ILUVATAR - "Sideshow" - 1997

Existem algumas excelentes bandas que podemos chamar de “mosca branca” pela dificuldade que há em encontrar algum material disponível, preferencialmente fora de catálogo e nesta categoria podemos citar alguns nomes que estão me ocorrendo agora, como o Triumvirat, Solaris e outras mais obscuras como o Synkopy e assim por diante, sem mencionar a quantidade fantástica de bandas oriundas do Krautrock que apenas lançaram um único álbum.

Nesta categoria, eu incluo o Iluvatar, que recentemente pude publicar seu último e excelente álbum de estúdio, chamado, “From the Silence”, quebrando um jejum de uns quinze anos sem botar os pés em um estúdio de gravação.

Diante de uma discografia tão diminuta, pois são apenas quatro álbuns de estúdio, quando me deparei esta semana mais uma vez com o álbum “Sideshow” lançado em 1997, pois eu o havia perdido, eu não poderia deixar passar em branco o fato e não dividir com os amigos da boa música, boa não, excelente música, no caso aqui, a do Iluvatar.

Este álbum trás obviamente as músicas de álbuns de estúdio antecessores a este, sendo que ele é composto por algumas gravações “live” e outras de estúdio bem como uma inédita, chamada, “All We Are” e uma interessante e corajosa releitura da música “Sparks”, de Pete Townshend, música integrante da Opera Tommy do The Who, o que per si, revela o sentido da palavra “corajosa” que escrevi anteriormente.

Mas um ato de coragem partindo do Iluvatar perde até o sentido, pois realmente a banda manda muito bem em qualquer situação, levando-se em conta que é composta de excelentes músicos instrumentistas e têm um vocal marcante e pitoresco, muito bom de escutar.

Essas gravações foram feitas ao longo do mês de setembro de 1996 e são provenientes de aparições em rádios, no ProgDay e algumas feitas no Orion’s Studios Sound Stage em Baltmore, Maryland, USA.

Para quem ainda não conhece a banda, não custa lembrar que o Iluvatar é uma banda americana, de Baltimore e que faz parte da terceira geração do rock progressivo e que teve como fonte inspiração os trabalhos de bandas da década de setenta como o Pink Floyd e o Genesis e da década de oitenta de bandas como o Marillion e o Pallas.

Sua sonoridade guarda semelhança com bandas mais recentes como o Pendragon, Arena, IQ e tantas outras que permitiram quase que imortalizar o rock progressivo setentista e por conta disto, não é incomum ver álbuns do Yes, Genesis, Pink Floyd e outros sendo vendidos até hoje em supermercados e lojas afins, pela curiosidade e encantamento que este tipo de música provoca.

Mesmo com toda a complexidade que envolve o rock progressivo, também não é incomum ver jovens de menos de vinte anos curtindo este tipo de música e por conta disto as gerações subsequentes do rock progressivo clássico merecem todo o nosso respeito e admiração. 

Acredito que em uma situação hipotética de um show de uma grande banda de rock, como o Pink Floyd, vindo ao Brasil, não haveria Arena suficiente para suportar a população interessada neste tipo de música, pois conforme o tempo vai passando, a legião de fãs vai só aumentando.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

ILUVATAR 
Rick Fleischmamm and Gary Cahmbers / drums, percussion
Glenn McLaughlin / vocals, percussion
Dean Morekas and Mick Trimble / bass, bass pedals, backing vocals
Dennis Mullin / guitars
Jim Rezek / keyboards


Tracks: 
01. Cracker (Radio Edit)
02. New Found Key (Radio Edit)
03. All We Are
04. Marionette (Live)
05. Emperor's New Clothes (Live)
06. Funk Massage (Live)
07. Sparks (Live)
08. Eye Next to Glass (No News Mix)


LINK


21 de ago. de 2014

O RENASCIMENTO DO MOOG MODULAR - 2014

A última edição (nº49) da revista “Sound On Sound” nos brindou com uma interessantíssima matéria sobre um dos mais lendários e cobiçados instrumentos musicais de todos os tempos, o Moog Modular, um sintetizador analógico, que tanto ficou conhecido nas mãos mágicas de Keith Emerson, o “E” do "Emerson, Lake & Palmer".

Essa história de amor de Keith Emerson e de seu Moog começa no ano de 1968, ainda no tempo do “The Nice”, quando em uma loja de discos no Soho, foi reconhecido e abordado pelo gerente da loja que perguntou se ele havia escutado um determinado álbum e o colocou para que Keith o escutasse e a reação dele foi imediata, “Que diabos é isso??”.

Bem, o álbum em sua capa, mostrava um enorme equipamento eletrônico ao fundo, repleto de botões, chaves e cabos, uma verdadeira loucura, que incendiou a cabeça de Keith Emerson, pois a partir daquele momento, era aquele sintetizador Moog Modular que faltava para ele poder mostrar ao mundo o que ele seria capaz de fazer, pois o encanto foi instantâneo ao escutar o álbum, “Switched On Bach” de Walter Carlos.

Daí para diante, sua busca frenética pelo equipamento foi incessante, pois de imediato ele contatou, Mike Vickers, tecladista da Manfred Mann Band, pois ele havia sido um dos primeiros músicos da Inglaterra a adquirir um Moog, que acabou por ser emprestado para Keith Emerson utilizá-lo em uma apresentação no Royal Festival Hall.

Eles tocaram um trecho de “2001 Uma Odisseia no Espaço”, mais precisamente a música, “Thus Spoke Zarathustra” e a impressão que ele tinha naquele momento é que as pessoas na plateia estavam achando que o som proveniente era possivelmente oriundo de fitas pré-gravadas e não de sua apresentação, pois a performance de Keith Emerson e do equipamento estavam perfeitas.

Não satisfeito, ele escreveu uma carta para Bob Moog, na esperança de conseguir um sintetizador deste tipo de graça, levando-se em conta que ele já tinha algum reconhecimento internacional por seu trabalho junto ao “The Nice” e que naquele momento, agora no ano de 1970, ele estava montando o ELP e que sua promessa era que ele ia poder divulgar e falar bem do equipamento.

Robert Moog e Keith Emerson com o sistema
modular no  Rich Stadium  em Buffalo, 1974
Eu chego à conclusão que nem Bob Moog poderia imaginar o potencial e do que seu equipamento seria capaz de fazer nas mãos certas, pois conta-se que ele respondeu a carta de Keith Emerson, dizendo que seus sintetizadores eram complexos equipamentos para estúdios e que sua utilização em shows era totalmente inadequada, coisa que o tempo se encarregou de mostrar que ele estava totalmente enganado quanto ao seu conceito.

Os Beatles e os Rolling Stones compraram os seus sintetizadores (essa eu não sabia), portanto o ELP poderia ter o seu também, coisa que acabou acontecendo por intermédio de um representante de vendas da Costa Leste Americana da Moog, chamado Walter Sear que enviou um sintetizador que já havia sido utilizado em um show chamado “Jazz In The Garden”, sem nenhuma documentação de como montá-lo ou configurá-lo, o que obrigou a Keith Emerson mais uma vez procurar seu amigo, Mike Vickers que o montou e fez as primeiras configurações do novo “brinquedinho” de Keith Emerson, uma vez que não havia assistência técnica disponível da Moog na Europa por ser raro a venda do equipamento fora do território americano.

Meus amigos, este é apenas um ínfimo episódio de tantos outros das histórias que envolve este fabuloso instrumento musical que teve seus anos de ouro na década de setenta, sendo praticamente extinto na década de oitenta, porém ganhando um novo sopro de vida no início dos anos noventa, quando o ELP novamente se reuniu para uma turnê e a gravação do álbum, Black Moon.

Agora o legendário sintetizador analógico de Keith Emerson não só foi restaurado, como também foi literalmente clonado com todos os "presets" criados por Keith Emerson para marcar os cinquenta anos de existência da Moog, com seu sintetizador que é comparado a um violino “Stradivarius” por sua preciosidade e que carinhosamente foi rebatizado de “Emerson Moog Modular”.

Como havia dito anteriormente, apenas um fragmento muito pequeno dos acontecimentos que envolvem este equipamento foi exposta aqui, portanto eu sugiro a leitura completa da matéria desta revista, para um aprofundamento desta incrível história, muito bem contada pela “Sound On Sound”, pela bagatela de R$ 15,90 e que pode ser adquirida nas boas casas do ramo em papel ou em meio eletrônico e depois da leitura quem sabe você não se e interessa em adquiri-lo e para tanto, é só ter no bolso algo em torno de uns U$ 90.000, mais as taxas de frete e importação para trazê-lo definitivamente para a nossa Terra Brasilis

Para dar um pouco de vida a essa história toda e entender o que se passou na cabeça de Keith Emerson em seu primeiro contato auditivo com seu futuro sintetizador, vamos disponibilizar um link para o álbum, “Switched On Bach” de Walter Carlos, que para não haver dúvidas, é uma mulher e atende pelo nome de Wendy Carlos.

O resultado de toda esta história poderá ser escutado no bootleg, “ELP - Live in Buffalo”, gravado em julho de 1974, no Rich Stadium, Orchard Park, Buffalo, NY, USA,  praticamente uma "Avant-premiere" para o não menos legendário álbum, “Welcome Back My Friends to the Show That Never Ends... Ladies and Gentlemen, Emerson, Lake & Palmer” que seria lançado em agosto deste mesmo ano.

IMPERDÍVEL!!!!












“Switched On Bach”













“ELP - Live in Buffalo”


Walter Carlos

ELP

12 de ago. de 2014

THE ANDERSON PONTY BAND - 2014

Este ano está bem movimentado musicalmente, pois já tivemos o lançamento do novo álbum de estúdio do Yes, “Heaven & Earth”, o Pink Floyd como já divulgado aqui, após vinte anos longe dos estúdios, está na fase final de produção do álbum, "The Endless River", lastreado por material inédito que ficou de fora do álbum de 1994, “The Division Bell”.

Agora somos surpreendidos, com a formação da “Anderson Ponty Band” que para os mais jovens e alguns desavisados de plantão pode neste momento não estar significando absolutamente nada, portanto, vale um pequeno esclarecimento.

Esta nova banda representa conceitualmente a união de duas escolas musicais muito distintas que são o rock progressivo e o Jazz Fusion, espelhados nas figuras mais que carimbadas da história do Rock, ou seja, Jon Anderson ex-vocalista do Yes e o Mago dos Violinos, Jean Luc Ponty, duas lendas vivas que por onde passam arrancam intermináveis aplausos por seus trabalhos.


Depois de tantos anos acompanhando praticamente tudo o que aconteceu no mundo da música contemporânea, desde o início da década de setenta, eu em minha ignorância musical achava que já tinha visto de tudo, mas sou obrigado a reconhecer que cometi um ledo engano.

Esta fusão tem tudo para ser o acontecimento musical do ano e quem sabe da década, por inúmeras razões, que vão do ineditismo deste encontro, bem como e talvez principalmente, pelo brilhante passado musical que acompanha a mais quatro décadas a vida destes dois fabulosos músicos.

E pelo que já li, escutei e assisti a respeito deste novo projeto musical, o clima é de muito entusiasmo e otimismo por parte dos dois músicos e Jon Anderson em uma entrevista disse o seguinte: “A breakthrough feeling came as I sang with Jean-Luc’s music,”. “To be in a band again is very exciting on many levels, we will play and sing our way around the world and have fun, for music is pleasure, music is all that is, music is God”, que em uma tradução "macarrônica" feita por mim, fica mais o menos assim: "A sensação de descoberta veio enquanto eu cantava a música de Jean-Luc". "Estar em uma banda de novo é muito emocionante em diversos níveis e nós vamos tocar e cantar ao redor do mundo e se divertir, pois a música é o prazer, a música é tudo, a música é Deus".

Inicialmente estão programadas três semanas para setembro deste ano uma série de ensaios que vão acontecer no Wheeler Opera House, em Aspen, CO, o que inclui a gravação de um vídeo com registro dos ensaios e ao final  uma apresentação previamente anunciada para o dia vinte de setembro, com lançamento do primeiro álbum estimado para o primeiro trimestre de 2015. 

Isto está sendo possível graças a uma campanha lançada por eles para levantar algo em torno de cem mil dólares, onde os contribuintes poderão ser agraciados dependendo do montante ofertado, com downloads da gravação do álbum, CD, DVD e diversos "combos" que estão muito bem definidos na Home Page Kickstarter.com ou até mesmo ingressos para a área VIP da primeira apresentação da banda.


É lógico que eles não estarão sós para este evento e para completar o elenco da banda, foram convidados os músicos, Jamie Dunlap (guitarra), Wally Minko (teclados), Baron Browne (baixo) e Rayford Griffin (bateria e percussão) agregando diversidade musical e experiência ao projeto, pois são renomados músicos que tem transito livre em diversas áreas do show business internacional e para quem se interessar e conhecer melhor a carreira deles, logo abaixo estão disponibilizados os links de todos os músicos envolvidos neste projeto. 

Já existe alguns trechos musicais disponibilizados na home Page Kickstarter.com e o pouco que se escuta realmente agrada de primeira e pude reparar também que futuramente algumas músicas de JLP poderão ganhar a voz de Jon Anderson, transformando o que naturalmente já era muito bom em algo absolutamente inimaginável, pois pelo menos em uma das três gravações demo disponibilizadas, temos uma conhecida peça chamada, “Stay With Me" de Jean LucPonty que está no álbum “A taste for a Passion”, gravado em 1979.

Aparentemente em uma das gravações pude perceber alguns fragmentos da música "I've Seen All Good People" do álbum "Yes Album" gravado em 1971 , presente com uma nova leitura o que nos remete a mais um "revival", agora voltado para o lado de Jon Anderson, que pode render frutos positivos para este projeto, entretanto, eu  honestamente espero é haja bastante material inédito.

No momento o jeito é aguardar ansiosamente por este grande acontecimento, mas enquanto ele não acontece, vamos dar uma oportunidade aos mais jovens a conhecer um pouco do trabalho individual deste dois astros do rock/jazz fusion, portanto, como sugestões para um bom álbum de entrada ao mundo de Jon Anderson e Jean Luc Ponty, oferecemos respectivamente, “Songs of Seven”, gravado em 1980 e “Mystical Adventures” gravado em 1982 . 

Anderson Ponty Band
Jean Luc Ponty : http://www.ponty.com/
Rayford Griffin : http://rayfordgriffin.com/

Demos:
Link 1
Link 2
Link 3

Álbuns:









6 de ago. de 2014

ELOY - "Live in Stuttgart" - 1998

Estimulado por um múltiplo pedido feito por um leitor do blog para repostar alguns álbuns do Eloy, eu estava à procura dos referidos álbuns, acabei me deparando com o bootleg que estava perdido no meio de tantos álbuns, intitulado “Live in Stuttgart”, fruto de uma apresentação acorrida em dezembro de 1998.

Neste mesmo ano era lançado o álbum de estúdio “Oceans 2 – The Answer”, que botava um fim em um hiato de uns quatro anos longe dos estúdios, desde o lançamento do álbum, “The Tides Return Forever” acontecido em 1994.

Portanto o bootleg, "Live in Stuttgart", nos trás quase na integra o álbum de estúdio do momento, bem como ainda nos brinda com músicas extraídas dos álbuns, “Ra”, “The Tides Return Forever”; “Time to Turn”; “Metromania”; “Planets”; “Colours”; “Oceans” e “Down”, ou seja, tem música suficiente para agradar a Gregos e Troianos.

Frank Bornemann que de bobo não tem nada, como sempre está muito bem acompanhado, contando com a presença de Michael Gerlach nos teclados, Klaus-Peter Matziol no baixo e Bodo Schopf na bateria e percussão, fora os músicos convidados que sempre complementam a banda.

O Eloy como já foi dito inúmeras vezes aqui no blog, tem um surpreendente histórico de superação pelas constantes mudanças de músicos, praticamente acontecendo em todos os álbuns de estúdio, mas o interessante é que uma coisa não muda em sua trajetória que é a qualidade de seus álbuns, nas várias fases musicais que a banda passou ao longo de quatro décadas de trabalho quase que ininterrupto.

Logicamente o ponto notável deste fenômeno está diretamente associado à existência de uma das figuras mais carismáticas e marcantes do mundo do rock, Frank Bornemann, um músico incansável na busca da perfeição, que há bem da verdade nunca teve o merecido reconhecimento internacional por seus feitos e por sua complexa obra, talvez acontecendo por conta de uma fraca atuação na divulgação de seus trabalhos. 

Então, fica mais uma vez o convite a todos para se deliciarem com mais uma demonstração de amor à música feita pelo Eloy e principalmente pelo figuraça do Frank Bornemann e para o internauta que solicitou os álbuns, em breve serão disponibilizados na área de comentários desta resenha.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

ELOY 
Frank Bornemann - vocal e guitarra
Michael Gerlach - teclado e vocal de apoio
Klaus-Peter Matziol - baixo
Bodo Schopf - bateria e percussão

Tracks:
CD1
01 - Betwenn Future and Past
02 - Paralysed Civilisations
03 - Ro Setau;
04 - The Apocalipse
05- Awakening of Conseiousness
06- Generation of Innocense
07- Voyager of the Future Race
CD2
01 - Follow the Light
02 - Time to Turn
03 - All Life is One
04 - Mysterious Monolith
05 - Drum Solo
06 - Silhouette
07 - The Sung Song
08 - The Answer
CD3
01 - Poseidon's Creations
02 - The Tides Return Forever


24 de jul. de 2014

PINK FLOYD - " Secret Rarities" - 2014

Em novembro próximo, o Pink Floyd, vinte anos depois de seu último trabalho de estúdio, “The Division Bell”, vai lançar um novo álbum que prematuramente está sendo intitulado como, “The Endless River”.

Este álbum vai reunir registros de sessões não utilizadas do álbum, “The Division Bell” que estão em fase de pré-produção e remasterizarão, incluindo a inserção de alguns vocais que a principio não iriam existir, pois o álbum seria totalmente instrumental, mas fontes jornalísticas informaram que esta mudança aconteceu por iniciativa de David Gilmour.

É importante lembrar que Rick Wright mesmo não estando mais entre nós, estará presente de forma marcante, pois há um farto legado deixado por ele nas sessões de gravação de "The Division Bell" que serão utilizadas em “The Endless River”.

Como falta muito tempo até este lançamento, o negócio é matar a vontade que é bem grande com algo que possa soar bem próximo a este novo álbum, portanto este bootleg, “Secret Rarities”, com gravações feitas entre 1983 e 1993, contemplando os momentos de estúdio anteriores e de “A Momentary Lapse Of Reason” e "The Division Bell", nos chega num momento mais que oportuno.

Se levarmos em conta que as músicas destes dois álbuns eram bem interessantes e no caso de "The Division Bell", que até quebravam alguns paradigmas existenciais e mercadológicos dos anos noventa, acredito que esta nova criação, feita a partir de um fruto sadio, que como um bom vinho, amadureceu por vinte anos, acredito que tenha tudo para nos agradar, fora o fato que este novo trabalho possa representar a possibilidade de novos shows e quem sabe até, chegar a terras tupiniquins, pois não custa sonhar alto.

Enquanto esse sonho não acontece, vamos voltar ao nosso bootleg, que trás uma curiosa versão de “Like A Rolling Stone”, muito conhecida na voz de Bob Dylan, bem como algumas versões para as músicas, Learning To Fly, The Dogs Of War e Signs Of Life do álbum, “A Momentary Lapse Of Reason”, bem como, Wearing The Inside Out, Cluster One e Marooned do álbum, "The Division Bell".

O que chama a atenção neste bootleg são as faixas demo, “Untitled #1” a “Untitled #4” e mais dois outtake’s, sendo que todas estas faixas são instrumentais e foram gravadas durante a temporada das sessões de produção de "The Division Bell", ou seja, podemos estar mais próximo do novo álbum do que podemos supor.

Entretanto, isto não passa de uma “teoria da conspiração” de minha parte, portanto não deve ser levada a sério, mas que seria muito legal ter uma destas demos no novo álbum, isto seria mesmo, pois gostei muito da faixa 11, Untitled #1 (outtake 1993), pois tem uma batida interessante e algo que me fez lembrar de alguns momentos de “The Wall”

No momento, só nos resta ficar babando na gravata e contando os dias para que novembro chegue logo e finalmente aconteça o lançamento de “The Endless River”, portanto, como sempre, fica o convite a todos a se deliciarem com este bootleg para aliviar a ansiedade da espera deste acontecimento que muito provavelmente será o mais importante do ano.

RECOMENDADÍSSIMO!!!!

Pink Floyd:
David Gilmour - guitarras, voz, baixo, teclas e programação
Nick Mason - bateria e percussão
Richard Wright – teclas e voz (in memorian)

Demos & outtakes 1983-1993
01. Like A Rolling Stone (David Gilmour demo 1983)
02. Like A Rolling Stone (David Gilmour demo 1983 - FM source)
03. Learning To Fly (Jon Carin demo 1986)
04. Learning To Fly (Jon Carin demo 1986 - FM source)
05. The Dogs Of War (demo 1986)
06. Signs Of Life (outtake 1986)
07. Untitled #1 (demo 1993)
08. Untitled #2 (demo 1993)
09. Untitled #3 (demo 1993)
10. Untitled #4 (demo 1993) (incl. What Do You Want From Me)
11. Untitled #1 (outtake 1993)
12. Wearing The Inside Out (outtake 1993)
The Instrumental Suite (outtake 1993):
13. - Cluster One
14. - Marooned
15. - Untitled (incl. High Hopes)


13 de jul. de 2014

IRMANDADE DOS BLOGS - Postagem Especial do Dia Mundial do Rock: TANGERINE DREAM - “Great Wall of China” - 2000


Hoje dia mundial do rock está sendo feita a primeira postagem da ''Irmandade dos Blogs''. A irmandade dos blogs é uma página criada no facebook que tem o objetivo de fazer a união de donos de blogs brasileiros, com os objetivos de haver uma maior divulgação desses blogs, de fazer postagens especiais em conjunto em épocas distintas, além de fazer com que os donos das páginas façam o intercâmbio entre si, se conhecendo, realizando parcerias entre os blogs e fazendo amizades.

Até o momento 23 blogs estão fazendo parte desta associação que foi criada recentemente, e que encontra-se em fase de estruturação funcional.

O grupo também foi aberto para os membros e visitantes de cada blog participante, que terão a oportunidade de interagir com os blogueiros, fazendo pedidos, dando sugestões, ou simplesmente fazendo amizade com os mesmos.

Abaixo está a lista de blogs que estão participando dessa postagem inicial de estréia, com cada blog fazendo a abordagem em cima de um disco ou banda diferente. Visitem!

Armazém do Rock Nacional
Bárbaro do Sul
Baú do Mairon
Blog Neanderthal
Contramão Brasil
Contramão Progrock
Discos Fundamentais
Krautrock Maniac
Le Grand Grotesque Circus
Macrocefalia Musical
Metal Truth
Nas Ondas da Net
Pérolas do Rock 'n' Roll
Por Trás da Vitrola
Roxx 2 Download (Portugal)
Som Mutante
Som Trimado
Som Valvulado
Toca do Shark
Venenos do Rock
World Progressive & Classical Rock

TANGERINE DREAM - “Great Wall of China” - 2000

Dia 13 de julho, data emblemática que comemora o Dia Mundial do Rock e que hoje ganhou um sabor todo especial, pois coincidiu com o jogo final da Copa do Mundo no Brasil, onde a Alemanha sagrou-se merecidamente Campeã sobre o time dos “Hermanos”, portanto nada mais justo do que escolher uma banda Alemã para representar esta data.

Banda alemã para representar esta data é o que não falta, mas a escolha do Tangerine Dream tem um forte motivo, que é o da sua longevidade sem a perda da qualidade, pois esta legenda começou sua trajetória no final da década de sessenta, mas precisamente no ano de 1967 em Berlim, Alemanha.

O primeiro álbum, intitulado “Eletronic Meditations”, foi lançado me 1970 e seu último álbum de estúdio, pasmem, são dois álbuns, “Chandra - The Phantom Ferry Part II” ‎ e “The Cinematographic Score GTA 5”, ambos lançados em março de 2014 e neste intervalo de tempo, somam-se nada menos do que cento e trinta e três álbuns de estúdio e de shows, setenta e cinco compilações, fora um sem número de bootlegs e discos piratas que rolavam nos anos setenta e oitenta, portanto.

Edgar Froese
O Tangerine Dream com mais de quatro décadas na estrada, continua a produzir viagens musicais em cada álbum que lança e logicamente com este, “Great Wall of China”, lançado no ano 2000, não poderia ser diferente, pois está recheado de belíssimas composições que foram feitas especialmente para um programa de TV sobre a Muralha da China.

Totalmente instrumental, repleto de sequenciadores, sintetizadores e bateria eletrônica, Edgar e Jerome Froese, dão uma pós-graduação em música eletrônica, bom gosto e rara inteligência em um álbum característico de música “easy listening”, de uma simplicidade Franciscana, coisa de gênio, ou melhor, coisa de Edgar Froese, uma mente brilhante a serviço da arte e da música.

Para facilitar sua compreensão sobre este álbum, podemos situar suas músicas no cenário New Age, pois seu formato é muito relaxante, mas não é monótono, levando-se em conta que cada música, sugere uma imagem grandiosa, o que faz todo o sentido em se tratando de um País como a China, onde tudo realmente é monumental.

A música eletrônica em geral, não é de fácil audição e no caso específico do Tangerine Dream, em alguns casos pode se tornar bem complexa, mas neste caso o álbum, “Great Wall of China”, foge totalmente deste estereótipo, sendo muito amigável até para quem não é familiarizado com gênero, portanto fica o convite a todos para a audição deste álbum.

ALTAMENTE RECOMENDADO !!!!

TANGERINE DREAM:
Edgar Froese - keyboards, producer
Jerome Froese - keyboards, mastering

Tracks:
01 - Meng Tian
02 - Summer In Shauxi
03 - The South Gate Knight
04 - Silence The Barking Monk
05 - Zhu Zhanji
06 - Stranded Whitout Shade
07 - No More Candles Burning
08 - Lights of Beijing
09 - Snow on Dragon's Peak
10 - Cradle of Prodigies
11 - Tiger Forest


30 de jun. de 2014

V. A. - "A Classic Rock Salute To The Doors - Light My Fire" - 2014

Eu não poderia imaginar que o “The Doors”, fosse tão cultuado por ilustres nomes do mundo rock, como Rick Wakeman, Keith Emerson, Tony Kaye, Patrick Moraz, Jordan Rudess, Geoff Downes, Steve Howe, Ian Gillan, Thijs van Leer, Billy Sherwood, Steve Hillage, Ken Hensley, Ted Turner, Roye Albrighton, Todd Rundgren, Joe Lynn Turner e mais uma penca de gente muito boa, que se traduzido em bandas, teríamos o Yes, ELP, Focus, Uriah Heep, Deep Purple, Rainbow, Asia, Dream Theater, Ambrosia, Gong, Wishbone Ash, Moody Blues e diversas outras bandas a fazer este tributo.

Esse fenômeno é muito fácil de explicar, pois este álbum tributo, intitulado, "A Classic Rock Salute To The Doors - Light My Fire", não é apenas uma reverencia ao “The Doors” de “Jim Morrison”, mas principalmente é uma justa homenagem a Ray Manzareck, o homem dos teclados da banda, que deixou sua marca registrada em músicas como “Light my fire”, “Riders On The Storm” e tantas outras e que veio falecer no ano passado.

Ele realmente é o “cara”, pois não é para qualquer um reunir tantos astros de peso da música a seu favor e, diga-se de passagem, que se as músicas já eram muito boas em sua origem, neste álbum ganharam um apelo extra pela presença de músicos tão ilustres e um tom de modernidade que naturalmente foi imposto pelos seus executores e arranjadores.

Descobri por acaso o álbum no Facebook com a música com a música “Light my fire”, que logo chamou a atenção pela introdução do órgão, muito caraterística da forma de tocar de Rick Wakeman, então começou a saga por busca de informação sobre a música e o álbum e no caso desta, tive a grata surpressa de acusar a presença de Ian Gillan e Steve Howe, portanto um triunvirato inesperado estava formado e “Light my fire” acabava de ganhar pelo menos mais uns quinhentos anos de vida, pois uma música tão brilhante em sua essência, uma vez mais foi lapidada e polida, se transformando em uma das mais preciosas gemas que o mundo rock já produziu.

Alguém poderia imaginar um Thijs van Leer (Focus) com Lou Gramm (Foreigner) executando, “Love me to Times” ou mesmo, “Riders On The Storm” tendo a frente, Tony Kaye e Joe Lynn Turner que deram um toque todo especial à música e esta meus amigos, é tônica em torno deste tributo, que a cada música revela uma combinação diferente de músicos, no mínimo inusitada e surpreendente, pois deu certo em todas elas.

As musicas escolhidas sem exceção são excelentes e os músicos que tiveram o privilégio de participar deste álbum, não pouparam esforços para fazer o melhor, portanto o resultado final não poderia ser outro, senão de um excelente álbum, longe dos caça niqueis do gênero, pois a química entre as músicas do “The Doors” e seus executores foi perfeita, proporcionando um equilíbrio total entre os músicos e as músicas.

Vale salientar que este álbum é mais uma inteligente iniciativa de Billy Sherwood que ultimamente tem se envolvido em diversos projetos musicais de sucesso e provavelmente este seja o seu mais ambicioso e de maior sucesso, portanto fica o convite a todos para escutarem este fabuloso álbum que tem tos os ingredientes para agradar a qualquer amante da boa música.

RECOMENDADÍSSIMO!!!!!

Tracks & Personnel:

01. L.A. Woman – Jimi Jamison (Survivor), Ted Turner (Wishbone Ash) e Patrick Moraz (Moody Blues)
02. Love Me Two Times – Lou Gramm (Foreigner), Thijs van Leer (Focus) e Larry Coryell
03. Roadhouse Blues – Leslie West (Mountain), Brian Auger e Rod Piazza
04. Love Her Madly – Mark Stein (Vanilla Fudge) e Mick Box (Uriah Heep)
05. Riders On The Storm – Joe Lynn Turner (Rainbow), Tony Kaye (Yes) e Steve Cropper (Booker T. & The M.G.’s)
06. The Crystal Ship – Edgar Winter e Chris Spedding
07. Intro (People Are Strange) – Keith Emerson, Jeff “Skunk” Baxter e Joel Druckman (John Fahey)
08. People Are Strange – David Johansen (New York Dolls) e Billy Sherwood (Yes)
09. Touch Me – Robert Gordon, Jordan Rudess (Dream Theater), Steve Morse (Deep Purple) e Nik Turner (Hawkwind)
10. The Soft Parade – Graham Bonnet (Rainbow), Christopher North (Ambrosia) e Steve Hillage (Gong)
11. Hello, I Love You – Ken Hensley (Uriah Heep) e Roye Albrighton (Nektar)
12. Spanish Caravan – Eric Martin (Mr. Big) e Elliot Easton (The Cars)
13. Alabama Song (Whiskey Bar) – Todd Rundgren and Geoff Downes (Yes / Asia) e Zoot Horn Rollo (Captain Beefheart)
14. Break On Through (To The Other Side) – Mark Farner (Grand Funk Railroad) e Chick Churchill (Ten Years After)
15. Light My Fire – Ian Gillan (Deep Purple), Rick Wakeman (Yes) e Steve Howe (Yes)
16. The End – Pat Travers e Jimmy Greenspoon (Three Dog Night)


 

26 de jun. de 2014

YES - "Heaven & Earth" - 2014


Só mesmo o YES para tirar exílio e me fazer voltar a escrever, uma vez que acaba de lançar mais um álbum de estúdio, intitulado “Heaven & Earth”, com a capa desenhada pelo mago do design, Roger Dean, que já está disponível em alguns blogs e agora o faço por aqui, com certo receio, pois ela será elaborada apenas com a primeira impressão de uma única audição, que na verdade, é a que realmente fica.

Interessante, pois desde a entrada de Jon Davison em substituição a Benoit David, eu devo ter escutado uma ou duas músicas do YES com o novo vocalista, até mesmo por preconceito, mas principalmente pela palidez que uma legenda tão importante como YES estava se encontrando ao final da turnê de divulgação de “Fly From Here” que não foi um mau álbum.

Jon Davison
“Heaven & Earth”, surpreendeu ao remeter a uma situação que para mim a principio era irreversível, eu explico, pois seus músicos veteranos, Chris, Howe e White, apresentavam visíveis sinais de cansaço, melhor dizendo, falta de saco mesmo para tocar suas músicas novas e até mesmo as antigas, executando-as de forma burocrática e protocolar, o que me deixava muito incomodado em ver a decadência da banda.

Desta vez, algo inesperado aconteceu, mas não esperem que tenha sido algum milagre e que “Heaven & Earth” seja um revival de um “Fragile” ou coisa parecida, pois não é mesmo, mas é possível sentir certa alegria, leia-se "TESÂO", por parte dos músicos com este trabalho que de certo modo tira a banda do marasmo reinante que há muito tempo os assolava.

Jon Davison tem a seu favor o fato de ter talento e uma personalidade forte o suficiente para fugir dos falsetes vocais, afim de, igualar a sua voz a de Jon Anderson, o que seria uma estupidez sem tamanho, pois tendo como exemplo o que aconteceu com Benoit David que ousou além de suas possibilidades e detonou suas cordas vocais.

Geoff Downes
Geoff Downes têm um estilo musical completamente diferente de seus antecessores, inclusive preferindo o que há de mais moderno e sofisticado em termos de equipamentos e programação, entretanto, neste trabalho ele se mostrou bem mais sinérgico em relação ao grupo e ao espírito da banda, fazendo uma boa integração entre o vocal de Jon Davison e às cordas de Steve Howe, arriscando até alguns solos interessantes, como por exemplo, o que há na música, “Step Beyond”.

Em geral o álbum mostra consistência em sua proposta temática em todas as suas oito músicas, que aparentemente estão entrelaçadas contando uma história que ainda não tive tempo de traduzir para ter realmente certeza do que estou dizendo, lembrando que este álbum só foi escutado uma única vez até este momento.

Classificá-lo musicalmente agora não seria conveniente e um tanto imprudente de minha parte, mas acredito que ele possa estar inserido em uma nova linhagem progressiva do século 21, menos densa e até por conta disto, mais humana, portanto, esta missão é solitária e intransferível, cabendo a cada um que escutá-lo tirar suas próprias conclusões. 

De todo modo um novo álbum do YES é sempre uma boa notícia, um alento em tempos musicais tão sombrios, mesmo ele tendo a supressão da presença de Jon Anderson e Rick Wakeman que são duas entidades humanas que fazem parte de uma esfera musical superior que vai além de uma simples explicação, então, fica o convite a todos a experimentarem o mais novo trabalho do YES.

APRECIÁVEL!!!!

YES:
Steve Howe / Electric Guitar, Acoustic & Steel Guitars, Backing Vocals
Chris Squire / Bass Guitar, Backing Vocals
Alan White / Drums, Percussion
Geoff Downes / Keyboards, Computer Programming
Jon Davison / Lead & Backing Vocals, Acoustic Guitar on tracks 1, 4 & 6



TRACKS:
01 – Believe Again (Davison/Howe)
02 – The Game (Squire/Davison/Johnson)
03 – Step Beyond (Howe/Davison)
04 – To Ascend (Davison/White)
05 – In A World Of Our Own (Davison/Squire)
06 – Light Of The Ages (Davison)
07 – It Was All We Knew (Howe)
08 – Subway Walls (Davison/Downes)




6 de jun. de 2014

ILÚVATAR - “From The Silence” - 2014

Que notícia boa, muito boa mesmo!!! O Ilúvatar está de volta na estrada com seu novo álbum, o quarto de estúdio, intitulado, “From The Silence”, que acaba de sair do forno, com a mesma vitalidade e criatividade dos álbuns anteriores, fechando um ciclo de quinze fora dos estúdios. 

Com a mesma formação do álbum anterior, “A Story Two Days Wide”, o Ilúvatar com sua nova criação nos remete diretamente ao rock progressivo doas anos noventa, que aquela altura já representava a terceira geração desta tendência musical que é tão controversa e que há anos a fio caminha em uma linha tênue entre o ódio e o amor, pois quem gosta, não gosta pouco e quem odeia idem.

Entretanto é curioso que tanto tempo depois de sua origem, ainda existam de ambos os lados, músicos e público, dispostos a investir em um segmento musical que muitas vezes é tão criticado duramente, por representar algo que aparentemente está morto e ultrapassado, mas que na verdade, ainda possui muito fôlego e um grande público fiel às suas origens e que de alguma forma ainda consegue agregar mais e novos adeptos a cada geração que vai surgindo. 


O Ilúvatar é uma banda extremamente constante, sóbria, nunca esteve próxima de uma situação de estrelismo como aconteceu com o IQ, Pendragon e tantas outras bandas, porém a qualidade de seus trabalhos é inegavelmente impecável, beirando quase a perfeição, mas por força do destino e/ou mesmo da falta de um marketing a altura de suas reais possibilidades a banda nunca teve o devido reconhecimento que outras bandas de mesmo calibre tiveram nos anos noventa.

Enfatizo isso por conta deste álbum, “From The Silence”, pois no atual momento em que nos encontramos, em meio a esta crise cultural sem precedentes na história, este trabalho para mim representou um oásis no meio do deserto, pois com raríssimas exceções, nada de novo que realmente valha a pena investir foi feito, pois o numero de bandas e artistas isolados que estão surgindo em escala geométrica nos diversos segmentos da música chegam até nós travestidos de clichês musicais e performances que beiram o ridículo, vide nossa atual MPB e o Pop internacional que perdeu inexplicavelmente sua inteligência.

Que bela surpresa o Ilúvatar está nos proporcionando com este instigante álbum, que está repleto de dinamismo, poesia e lirismo apresentados de forma tão simples e ao mesmo tempo tão profunda que atinge com um tiro certeiro a alma de quem gosta de rock progressivo.

A banda está com a mesma formação do seu álbum anterior, portanto não há grandes novidades por este aspecto, mas para a minha surpresa, a voz de Glenn McLaughlin, apresenta-se esta muito preservada, não demonstrando o menor sinal de cansaço, o que é uma coisa muito boa, levando-se em consideração que sua voz é um diferencial positivo que agrega muito valor à obra.

Jim Rezek, o homem dos teclados, não chega a ser um “virtuose” nesta disciplina, entretanto, também manteve em dia seus fundamentos básicos, criando atmosferas bem interessantes e disparando alguns solos bem viajantes o suficiente para matar as saudades do grupo e confirmar que ainda há vida inteligente na música.

Dennis Mullin, também está muito bem no comando de sua guitarra, já que manteve sua habitual segurança e alegria ao tocar, surfando com muita tranquilidade pelas cordas de suas guitarras, demonstrando que ainda possui muita habilidade com o instrumento.

Dean Morekas e Chris Mack, respectivamente o baixista e baterista, dão conta da cozinha da banda com muita competência e talento, portanto tornando o conjunto como um todo, muito harmônico e integrado, o que proporciona um ganho de escala muito grande para a banda que é formada apenas por bons músicos, mas que em conjunto se tornam gigantes.

As musicas estão formatadas com uma curta duração para este gênero musical, mas isso não é um problema de forma alguma, pois realmente estão na medida certa para atender as novas demandas de mercado e dentre elas, inicialmente as que mais chamaram a minha atenção por sua criatividade, são as músicas ”Open The Door”; “The Storm”; “Between”; ”The Silence!” e “Until”, isto logo na primeira audição do álbum, portanto, para aceitar a totalidade do álbum,  não será difícil, uma vez que eu praticamente já tenho meio caminho andado.

Fica o convite a todos para a audição de mais um excelente trabalho do Ilúvatar que corajosamente lança um trabalho inédito após quinze anos de recolhimento, produzindo-o com tanta criatividade e sabedoria.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Ilúvatar
Glenn McLaughlin / vocals, percussion
Dennis Mullin / guitars
Jim Rezek / keyboards
Dean Morekas / bass, bass pedals, backing vocals
Chris Mack / drums, percussion

Tracks
01. From The Silence (0:53)
02. Open The Door (4:49)
03. Resolution (7:03)
04. Le Ungaire Moo-Moo (3:29)
05. Across The Coals (7:56)
06. The Storm (4:01)
07. Favorite Son (4:15)
08. Between (7:01)
09. The Silence! (6:22)
10. Older Now (3:19)
11. Until (6:02)


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